quarta-feira, 6 de maio de 2026

OS GATOS VIRA LATAS DOS ARABALDES

OS GATOS VIRA LATAS DOS ARRABAUDES

Antônio Herrero Portilho


O gato Amarelão estava sempre passeando por ali naquela quadra, ele tinha muitos amigos e irmãos de crias variadas, dizem por aí que a mamãe do Amarelão era uma gata super criadeira, muitas farras e gritarias naquelas noites foram feitos pela Gatona mamãe do Maninho e do Amarelão, os telhados do barracão da fábrica de calçados tremiam como terremotos, o resultado sempre se dava em uma redonda barriga, foi de uma dessas crias que nasceu o Amarelão.

 Gatona nem terminava a amamentação de uma ninhada, já estava gestante de mais outros rebentos, havia outros futuros pequenos bichanos prontos para saltar a vida, miando como choro de bebê pedindo leite do peito. Gatona era mesmo uma mamãe incansável nos tratos com seus filhos, mãe dedicadíssima.

 

Maninho nunca foi adotado, sempre padeceu em pleno relento, comia pelas mãos dos de bom coração, mas, há de que dizer, ainda existe corações bons nesse mundo lá dos humanos. Eles viviam ali nas imediações da fábrica de calçados, o gato Maninho as vezes ia para longe, gostava de ficar em cima do muro da casa de dona Clarita, apesar da empregada perversa que trabalhava naquela casa, percebia que os patrões não possuíam nenhuma aversão a qualquer bicho de natureza doméstica, mau Maninho sabia, mas a verdade é que dona Clarita era realmente uma boníssima pessoa, muito caridosa com todos os seres vivos, nuca fez mal a nenhuma criação.

 

No domingo de manhã Maninho estava ali dentro daqueles móveis velhos que se amontoados no terreno vazio, era um ótimo lugar para se esconder e dormir, havia cômodas, guardas roupas, armário de cozinha e tantas outras mobílias próprias para Maninho se esconder e dormir.

 

Logo as sete e trinta minutos começa a passar o povo que se dirigem às igrejas, os cultos vespertinos dará início logo-logo, as senhoras e senhores que estava a caminho, buscava a deus com suas devoções, muitas contas daqueles rosários eram dedilhados mesmo antes de chegar à aqueles templos de reencontros com a divindade maior, enquanto aquelas pernas se apressavam em passos largos, veja quem estava atravessando aquela multidão de sapatos; o Amarelão procurava pelo Maninho e até já sabia onde estava, no terreno baldio e nessas horas da manhã, certeza, ele estará se despertando do sono, Maninho é um gato muito preguiçoso, Amarelão adentrou para o matagal daquele terreno abandonado a fim de encontrar com seu irmão Maninho, logo deu de cara com Maninho se despertando de uma longa noite de sono enroscado em uma gaveta de um dos móveis velhos, só o Amarelão para achar o tal fujão. Depois dos cumprimentos na linguagem de gatos, O gato Amarelão se expõe aos reclames de seu amigo e irmão, haja ouvido para ouvir tantas lamúrias.

 

- E então, como está se sentindo Maninho, parece que você foi atropelado, vejo que você está cheio de indisposição, acho melhor você se levantar para valer dessa cama, vamos bichano, força, precisamos arrumar comida, a nossa vida é feita de lutas, nascemos gatos, assim não temos culpas desse nosso lema.

 

- Ho amarelão, que bom que você veio, fiquei com medo de morrer sem a sua presença, mas você está aí, já posso morrer mais conformado. Disse com palavras e gemidos reclamando das dores nesse pobre esqueleto de gato.

 

- Como foi que aconteceu isso, parece que você caiu do terceiro andar, conte-me que ouve contigo. Perguntou Amarelão.

 

- Foi aquela senhora que trabalha de doméstica na casa de dona Clarita. Eu estava despreocupado quietinho de cócoras em cima do muro, der repente em uma situação impensada recebi uma vassourada de surpresa, quando caí para dentro do quintal, não conseguindo retornar as alturas do muro, recebi vários outros golpes de vassouras em minhas costas, me lembro ainda quando Jacinta dizia: - Te peguei, fazia dias que eu estava querendo te pegar e tome vassouradas nos espinhaços.

 

Felizmente consegui me escapar pelo portão da frente, corri pela calçada até chegar aqui em meio a esses escombros. Dizia Maninho descrevendo tudo ao seu amigo, mas, se derramando em lágrimas.

 

          Ai meu deus dos bichanos, estou todo dolorido de levar vassouradas no meu espinhaço, minha coluna está em pandarecos, dona Jacinta não tem pena de mim, não posso nem subir no muro que as vassouradas comem nas minhas costas, não imagines o tão grande é meu sofrimento, a verdade é que gatos de rua sofre muito, gostaria de ter um lar para morar, uma dona que gostasse de mim. Percebo que a patroa até gosta de mim, um dia desses quando ela estava na lavanderia, eu saltei para o piso daquele quintal, percebi que havia algo comestível caído ali, desci para comer, dona patroa me viu e não reagiu contra mim, era um pedaço de lasanha caído, mas, te digo Maninho, estava limpinho, não como porcarias, aquele piso é mais limpo de que muitas bocas sujas comedora de arroz & feijão que existem por aí, pensei em dona Jacinta, acho que ela nem escova aquela boca fedida, mulher maldita! Estou revoltado com ela.

 

As minhas brigas, e meus espancamentos são desferidos pela empregada Jacinta, senhora revoltada com a vida, briga com deus e todo mundo, a empregada dona Jacinta que é a causa de meus sofrimentos, mulher ruim, ela é apenas a empregada da casa e quer mandar em tudo, eu vivo aqui na torcida para logo ela levar a demissão na cara, que a patroa a mande embora desse serviço por definitivo, que vá procurar o que fazer em outra freguesia., mas vejo que está demorando muito isso acontecer. Está me ouvindo aí gato Amarelão, desculpe-me estou assim descarregando essa minha fúria, você não tem nada com isso e tem que expor esses seus ouvidos para minhas revoltas.

 

- Me desculpe aí meu amigo Maninho, não estou podendo conversar direito, estou com a boca inflamada, me espetei em um espinho de peixe, mas, pelo que já estive sofrendo com esse ferimento, agora já estou bem melhor, só evitar conversar e miar muito, me doe a garganta, mas, vai melhorar logo. Disse Amarelão a Maninho, ambos filhos da mesma mãe, só que de pai diferente nascidos de uma outra cria, Amarelão Maninho e Bigodão são irmãos vivendo nas ruas além das periferias e centros comerciais, Bigodão não é muito citado nessa nossa história porquê é adotado, vive repleto de felicidade, com toda a pompa de gato burguês.

 

Amarelão veio visitar seu amigo irmão para lhe trazer uma boa notícia, mas, até agora mais ouviu que falou, como ele já disse está com a boca machucada, quase sarado, mas evitando se esforçar a voz de gato, é sobre dona Jacinta, Maninho precisa de ouvir essa notícia, ele ficará muito feliz, e assim foi narrando a pequena história a respeito de dona Jacinta.

 

- Eu vou lhe passar um acontecido agora nessa manhã, Jacinta saiu essa manhã para comprar pão, quando voltava da compra percebeu o nosso amigo Gato Preto próximo ao portão de sua casa, ficou muito nervosa com a presença do Gato preto em frente ao portão, não sei se você sabe, dona Jacinta é uma pessoa muito supersticiosa, com a crença dela diz que Gato Preto trás azar, lógico que isso é bobagem.

 

 Narrava a história o amigo do gato Maninho.

 

 - Foi no que deu, saiu na disparada correndo atrás do negro felino, a intenção era mesmo abate-lo, mas, o gato era muito mais esperto que ela, correu, se escapou para o outro lado da rua, Dona Jacinta não conseguiu pegar o gato preto, mas ficou botando fogo pelas narinas de raiva do animalzinho que corria se livrando da morte que a mulher endiabrada poderia lhe causar.

 

- Muito bem!... Palmas para nosso amigo Gato Preto, se eu pudesse daria um prêmio a ele, Gato Preto também é um grande amigo meu, sempre estamos juntos por aí, meu amigo de fé. Disse o gato Maninho repleto de felicidades.

 

Amarelão deixou a parte mais importante para o final da história, foi aí que Amarelão encerrou essa notícia com o fato mais importante, pediu atenção maior ao Maninho para o desfecho final desse recado.

 

- E dona Jacinta, voltou para casa completa de frustração, na correria deixou cair os pães no chão? O que houve com a maldita dos infernos? Perguntou o gato Maninho furioso por ter sido espancado pela megera.

 

O gato Amarelão disse com palavras bem compassadas para seu irmão o gato Maninho entender.

 

- Dona Jacinta estava furiosa por não ter a chance de pega o Gato Preto, tão cólera, cega de raiva, ao atravessar a rua foi colhida por um carro que vinha descendo a rua em alta velocidade, houve algumas fraturas, está internada no hospital, não se sabe se vai andar mais, por enquanto seus movimentos serão em cima de uma cadeira de rodas, fim trágico para dona Jacinta que tanto odiava animais, principalmente gatos.

 

Disse Maninho com are de bondade:

 

- Tenho pena de dona Jacinta, por todo mal que ela me causou, ainda não desejaria isso para ela. Torço para que ela melhore, se cure desses traumas, tenho um pressentimento que ela ainda vai melhorar e nós ainda vamos brigar muito nessa vida.

 

10 de novembro de 2.024

 

 

 

 

 

Os gatos vira latas dos Arrabaldes.

 

PARTE 02

 

Nesses dias  próximos passado,   quando dirigirem os olhares para o telhado de estrutura metálica, poderam presenciar os grupos de gatinhos acocorados sobre aquela cobertura dessa fábrica de calçados, Amarelão e Maninho estava  junto à essa turma de felinos, gostavam de se acomodar sobre essa altura longe da superfície terrestre, digo; andar pelo chão, assim longe dos perigos dos cães ferozes que por ali também transitava, por enquanto todos desmotivado para festinhas, não se ouviam os miados estridente... bem... dessa vez Gatona chegou com uma amiga que arrumou lá do outro lado da vila, além dessa aparência jovial, ela já deu três crias, os filhinho dessa última cria, ainda se encontra na caminha feito ninho, não demorará estarão por aí aprontando travessuras, mas porém ainda viverá comendo pelas mãos de sua mamãe, quando não mamando aquele delicioso leite quente direto do peito materno, sempre estão atentos a espera de sua mamãe na expectativa que a gatinha traga o saboroso leitinho.

 

Entre aquela meia dúzia de felinos ali acomodado, sem fazer nada durante essa noite, agora aparece a amiga de gatona, mais uma para engrossar o coro das gritarias quando estiverem se acasalando.

 

Sobre esse luar claro demostrando toda nitidez, o telhado da fábrica de calçados der repente transformou em uma correria, no começo foram miados simples e tímidos, logo esse namora deu início a grande gritarias, logo gatona soltou o verbo, gritou alto quando estava lado a lado de um outro gato que por ali permanecia nessa noite, infelizmente esses barulhos já começava incomodar os moradores ali das proximidade, já era altas horas, o sono dos moradores dessa rua precisava ser preservados pois muitos daqueles povo teria que se levantar bem cedo para pegar no batente.

 

Der repente uma ducha de água fria foi acionada, uma chuveirada de mangueira esfriou o calor da festinha dos bichanos, todos se dispersaram em correria, apesar do telhado ser um pouco alto, mas os esguichos conseguiu atingir com força, a pressão da água no encanamento público da rua estava forte, ninguém usava as torneiras, foi por isso que esses gatos barulhentos sofreram esse impacto e ficaram molhados e logo dispensaram deixando a cena dos escândalos, Amarelão e Maninho deixaram suas namoradas, desceram pelo galho da árvore que dava acesso ao telhado da fábrica, os outros quatros bichanos ainda ficaram por ali tentando se enxugar se lambendo, retirando o excesso de umidade, a gatona criadeira e a novata mais seus companheiros ficaram por ali mesmos se defendendo dos cachorros de rua que sempre as atacavam até levando perigo de captura e morte, enquanto que Maninho e Amarelão, de passos lentos de rabos tesos seguiram outros caminhos durante essa madrugada.

 

Quando o sol chegou para esses felinos, aí eles começaram enxergar com mais clareza, enquanto caminhavam pela calçada da rua do arrabalde, esses dois irmãos pararam para observar um instante, a perua da fábrica de rações para animais, estacionou ali bem perto desses dois irmãos e companheiros, um dos senhores que dirigia o veículo desceram, retiram dos compartimentos do carro um vasilhame de tamanho assim de uns três quilos mais ou menos, no cantinho do muro, ali onde ninguém pisa, chamaram os bichanos encheram alguns vasilhames de ração, os fabricantes dessa comida para gatos, estavam testando se realmente esses animais gostariam desse produto fabricado feito em teste, logo quando o aroma da ração foram espalhado no ar, apareceram outros três ou quatros gatinhos além de Amarelão e Maninho, até os outros barulhentos que ficaram sobre o telhado, também vieram para esse banquete das primeiras horas dessa manhã, agora a gata criadeira e a mais nova integrante dessa gangue comeram para encher o pandulho, em seguida se dirigiram para o terreno baldio, todos se organizaram para um sono prazeroso, se esconderam entre os móveis velhos amontoados ali nesse terreno de matagais, eles se escondiam dentro das gavetas desses escombros, a partir daí só se despertarão pelos início da tarde no momento que a barriguinha dar sinal de alerta, na hora que serão reabastecidas dessas energias, a fome bater novamente nesses estômagos de gatos.

05-05-25 – Antônio Herrero Portilho

AMARELÃO E MANINHO EM NOVAS AVENTURAS


Enquanto todos dormiam despreocupados nesse ambiente tranquilo, livres de todas as preocupações, mas, nesse mesmo instante acordaram de orelhas atentas para vozes que soava por ali, gente falando em capinar esse terreno, remover esses escombros ali amontoados, os gatos prestaram atenção naquelas falas que em momento combinava com os meninos dizendo que autorizava fazer o campinho de futebol para a diversão dos que interessaria pela prática desse esporte, então ficou afirmado, os meninos limpariam o terreno em troca de construir um campinho de futebol, os gatos ouviu tudo que foram ditos, Amarelão já estava acordado, nesse momento cutucou as costelas desses outros companheiro que ali dormiam sossegados, ainda acordaram a tempo de ouvir aquela prosa, infelizmente teriam que procurarem outras moradas para dormir e descansar, mas continuaram acomodados ali de olhos bem aberto, alguém poderia os enxotar ou até machucar , agora teria que procurar outro abrigo, os móveis velhos seria tirados dali, queimados, a bem da verdade as camas de gatos menos males, mas porem já se percebiam o acúmulo de insetos, cobras, lagartos e uma grande colônia de baratas e outros viventes rastejantes se apropriando desse pedacinho de relva em plena zona urbana, em meio a esses amontoados de tralhas velhas também morada de grande quantidade de besouros lagartas, e lagartos grilos e lagartixas, os gatos não seriam os únicos a serem despejados das posses em abrigos

 

No momento que as vozes silenciaram, que aqueles humanos foram embora, logo se trataram de se retirarem, se puseram de pé, se espreguiçaram fazendo vários tipos de alongamentos antes de por o esqueleto de gato em movimento, Amarelão e seu companheiro e irmão tentavam arrumar um jeito para conseguir morar e se alimentar, pensaram bastante antes de tomar essa decisão, Amarelão e Maninho seguiram em frente, enquanto os outros dois novatos se dispersaram, tomaram outro rumo.

Essa vila; tratava de um parque industrial com moradias dos operários, com estabelecimentos, mercados centro de lazer, igrejas e agremiações religiosas praça esportiva escolas e muitos outros ramos de atividades. Amarelão e Maninho caminhava lentamente por aquelas passarelas tentando se arranchar em qualquer outro lugar, pensaram muito nos lugares que eles já passaram, nas residências e matagais, casa em que dona Jacinta trabalhava de doméstica, nem pensar, aquela senhora tem pavor de gatos disse Maninho – aliás até poderíamos visitar, vê se ela já melhorou dos traumas sofridos da última vez, talvez até não está trabalhando mais na casa de dona Clarita, ou ainda está na cadeira de rodas... então vamos lá, a caminho – Maninho, estou pensando em um lugar bom, certeza que nesses lugar que estou pensando, será nossa morada para nossos descansos, bem... depois eu falo.

 

- Bem... primeiro iremos lá na casa de dona Clarita, só para observar o ambiente... Ha tá, tenho que ressaltar, nosso lugar terá que ser em um lugar que não tenha muitos moleques e cachorros, caso não, não dará certo.

- Então está indo bem o rumo dessa nossa prosa, o lugar que estou pensando, esse senhor mora sozinho, da última vez que passei por lá fui bem recebido, aquele senhor me presenteou com uma tijelinha cheinha de leite morno e saboroso.

Amarelão e Maninho chegaram na casa de dona Clarita, subiram no muro e andaram pelo telhado  germinado com a divisa, observaram para ver como estava indo as coisas, perceberam que dona Jacinta não estava mais trabalhando de doméstica, os gatos ficaram certos que aquela senhora malvada que gosta de judiar os animais não estava mais por lá, isso é bom, certeza que essa nova empregada não é malvada como dona Jacinta, logo vou fazer presença para aí, para perceber se está tudo bem. Terminaram a visita saíram em busca desse novo lugar para ficarem, mesmo que seja alguém que não maltratem animais. Amarelão disse:

- é bem ali, vamos chegar e marcar presença, acho que aquele senhor não fará mal a nós, certeza ele parece muito boa pessoa

Maninho ouviu as palavras de Amarelão e logo ficou sabendo do local que Amarelão se referia, esse endereço aí e do salão paroquial do arrabalde; parque industrial, aquele senhor que amarelão está falando é o religioso que toma conta dessa casa de orações, mora sozinho nos fundos do salão, Maninho disse que também já passou por ali algumas vezes, tem a convicção que ali serão muitos bem tratados.

Esses gatinhos não tinham a consciência da importância que seria aquele dia que amanheceria nessa aurora seguinte, todos os humanos que frequentavam a comunidade já sabiam e quando se sentaram nos bancos para assistirem a missa aguardavam a homilia dita pelo sacerdote sobre a proteção dos animais, no calendário marcava o dia de São Francisco de Assis; o homem que dedicou toda a sua vida de sacerdote amando a natureza e os animais. e assim começou a recitar com palavras compassada de narrativa bem suave:

- Deus nos ordenou para que nós cuidássemos dos animais, que nunca maltratemos os animais doméstico e até os bichos selvagens, cuidar da natureza, preservar as fontes e nascentes.

Assim o discurso foi se prolongando por alguns minutos preciosos, amarelão continuou deitados debaixo da mesa da eucaristia, os animas não conseguiam entender o rumo daquelas informações, os dois gatos só sabiam que referia desse dia comemorativo, já que ninguém os enxotaram, ficaram por ali enquanto  o discurso do sacerdote fazia um longo discurso, Amarelão e Maninho não estava de olhos fechado, observava tudo que acontecia, enquanto que Maninho conseguiu localizar em meio aos irmãos ali presente, uma senhor de cadeira de rodas que acompanhava a missa atentamente, Maninho que já foi vítima dessa senhora que possuía uma aversão ao animal da espécie gato, ainda percebeu que seus olhos de dona Jacinta lagrimejavam pensando na hora que ela tanto maltratava os animais; Maninho que o diga das surras que levou de dona Jacinta, foram tantos golpes de vassouras em seu esqueleto de gato, certeza que agora ela se sente arrependida a ponto de verter em lágrimas, a homilia do sacerdote tocou o coração de dona Jacinta, agora ela afirma consigo mesmo que nunca mais fará mal algum a qualquer animal que seja.

Já estava nos momentos finais da celebração, quando Maninho percebeu uma pomba bem ali do lado de fora, esses dois gatos deixaram seus lugares ali debaixo da mesa da eucaristia e foram perseguir aquela ave, si bem que eles ainda sentiam fome, hoje o sacerdote não teve tempo de atender esses bichanos, deixou para depois da missa, a comidinha desses felinos já estava guardadinha somente para eles pelos caprichos desse religioso.

Os gatos irmãos investiram na captura da pomba, instinto de predador, mas a pequena ave quando percebeu que está sendo observada, mais que depressa voou e entrou debaixo das telhas do salão, os dois amigos gatos, fizeram o mesmo, também entrou para debaixo das telhas foi logo localizando a pomba que no momento estava em um lugar mais baixo, mas dentro do forro desse salão comunitário, nesse local existia um ninho com mais outros filhotes, os dois gatos viram isso como uma grande oportunidade, os dois em comum acordo fizera um salto estratégico simultâneo rápido pra cima da pequena ave, mas o forro era muito fraco, sem estrutura e no momento do impacto não aguentou o peso dos dois felinos pronto para capturar a ave caseira de grande volume de carne, mas porem com a fraca estrutura, tudo foi a baixo, os dois gatos caíram no meio dos fiéis no momento que estava nos finalmente, súbito um grande barulho logo depois da fala que o padre dizia:

Agora volte para sua casa e o senhor os acompanhe.

Dona Jacinta levou um grande susto quando Maninho caiu bem em seus braços.

O senhor vos acompanhe todos disseram - AMÉM

Quando terminou a celebração, o sacerdote retirou os paramentos litúrgicos, dirigia à porta ali do lado, a mesma que dava acesso a casa paroquial, depois que dona Jacinta deixou Maninho no chão, Maninho e Amarelão o acompanhou o padre até onde estava a comidinha para os bichanos as quais o próprio religioso já havia reservado, depois de encher a barriguinha ficaram por ali deitados sob estofados expostos no alpendre.

       Nessas idas e vindas desses gatos por aquelas ruas, um dia desses Maninho e Amarelão toparam com dona Jacinta, agora sem o auxílio da cadeira de roda, andando pisando firme, se curou dos traumas e sequelas.

Amarelão e Maninho fixou estadia na casa paroquial, mas mesmo assim não deixou de encontrar com as famílias de gatos que vivem por ali nas imediações da fábrica de sapatos, as festinhas de acasalamentos continua.


E-mail (antoniob151@outlook.com)

Antônio Herrero Portilho/ 21/05/2025


domingo, 3 de maio de 2026

O DIA DO GALO - Amanhecer na Roça.

 

Amanhecendo na Roça.

(Antônio Herrero Portilho)

 

Nessa madrugada nessa colônia todos acordaram sobressaltados.

O despertador feito ave não deixou ninguém dormir além de seu chamamento, primeiro foi os farfalhar das asas depois um cântico estridente.

Ele soltava o som e apontava o bico para o solo e repetidamente, batia as asas e forçava a garganta com rebeldia como se estivesse dizendo: Eu sou o Rei do terreiro e a mim pertence esse território, aproveitava para emitir alguns cocoricós chamando as dorminhocas que não queria deixar seus lugares nos poleiros.

Ainda estava escuro, mas logo, o sol deixaria tudo as claras.

Aos poucos elas iam descendo de suas acomodações, pondo se ao chão uma após a outra, escarvando como que procurasse o que comer fazendo algazarras com seus cacarejos.

Eram dezenas delas, cada uma possuía uma cor ou aspecto diferente na plumagem; carijós amarelados, outras brancas de topete, com cristas, sem cristas com rabos ou rabicós.

Faziam barulhos simultâneos, dentro de pouco tempo aquele espaço no terreiro ficava repleta dessas galináceas.

Dona Chiquinha acordou no primeiro cantar do galo, mas ainda permaneceu na cama por uns instantes, depois que passou alguns minutos foi atender essas penosas que estavam aclamando por um pouco de alimentos.

Enquanto a água estava para ferver na chaleira, tratou de resolver todas as atividades de costumes assim como, lavar o rosto e tudo que se faz quando se levanta pela manhã, preparou o pó de café e passou no coador, transferindo para o bule, em seguida tomou uma xicara dessa saborosa bebida tipicamente Brasileira manipulada nesse mesmo sítio, dos frutos colhidos ali no cantinho da roça; plantação de cafezal.

Feito isto dona Chiquinha com o avental já posto e amarrado pela cintura pronta para a jornada desse dia que começa, dirigiu-se até o paiol onde estava guardada toda a colheita de milhos desse ano, debulhou alguma meia dúzia de espigas, e quando estava com o colo cheio de grãos caminhou alguns paços e em seguida começou jogar pelo chão deste quintal.

Ela chamava as galinhas fazendo um som na boca pi pi pi pi continuava a jogar os milhos por todos os lugares.

Algumas dessas aves que estavam mais pesadas e mais gordas vinham em disparada correrias, outras até se davam o luxo de arriscar alguns voos de curta distância e se aproximavam para bicar os grãos de milhos espalhados pelo chão.

A franga ródia que estava pronta para sair do ninho depois de longos dias que chocará uma ninhada de ovos seus futuros filhinhos, mas agora já nascera, também se aproximou desse grande banquete e trouxe com ela uma enorme fila de pintainhos piando pedindo abrigo nas asas da mamãe galinha.

Para os pequenos pintinhos dona Chiquinha já havia providenciado uma grande quantidade de quirelas esmiuçada no pilão.

Quando espalhou pelo chão aquele milho quebradinho começou a fervilhar de pintinhos de várias idades até os mais grandinhos insistiam em encher o papo deste alimento para aves em primeiros dias de vida. Sem contar com as pombas rolas que aterrissaram para participar dessa festa que já era de costumes todas as manhãs acontecer.

Quando chegou às sete horas da manhã o sol já estava mostrando toda a sua pujança; o cenário sertanejo ficou totalmente iluminado, as criações domésticas deram ar de vida; as vacas leiteiras foram dispensadas de suas atividades; o caboclo retirante já esgotou todos seus ubres que até superlotou o tambor vasilhame, uma parte desse líquido branco e saboroso que poderia ser consumido pelos bezerros será comercializado na cidade, tudo transformará em requeijão e outros derivados de leite.

Esta vida aqui no cantinho da roça é mesmo maravilhosa, além de fazer bem a saúde tudo transcorre as mil maravilhas, não há rotina desagradável nestes dias a dias, o tempo passa sorrateiramente, e a natureza vai se transformando a cada hora do dia. Visitar as plantações na horta, observar o crescimento das leguminosas desenvolvendo e se pondo a ponto de colhê-los, no terreno que abrange toda extensão desta propriedade parece se oferecendo para que deposite ali nessas entranhas feitas pelo o arado as sementes que dará fartas colheitas de frutos suculentos e adocicados, ao modo de ser espremido e extraído seu sabor inigualável feito vitamina e muitos nutrientes.

As pequenas árvores frutíferas oferecem uma refrescante sombra, serve também de comida para as aves que chegam aos bandos para se deliciar das goiabas deliciosas que quando esta bem amadurecida exala um aroma impressionante.

As aves silvestres habitam por ali nos arredores da casa; até se misturam com as galinhas do quintal, não temem a aproximação dos humanos, ninguém ousaria a fazer maus a essas criaturas, não haveria motivo para tais maldades, os gorjeios dessas aves embeleza o ambiente. 

Os inhambus e as codornas fazem as maiores cantorias ao entardecer e transita livremente bem próximo a porta da casa grande dessa fazenda.

sábado, 25 de abril de 2026

LOUVORES E ENCANTO DE MINAS GERAIS

 

                    LOUVORES E ENCANTO DE MINAS GERAIS

                          antonio herrero portilho/17/02/2013

De manhã os capins, os arbustos ficaram todos carregados de gotas de orvalhos.

As folhagens se umedeceram de tão forte foi à ação penetrante da neblina impregnando toda a plantação dês do caule até a raiz, apesar da intensidade ninguém percebeu a ação deste fenômeno da natureza, tal era a invisibilidade aos nossos olhos.

 

A aurora surge ao longe com os raios solares bem rasteiros, toca a copa das árvores e refletem nos coqueiros, começa a clarear o chão projetando sombras ao longe marcando este território em todas as direções.

 

Assim é o sertão: estas vias calçadas de terra serpenteando por entre os campos indo ao rumo da serra, desbravando estes verdes cerrados, aqui tão pertinho de nós, mas, distantes do povoado.

 

Esta época do ano nestas estações chuvosas se torna ainda mais linda e viçosa, presente da natureza, tais quais estas delícias de frutas silvestres que aqui nasceram, são naturais destes campos e matos.

 

A moça cabocla em direção do povoado vai, nas mãos segurando o par de sandálias, com os pés no chão prefere caminhar descalços, os cabelos presos com longas tranças chegam até o meio das costas, quanto mais simples as vestimentas, mais demonstração de beleza e sensualidade.

 

Lábios vermelhos e olhares ágeis, atentos se esquivando dos perigos que possam surgir durante estas caminhadas.

Naquele lugarejo tão longe da civilização está sempre presente o sinal de fé destes povos sertanistas ali no povoado.

 

Uma capela toda imponente de pedra construída, os fiéis se encontram para orar aos domingos e feriados na hora dos cultos, na missa.

 

Por entres estes caminhos em frente apreciando variadas paisagens, cenas envolventes, gente humilde moradores destes casebres, nestas paisagens tão belas destes enormes descampados.

 

Estes estreitos caminhos vão nos levar ao longe cada vez mais. A poeira da estrada se levanta quando passam uma boiada ou qualquer tropa de animais.

 

Estes nossos olhares alcançam distâncias imensuráveis, sempre com novas expectativas que na próxima curva surja mais uma novidade.

 

Vejam! Brotando daquele espigão um maravilhoso regato, escutem! Olhem estas corredeiras incessantes, cruzam nossos caminhos e passam debaixo da ponte, logo ali existe uma grande represa, a fauna a beira dos igarapés e nas ribanceiras barrancos largos, os patos e marrecos deslizam sobre as superfícies das águas, nem se dá conta das profundezas dos lagos.

 

Indo em frente presenciamos outro quadro com riqueza de detalhes, vindo em nossa direção um matuto montado em pelo no seu cavalinho andando em ritmos compassados, devagar sem pressa de chegar, exausto; de suor todo molhado, de chapéu com abas largas e no pescoço um lenço amarrado, troteando e o ritmo dos cascos do animal provocando um som igual as cantigas sertanejas em ritmos de uma toada.

 

Cavaleiro cuidadoso, uma das mãos segurando as rédeas, outra com cigarro de palha preso aos dedos e de vez enquanto apertando entre os lábios, nos momentos de distração soprando a fumaça ao vento, vai soltando baforadas sem se preocupar com o correr do tempo.

 

Ele está em direção do roçado típica imagem do interior, a capina, o trato laborioso com as plantas, demostrando tantos cuidados.

 

As fileiras de plantações; nas várzeas o arrozal ao lado do milharal, os capulhos estrelados das lãs de grande brancura das lavouras de algodão.

 

Existem ali também quatro ou cinco palmeiras de verdes cintilantes, quando são tocadas pelos ventos se curvam, se abanam e se mostram tremulante.

 

Os periquitos, os papagaios e as araras fazem grandes algazarras à procura de alimentos, se agarram nos galhos das árvores, voam a longas distancias com os frutos preso ao bico, depois de devorarem a poupa, as dispensas, e deixando de semente o chão todo forrado, que ao prazo de poucos anos, serão novas vegetações formando novo cerrados.

 

Sobre este céu azul que cobre estas planícies de regatos e fontes.

 

Lá bem longe quase se apagando distante, algumas pequenas montanhas vão se escondendo, nas tardes no começo da noite, o sol e a pequena estrada que corcoveia e serpenteia vai se obliterando fugindo de nossas visões se encontram no final da tarde no instante que as paisagens vão ficando tudo escuro, os grilos e vários insetos festejam, fazem cantigas em som de acalanto, der repente sem que nós percebemos, a terra neste hemisfério aos poucos se cobra de negro manto.

 

A noite torna-se presença e logo vão ascendendo infinidades de luzes que brilham no firmamento, as estrelas se apresentam como faíscas piscando, o céu fica todo iluminado quando a lua dona da noite aparece em instante neste intervalo do entardecer ao amanhecer, para um novo dia nascer com certeza virá tão brilhante.

Autor Antônio Herrero Portilho

sexta-feira, 27 de março de 2026

O ANJO CASSIEL.


           

PRAZERES CELESTIAIS

 

        Dana, a Linda Jovem passeava pelo shopping, lojas e até aqueles calçadões, realmente uma linda garota, isso ninguém pode negar, por momento não tinha namorado, seu último par romântico Ted, agora totalmente descartado de sua vivência, separação resultado de muito ciúme por parte dele, esse seu namorado se parecia com um louco enciumado, já havia perdido o controle da situação, Dana não conseguiu se segurar, a ponto de desfazer esse romance, estava para acontecer uma grande tragédia, assim fora feito, Ted deu início a uma grande perseguição, não suportava a separação, se sentia traído em até mesmo quando Dana conversava com os amigos, sendo assim Dana estava passando por perigo de morte, Ted maquiava algum ato descomunal, O grande mestre Divino enviou um anjo, como companheiro espiritual, o anjo Cassiel protegia para que não acontece nenhum perigo de morte, já é sabido como é essas a cabeças desses assassinos doentio quando não consegue aceitar uma grande perca, se tona mais irado quando se trata de paixão amorosa.

Um dia desses o anjo Cassiel estava na sala de projeções e capitações de imagem direto aqui da terra, isso lá no paraíso celeste, enquanto assistia as imagens, os recursos divinos focaram com nitidez essa maravilhosa garota, fazendo suas compras aqui na terra, ela visitava os calçadões.

        Nessa sala ninguém tinha permissão para entrar e fazer uso desses recursos, somente o velho São Tião, mas Cassiel pediu com tanta insistência que esse velho de cabeça branca não resistiu.

-- vamos lá, só vou liberar acesse somente a essa vez, não encista, esse ambiente é muito particular. Enquanto você usa meus instrumentos de comunicações, estarei aqui por perto, não vou te deixar sozinho, qualquer dúvida, pergunte. Disse São Tião impedindo de deixa-lo a praticar algumas bobagens com seus instrumentos da ordem celestial, Cassiel era muito levado a sexo, gostava de mais de um vídeo pornô, São Tião não permitiria entregar seus computadores a esses sites de sacanagens, certeza que deus iria punir São Tião) mas esse velho de cabeça branca sempre comete essas permissões, permitir ou não permitir Cassiel entrava sempre nessa sala pelos modos clandestinos, ele já segue a história de Dana a muito tempo, São Tião não sabe de quantas vezes já entrou nessa sala de imagens e projeções. Der repente Cassiel focaliza Dana novamente, chama São Tião para perto da tela e faz um pedido. Cassiel faz o pedido para o velho de cabelos brancos, já com a certeza que ele se amolecia e aceitaria, o velho faz todos os gostos desse seu anjo predileto.

--Meu Mestre, Meu Mestre, eu quero que essa moça venha morar conosco, só você tem esse poder, quero que traga Dana para cá eu quero que ela seja minha parceira, aliás estou precisando mesmo. (Cassiel) estava apaixonado por Dana) Outra vez São Tião não suportou a persuasão do anjo, e foi logo atendendo o pedido de seu querido discípulo.

        O velho de cabeça branca mexeu com as varinhas de fazer mágica, fazendo que o es namorado de Dana perde a cabeça e comete um feminicídio, São Tião atendo os gostos de seu anjinho mimado.

 

Segunda parte

            Ela meio sentada, de costas apoiada nas paredes construídas de pedras, sobre um monte de feno que servia para forrar esse local em hora de fechar os olhos, ainda não sabe como veio parar ali, até agora tudo isso não passava de um sonho, local meio que estranho, não se vê o azul infinito do céu, só paredes altas.

- Sinto muita leveza, até parece que meus sessenta e oito quilos não está mais aqui comigo, aqui sou magra de corpo muito bonito, isso eu estou percebendo, só que um esperdiço, agora que eu gostaria mesmo de usufruir dessa minha sexualidade, não vejo nenhum macho por aqui que poderia me dar prazer, bom... Vamos aguardar um pouco, vai que aparece algum amordaçado de espada em punho, aí eu me realizo, nesse momento estou muito excitada, essas vaidades que eu sempre vivi lá no Planeta terra.

        Gostaria de namorar nem que fosse um pouco, espero que logo venha alguém suprir minhas necessidades.

Parece que alguém ouviu os pensamentos de Dana, ela começou ouvir alguns passos que vinha lá dos outros compartimentos, logo um belo jovem aproximou de Dana e se apresenta.

-- Foi você, foi você quem focalizei lá na terra, você passeava no calçadão e até consumia naqueles shoppings, senti amor a primeira vista, mesmo que havia uma distância imensurável. Quero namorar com você (disse o anjo Cassiel)

-- Você não me conhece, estou chegando agora, te vejo pela primeira vez, o que você tem a dizer?

--  A você só posso expressar minha grande admiração, por mil deuses, como você é linda! Peço que você me acompanhe até a minha cabana.

- E o que quer de mim meu belo jovem? (Dana fez caras e bocas ao indagar demostrando muita sensualidade, olhos brilhantes de fêmea maravilhosa)

,

 

        O amor de Cassiel e Dana se completaram nesse cenário visto como purgativo, ela já havia morrido à algumas horas, estava nesse local astral a qual lhe foi reservada, seu mestre celestial nesse momento a blindou com essa realização desse desejo, não veio para esse lugar para sofrer como um purgatório, será mais feliz que os tempos de vivências lá na terra — certeza que vai gostar dessa estadia( disse em voz baixa, pensando com sigo).

        Logo um senhor de barbas compridas chega nesse ambiente, trazendo uma espécie assim de bolsa... Um pacote, sei lá, pede que os dois se levantar, e vai fazendo logo algumas piadinhas:

- Seus safados, esbaldaram de prazer...  Né?... Se aproxime, chegue até aqui, agora bata essas suas asas é pode ir, não precisa vestir suas roupas, depois eu levo lá pra você.

O rapaz anjo abriu suas asas, antes de impulsionar o voo, o velho deu um tapa na bunda de Cassiel e logo ele planou naqueles ares meios que celeste.

- Agora é você Dana, se aproxime, tenho um presentinho para você.

        Nesse momento Dana pensou que fosse alguma punição, ficou com medo, ela transou com um anjo filho desse senhor deus chefe idoso, mas seguiu esses passos à frente e se aproximou do velho, parece meio acanhada, vergonhosa e tremula.

- Não precisa se preocupar ficando com medo, não vou punir ninguém, você agio certo, pode ficar à vontade, faça dessa estadia aqui o que você sentir vontade, eu não vou proibir nada, agora como eu disse trouxe um presente para você, deixe-me eu pegar aqui nesse embrulho, mas vire as costas, é uma surpresa.

        A moça deu-lhe as costas, enquanto o velho abriu o pacote e retirou um par de asas brancas, muito branca, encostou-se às costas da moça e fez um gesto assim como se estivessem colando, ou fixando algo as costas de Dana.

Dana ganhou um par de asas, o velho pediu para que ela exercitasse um pouco as mesmas, ela bateu as asas e viu que já estava pronta para voar e até alcançar o amigo que acabara de conhecer. O velho disse que ela estava pronta, agora pode dar uma curta corrida e levantar voo, o ancião deu tapa na bunda da jovem asada e ela impulsionou vou sobre esse espaço parecido com céu.

        Mais a frente ainda em voo Dana ficou questionando:

- Quem será aquele velho tão camarada, seria deus ou é o diabo? Se for deus como pode permitir sexo, o mesmo que todos religiosos tanto condenam. Se for o diabo? Seria o diabo um cara muito bondoso, ah sei lá, isso está me deixando muito confusa, eu acho mesmo que não existe nada disso de deus e diabo e isso que está acontecendo comigo é comum nessa outra faze de nossas existências extraterrestre. Só sei que é assim, disse a moça alada enquanto estreia esse par de belas asas alva como a neve.

 

Terceira Parte

        Pensem em um sujeito que não prestava para nada, Diablito era o nome dele, todas as tarefas que são Tião pedia para ele fazer, não fazia direito, estava sempre por ali deitado debaixo das sombras das folhagens, dormindo ou até cantando como uma gralha endoidecida, oh sujeito atoa dos inferno.

Nessa manhã o velho de cabelos brancos, quer dizer, poucos cabelos por que era calvo bem no cocuruto da cabeça, pensem em uma pessoa amigável, gente boa da melhor espécie, amigo para qualquer ocasião, bem, mas não é a aí que eu quero chegar, é que São Tião era o administrador dos departamentos Celestiais, mandava e desmandava.

        Nessa manhã esse senhor estava muito atarefado, havia muitos movimentos nesse seu escritório das coisas divina, foi nessa hora que São Tião precisou de uma ajuda de Diablito; o preguiçoso, São Tião desceu os poucos degraus daquela  escadas somente para localizar o tal Diablito, tinha uma tarefa para ele fazer com urgência, procurou por alguns instantes, estava difícil de encontrar essa terrível criatura endiabrada, pois ele possuía a mesma cor dos vasos cerâmicos... aquela cor de diabos, mesmo, meio marrom esbranquiçado... é por aí, cor de burro fugido, sempre por ali nas folhagens plantadas, se mimetizava como um camaleão, certeza que era tudo proposital, apesar de toda a má qualidade, era um astuto desordeiro.

         São Tião chegou bem próximo desse corpo quase inválido, no momento cozido de preguiça, mas ainda respirava, o velho de cabelos brancos, o chamou e em seguida cutucou seu traseiro com a ponta do sapato e assim foi dizendo:

— Acorda seu inútil, tenho serviço para você, vamos logo, isso é pra já. Quero o comparecimento no escritório com urgência, urgentíssima, te aguardo.

        São Tião nesse momento estava mergulhado em um monte de pastas e fichários, Diablito se apresentou, se dispondo oferecendo ajuda, São Tião o chamou na outra mesa, de posse de um papel cartão, colocou na máquina de escrever, preencheu dos dados que estava relatado em seus arquivos, retirou da máquina de escrever, imprimiu alguns carimbos, assinou, colocou grampeou, deixou ali na mesa com um peso em cima para que o vento do ventilador não soprar para longe, em seguida pediu que Diablito localizasse o Anjo Cassiel.

— Tenho uma missão para ele, terá que descer a terra, fará uma grande jornada... Bom!.. chame ele, esse assunto é com ele, traga o aqui. isso é pra ontem, vamos rapaz, diabinho zombeteiro.

Diablito ficou endoidecido.

--Encontrar Cassiel nessas alturas dos acontecimentos será uma tarefa muito difícil, descobrir onde ele está em meio essas mais de mil tendas e cabanas, não vai ser moleza, então, vamos começar pelo começo e terminar pelo fim.

        Diablito passou muitas horas para encontrar o anjo Cassiel, distribuiu vários recados dizendo que Diablito está procurando-o, assim com tantas insistências, foi aí que deu de cara com Cassiel, passou o recado, disse que São Tião estaria esperando no escritório central com muita pressa.

        Passado vários minutos, se apresenta Cassiel no escritório central, São Tião o aguardava ansioso para lhes incumbira essa tarefa, é uma missão divina, foi o dono do trona celestial; deus por assim dizer que formalizou essa exigência, na verdade é irrefutável, você descerá na terra com uma missão muito especial, vou lhe mostrar tudo, vamos até a sala de projeção, vou te mostrar com detalhe sua árdua tarefa a cumprir, entre se sente, se acomoda, logo vou passar um roteiro de suas obrigações lá no planeta terra.

—Pronto! Está aí, esse é o homem a qual estava falando.

 no silêncio daquela sala quase vazia, ouviu-se um clic, repentinamente um feixe de luz projetou a tela enquanto focava a imagem de João Moreno.

—João Moreno é um queridíssimo de nosso deus, nosso chefe celestial o vê com bons olhos, muito difícil nosso pai amado sentir alguma predileção por algum daqueles habitantes da planetinha azul, portanto quero que você Cassiel, faça seu trabalho direitinho, não cometa nenhuma falha, e nenhum abuso prepotente para assim agradar a nosso Deus.

— Quero ver mais, eu também estou gostando desse personagem, passe mais algumas imagens, quero ver o local e onde vive, o que se alimenta, seus cachorros, seus gatos e sua companheira com suas crianças.

        Próximo clic aparece naquela parede branca os afazeres de João Moreno  Imagem desse filho de deus em suas labutas; trabalhando no seu dia a dia.

        Aquela estradinha atravessa a paisagem naquele sertão, geografia cheia de subida e ladeiras, sobe desce incessante, era até difícil trafegar por aquelas vias, mas só existia esse caminho que escoava as colheitas e produção naquele ermo de mundo; um lugar escondido nesse sertão.

Nessas margens dessa via de leito arenoso, lá morava João, sua casa e sua oficina ao qual dava assistências aos bravios operários condutores desses caminhões os quais faziam essa rota de carrocerias pesadas dos carregamentos frutos da terra vermelha rasgada em arados e animais.

        Negro João vive de poucas recompensas, estendia uma mão amiga a esses homens em momentos de urgência de reparos e concertos de feixe de molas e até algumas reposições de peças mecânicas, além dessa função, fabricava em modo artesanal rodas para carroças, carruagem e até os grandes carretões de tração animal, sempre esses pequenos agricultores o procurava para esses atendimentos.

        Naquela manhãzinha, pouco antes do sol emitir seus primeiros raios de claridade, João Moreno havia terminado de fazer seu café, sentado em um pequeno cepo de madeira, proseando com seus outros três amigos aos quais auxiliavam João Moreno nesses pesados trabalhos do dia a dia, enquanto todos conversavam sobre o serviço que estaria na banca de trabalho a ser executado, poucos momentos a dar início a jornada dessas labutas, Nego João percebeu algo estranho nos ares, inexplicável, esses amigos não deram contas  de que estava havendo, João e seus amigos saíram ali pelos arredores para observar direito, continuava soprando um vento forte e em seguia silenciava, João ficou intrigado com esse fenômeno, parece que toda essa sensação surge do grande lago que havia ali bem perto das quatros solitárias moradias ali daquela beira de estrada; um açude de vários alqueires de extensão de águas muito profunda, segundo dizem, essas paredes que represa essa enorme quantidade de águas foram construídas à algumas centenas de anos, forçados pelos braços fortes dos escravos, que pelas informações, esse local onde moram e estabelecem oficina para concertos, foram palcos de muitas tiranias nos tempos da escravatura, muitos negros até pagaram com suas vidas em trabalhos forçados nessas senzalas que por aqui existiam, muitos fazendeiros e senhores de engenhos povoavam por essas imediações, João Moreno estava atento para algumas aparições que aconteciam por ali, acreditava que espíritos desses escravos e trabalhadores surgiam nesse local.

        Ainda não havia surgido o sol, a imagem da paisagem era formada pelo contraste do escuro próximo a hora do amanhecer, Nego João e seus três amigos presenciaram um fato muito curioso, naquela madrugada, antes de nascer o sol, testemunharam a queda de um grande objeto luminoso,  caiu bem dentro do enorme açude centenário, a luz foi tão forte que clareou todas aqueles arredores, João Moreno e seus amigos ali postado, no momento com os olhos direcionado para o grande lago, pode perceberem com grande espanto, as águas das várzeas foram cometidas por um forte choque no epicentro dessas ondas gigantesca causada pelo forte impacto quando em vertical tocou a superfície dessas águas profundas, o anjo Cassiel estava chegando à terra, esse fenômeno que se sucedeu foi apenas sua apresentação, mas porém tudo isso aconteceu devido a um erro de cálculo, que São Tião errou na velocidade da queda, seria mais serena o pouso de Cassiel, Como o velhinho de poucos cabelos brancos lançou esse emissário, não era para tanta velocidade, o único recurso foi desviar a queda para as águas da lagoa, ainda bem que a aterrisagem foi um sucesso, somente um probleminha, o maior prejudicado por esses erro foi mesmo Cassiel, com aquele fantástico mergulho foi até o fundo desse lago, logo voltou a tona, em um diálogo destemperado, cheio de farpas, expôs suas revolta.

—Como é velho Tião? desse jeito o senhor quer mesmo que eu me acabe nesses acidentes de planos errados, assim o senhor está me prejudicando, não podia ser mais de mansinho, era isso que eu esperava, ainda bem, estou inteiro, disse Cassiel nas raras vezes que perde o controle das emoções, assim seu mestre logo respondeu pedindo consideração pela falha.

— Desculpa aí discípulo querido, vou tomar todo cuidado para não acontecer mais. (Essas vozes nenhum ser mortal poderia ouvir, ficava somente entre Cassiel e São Tião, que tudo controlava direto do Paraíso Celeste).

— Ainda bem que reconheceu seus erros, caso tenha outros afazeres nas minhas incumbências diga logo, vou encerrar o diálogo.

— Hora você vai aparecer como espírito ou se materializará em humanos, agora você chegará até a casa de João Moreno como um andarilho, ficará por ali como não quer nada sentado nas sombras das árvores que estão plantada a beira da estrada, bem próximo a oficina de João Moreno, mas você vai salvar a vida de João moreno, a partir desse momento você terá feito uma grande amizade de grande companheirismo, aguarde para isso acontecer.

        Frente a oficina de João Moreno havia um caminhão muito velho a muito tempo deixado ali por não haver mais concerto, o Cassiel terá esse resto de caminhão como dormitório, vai dormir nesses velhos estofados dessa cabine do motorista e carona, assim estará abrigado do mau tempo, mas por pouco tempo, logo estará morando em casa e conforto de dormir.

       Naquela manhã, já contava o tempo das mais de oito e trinta horas, Cassiel aproximou dos homens que ali trabalhava, conversou alguns minutos com João Moreno, fizeram cumprimentos, João percebeu que Cassiel aparentava algo amigável, foi justamente nesse momento que havia um enorme tronco de madeira para descarregar da carreta, madeira essa que João utilizaria para fabricar manualmente grandes carretões de boi, João Morenos estava ali bem próximo dessas madeiras a serem descarregadas, o anjo Cassiel também estava ali próximo, pronto para qualquer eminência de perigo, ele já sabia que seria nessa hora o momento certo do livramento, súbito ouviu se um barulho de correntes assim quando estivessem se soltando os elos, essas grande peças de madeiras rolaram da carga feita no caminhão de transporte, antes que aconteceria esse acidente fatal, o anjo Cassiel saltou com muita rapidez, abraçando o corpo de João Moreno e com uma força inexplicável, certeza, mãos divinas, como um relâmpago atirou o corpo de João Moreno à uns dez metro de distância, aquelas quase tonelada de madeira tocou o chão bem no lugar que Nego João estava, assim o anjo Cassiel cumpriu sua primeira tarefa aqui na terra, salvando a vida de João Moreno.

    Cassiel ficou por ali durante esses dias, até ajudava nos trabalhos da oficina, ele tinha a estatura muito grande, quase dois metros e dez de altura, muita massa muscular, demostrava muito habilidoso nas tarefas a fazer no que se diz oficina, não cobrava nada pelos seus serviços, só fazia refeições e outros alimentos no dia a dia. Cassiel fez amizade com esse grupinho, muitas prosas, jogo de carteados, até companheiro nas pescarias, ali mesmo na velha represa a qual serviu Cassiel de porta de entrada nesse nosso mundo, nas noites intensa de calor, Cassel sentava em cima daquele resto de caminhão abandonado, admirava com encantos os fenômenos desse nosso planeta terra, olhava para o céu vendo aquelas infinidade de estrelas, e questionava quão é belo o planeta Terra, até ficava se perguntando, em qual daquelas centenas de milhares de luzes estaria ele vindo, em qual daquelas estrelas poderia ser meu lar, onde estará aquele velhinho chato, horas camaradas, São Tião.

O tempo transcorre nesse cenário solitário de silêncio, as vezes ouvisse alguns barulhos nas árvores, e até na represa que por ali transborda de tantas águas acumulada desses cheia, Cassiel quando dirigia os olhares na baixada, observava aquele resplendor cor de prata, era as águas do lago em tempo de cheias, os macacos, as corujas e os bichos de costumes noturnos tinha o capricho de exibir os cânticos fúnebres demostrando muitos mistérios noturno, a noite passava e o Anjo Cassiel não dormia, e nem tinha a necessidade de dormir, por que anjo é anjo, outra história para contar.

        O anjo nessa tarde, ficou disposto a conhecer mais sobre aquela região em que estava instalado os negócios de João, caminhou pelas pastagens, conheceu muitas lavoras, aproximo de João á uns trinta quilômetros dista da estrada poeirenta, havia fazendas de criações de gados, roças de plantações de algodoes, muita lavoura de arroz, logo ele chegou à conclusão que esses caroços de arroz seriam descascados, ou seja, beneficiados e no momento do cozimento era adicionado ao feijão acompanhado com as outras comidas, andou toda aquela tarde, conheceu muito os costumes dos habitantes desse planeta terra.

    Logo Cassiel voltou para seu ponto de partida, percebeu que algo estava faltando, seu compartimento de se proteger dos intemperes dessas noite chuvosas ou dias de ventanias forte, hoje Cassiel não terá como dormir em seu velho caminhão a beira da estrada, alguém o removeu dali onde estava parado a mais ou menos décadas, foi isso que aconteceu, guincharam o velho caminhão, e mais; parece que começaram uma obra ali, limparam o terreno e nivelaram, as marcas no solo demarcava uma construção, edificação, certeza, vão construir ali, vamos aguardar os trabalhadores dessa construção voltar ao trabalho amanhã, saberemos. Veremos.

        João Moreno sentiu a falta de Cassiel, não sabiam que ele estava passeando pela vizinhança, por isso não se preocupou com a remoção da velha cabine onde Cassiel dormia, mas João ficou sabendo o porque de tudo isso ter acontecido, pelo que ficou sabendo é que naquele espaço será construído um estabelecimento, pousada, e posto de combustível, Cassiel terá que arrumar outro local para se acostar nesses dias de clima frio.

        Arrumou um local para ficar, a casa de um dos senhores que trabalhava com João, a casa era grande, dava para acomodar Cassiel. Com esses acontecimentos João está satisfeito com essas vizinhanças que chegará por aqui.

       Os dias passam, e logo se vê a grande construção se erguendo, um grande investimento de comércio, nesse ponto de estrada estava precisando mesmo de uma parada para os ônibus e caminhões, até mesmo carros de passeios, quando passageiros e condutores precisaria de um momento para se descansar dessas viagens cansativa, os passageiros até faziam algumas caminhadas quando paravam nesse ponto, ali nessas paisagens tinha uma visão muito bonita, envolta da grande represa havia uma espécie assim de praia, pequena mas de areias brancas e águas límpidas, a pousada e posto de gasolina tem tudo para prosperar, logo outros comerciantes também se instalaram nesse ponto, a estrada de terra vermelha logo se tornará rodovia, o trânsito aumentará e o que não passava de uma pequena oficina que concertava molas de caminhões e fabricava artesanal carretas de trações animais, como se vê, agora João Moreno não mora mais sozinho nesse ermo de sertão, logo aqui será um pequeno povoado, Cassiel agora tem sua casa para morar, João Moreno retribuiu tudo de bem que Cassiel tem feito, dês de quando salvou a vida naquela manhã quando descarregavam aquele caminhão de grandes troncos de madeira, mas porém Cassiel não pretende continuar todo o tempo comendo das mãos de seu grande amigo, agradece pela retribuição, pensando bem Cassiel nem queria ser recompensado por esses feitos, suas ações benéficas já estava programada dês de quando essa missão fora dada e enviada pelo seu grande mestre Seu Tião lá do Paraíso celeste, Cassiel agora vivendo aqui na terra como pessoa comum, mas dotada de muito espiritualidade, ele tinha muito privilégio, logo Cassiel estará trabalhando nesse comércio aqui frente da oficina de João Moreno, será um dos recepcionistas gerente, mesmo assim, não abandonará a grande amizade dele com João, mas a única situação que o acomodava era a falta de sua companheira que ele tanto amava, mas por ordens do grande Arquiteto do Universo foi escalado para essas missões aqui no Planeta Terra, mas a qualquer momento Cassiel terá um contato com São Tião, e algumas exigências exposta nesse diálogo.

        Parece que o velho de cabelos brancos já havia lido os pensamentos de seu amado discípulo

– Peço que se dirija ao grande açude, debaixo daquela árvore farei presença, nós teremos que conversar muito sobre sua querida companheira. (disse São Tião com ar de fazendo mistério) marcou data e hora. Vou lhe adiantar um detalhe, será quando estiver inaugurado o comércio que se abrirá ali de frente ao ponto de João Moreno. E deu por encerrado o contato.

-- É sobre ela que eu iria te pedir, dizer.  (respondeu Cassiel)

-- Por enquanto nada a dizer, aguarde o contato.

        Daí alguns dias, Cassiel foi contatado com o dono daquele empreendimento, Senhor de muita boa aparência, viu que Cassiel poderia ser um de seus funcionários, o contratou para a gerência desse comércio de Posto de Combustível e Pousada Hotel, Cassiel receberia os clientes e mostrar suas acomodações, cuidar do faturamento, e dinheiro em caixa, a inauguração será para amanhã.

        O dia da grande inauguração é hoje, Cassiel esperou até o intervalo do almoço, desceu a ladeira que terminava ás margens da grande represa, se acomodou ali debaixo da figueira, aguardando para o contato de São Tião, logo ele chega, uma luz brilha entre as folhagens da grande árvore dizendo com aquela voz serena e bem pausada.

              —Saúdo meu querido discípulo, vamos conversar (disse São Tião ao seu prediletíssimo anjo aqui enviado no planeta Azul)

— Então, me deixou aqui naquela vez que nem me deu assistência, estava eu tão bem resolvido com minha querida Dana, agora estou com muita saudade, poderia fazer a bondade de traze-la par cá, eu gosto muito dela, faça me essa bondade? (O anjo Cassiel pediu ao seu mestre com muito aclamação)

                —Isso mesmo que precisamos de conversarmos, Dana está aprontando muitas desordens naquele paraíso celeste, muito namoradeira, já passou o sarrafo em quase a metade do céu, meu superior sempre me chamando atenção pelos comportamentos dela, até o Diablito já deu uma carimbada naquela bolacha, agora ele fica falando a todo mundo que ali convivi, se empolgou, nunca havia provado da fruta, agora se lambuzou, se eu soubesse disso, eu não atenderia seu pedido (Disse isso a Cassiel com reclamações)

                — Eu gostaria muito que ela viesse para cá, se for possível mande pra mim, estou morrendo de paixão por ela, mande, mande querido mestre, faça essa bondade para mim)

                —Não vejo a hora de sumir para sempre com aquela biscate encrenqueira, traste, aguarde aí que ainda hoje estas recebendo (aí, deus não quer ela lá no Paraíso de maneira nenhuma. (Aliviado por dispensar Dana: a namorada de Cassiel, que tanto tempo não vê refletiu São Tião.

                   -- Observe bem, ela virá em outro corpo, também de face muita bonita, mesmo nome; Dana.         Fique atento para um veículo que irá parar na bomba de gasolina, modelo Jeep última fabricação, a placa desse veículo está escrita aí nessa papeleta, você irá atender na hora de abastecer, cuidado, esse indivíduo costuma abastecer e não pagar a conta, se ele acelerar corra atrás, se não os custos perdidos custarão de seu salário.

— tá certo, estou ouvindo.

—Ouviu bem, namorado distraído, sua companheira está fazendo o maior evento sexual lá em cima, aguarde, ainda hoje você vai recebe-la nessa pousada. (disse o velho de cabeça branca ao despedir do anjo Cassiel)

                   Quando os relógios dos humanos bateram a metade do dia, já se podia perceber cinco carros para abastecer, hoje faltou o frentista, Cassel correu lá para atender, abasteceu o carro do freguês, viu ali um senhor condutor desse veículo de barbas bem aparadas, de óculos escuro e uma boina no cocuruto da cabeça, parece que esconderia algo, mais um óculos escuro tipo Ray Ban, enquanto o carro estava se abastecendo a moça ia tirando a bagagem dos compartimentos portas malas, despediu daquele motorista, fechou o porta malas, despediu-se do misterioso motorista  depois da formalidades, disse a Cassiel que arrumasse os aposentos para que  se acomodasse, Cassiel agiu como faz com todos os fregueses, tomou a mão da moça e dirigiu aos dormitórios.

          O senhor condutor pagou a conta com umas notas novinhas que até estralava, Cassiel não conseguiu tempo hábil para testar a validade das notas, Cassiel no momento anotou a placa meio nas correrias, viu que a placa conferia com a placa que São Tião pediu para conferir, era a mesma.

            Ao preencher a ficha na recepção, foram escritos os nomes de Dana, agora Cassiano constatou que se trava de sua namorada nos compartimentos do Paraíso Celestial, Dana pediu que Cassiel mostrasse a notinha com o valor, ela disse que pagaria as despesas, pois aquelas notas eram falsas, disse em tom de brincadeira, e assim disse 

— As minhas são mais verídicas. (ela não era muito diferente da Dana lá do Paraíso)

        Cassiel era o gerente dessa pousada e posto de combustível, e já foi logo tratando de arrumar um     emprego nessa firma, ela não sabia que esse jovem era Cassiel, não se lembrava mais, Cassiel era muito namorador, lógico que Dana continuou com o namoro, isso já vinha de longa data, não se sabes por que mas aqui na terra Dana era mito comportadíssima, Cassiel não sabe, mas São Tião incentivava para os encontros amoroso de Dana, aí as promiscuidade da moça namorada de Cassiel, logo surgiu um sinal para Cassiel comparecesse na sombra da figueira as próxima à lagoa, Cassie foi encontrar com o mestre novamente, debaixo da grande árvore percebeu a chegada do São Tião que foi logo de imediato começando um diálogo:

         — Saúdo meu querido Discípulo, vamos conversar (San Tião se apresentando)

         — Saúdo Mestre, a que viesse, estou a seu dispor (Cassiel)

        São Tião deu uma longa gargalhada depois disse.

         — Aquele motorista era eu, mas me apresentei de barbas raspadas, não percebeu não.

         —Não sei de onde o senhor arrumou aquele carrão, onde pegou a moça? (Cassiel)

         —Não pergunte a mim, pergunte a Deus, O grande Arquiteto do Universo sabe de tudo, ele é dono de tudo, nós estamos subordinados a ele, ouviu isso meu discípulo? (Cabeça Branca)

         —Sim, Sim! (concordou)

Não me venhas com orações que eu não atendo por orações. (Cabeça Branca São Tião) Ah, já ia me esquecendo, cuide bem de João Moreno, ele é um dos privilegiado). Me aguarde a qualquer instante.

 

E-mail (antoniob151@outlook.com)

28/maio/2025

 

 

 

 

 

 

 

 

   

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