quinta-feira, 5 de novembro de 2026

 

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A MAIS LINDA AURORA DE TODOS OS TEMPOS

 

A MAIS LINDA AURORA DE TODOS OS TEMPOS

Antônio Herrero Portilho

A coruja cheia de preguiça, esticou a asa e a perninha esquerda, ensaiou um alongamento, ficou acordada a noite inteira como de costume, trocava o dia pela noite, este costume dessas aves noturnas que só começa no sono durante o dia, quando chega à tardinha sai pelos campos com voos rasantes a poucos metros dos capinzais, emitindo aqueles gritos horripilantes, causando arrepios a quem ousar expor os ouvidos a estes sons.

Aquelas nuvens brancas que a pouco estava iluminada pela lua, agora ganha os reflexos dos primeiros raios solares, pouco mais já começa surgir a cor alaranjado no horizonte, tudo indica que hoje será mais um dia de intenso calor, apesar desta madrugada trazer essa brisa refrescante devido esse chuvisqueiro molhar essa relva que agora exala um cheiro de terra molhada.

As corujas junto aos morcegos voaram em direção do paredão de rochas exposta ali as margens do rio, eles adentram por entres as aberturas nas junções que existe entre as pedras sobrepostas e acabam por se acomodar em uma pequena caverna que abrigam todos estes bichos que permaneceram acordados durante a noite.

Enquanto isso, surge os ruídos da natureza, as folhas que caem, os animais de pequeno porte começam a transitarem por entre as trilhas, coelhos e até os barulhentos chipanzés apanhando as frutas silvestres disputando espaço com as araras e outras aves trepadeiras.

O grande ipê amarelo já dispensou quase todas as flores douradas, os galhos além de grosso e forte está com pouca folhagem quase seco e a cerca que divide as pastagens passa por ali até pregada ao tronco, fixado com alguns grampos nesta madeira densa e firme.

O sol amarelo acabou de despontar, está pouco acima das estacas da cerca vistas pelos níveis de nossos olhos.

Nessa manhã encantadora, exibindo como se fosse uma pintura das mais bem elaborada, feita pelo maior pintor de todos os tempos; o pai da natureza, cria este quadro de beleza incomparável.

Como um mistério divino, a passarada parece que já sabia que surgiria este lindo amanhecer, aos poucos deixavam suas acomodações e voavam em direção do horizonte, iam em bandos, der repente o céu ficou repleto de aves que sobrevoam estas paisagens, cheias de nuanças além do rosa cintilante que os raios do astro rei refletia como fundo dessa paisagem maravilhosa, também variadas cores de plumagens que contrastava em uma nuança esplendorosa.

As corujas noturnas e os morcegos não estavam lá para apreciar este acontecimento memorável, foram repousar, trocar o dia pela noite, perdeu esse maior evento da natureza.

As garças brancas nem precisou desloucar de seus lugares, pois a arquibancada desse espetáculo eram mesmo ali onde elas já haviam passado a noite.

Quando o sol colocou  todo seu círculo fora da linha do horizonte, demostrou toda sua exuberância mostrando-se ser dono dessa figura linda admirada por todos os seres viventes, a partir desse momento começou um novo dia, aquelas centenas de aves permaneciam sentadas com os olhos fixo neste acontecimento, como um aplauso fenomenal começaram a bater as asas, primeiro começou com uma depois outra, logo estava todas batendo as asas como se estivesse contemplando esse acontecimento mais sublime da natureza, vibravam, faziam apresentações como uma torcida de futebol em um momento de um gol.

Aí isso tudo ficou marcado nos anais da história como o dia mais lindo do ano.

(Antherport) 22/10/2013.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

AUTO AJUDA

AUTO AJUDA Nº 15

Busque sempre o diálogo de entendimento, faça valer a palavra frente a persuasão, as desavenças só levarão para o desvio de ideias, siga sempre em sua meta, persistindo sem se cansar, o som das palavras, quando de boas intenções e sinceridade dará bons retornos.

 Mentalize seus projetos, construa essas suas edificações, os resultados virão nas revoadas, como as aves que buscam o verão para se procriarem, ‘as aves’, imagine um ninhal feito com milhares de postura de células vivas ensaiando voos, batendo asas em seguida decolando gerando novos ideais, prontas para porem em práticas.

Existe uma tela em branco em sua mente, tome posse desse material de trabalho, carregue esses pinceis, escolham as nuances que você tem mente, faça a prosperidade alçar voo em sua vida, pinte a magia que ainda existe em sua prancheta de coloridas tintas cheio de brilhos.

Antonio Herrero Portilho 

sábado, 17 de outubro de 2026

HOMERO, O MENINO ENGRACHATE.



IA

Principais Alterações Feitas:

  1. Pontuação e Fluidez: A divisão de períodos longos e o uso de travessões (—) ajudaram a organizar os pensamentos da professora Magnólia e os diálogos, facilitando a leitura sem perder o ritmo literário.

  2. Concordância Verbal e Nominal: Ajustes em trechos como "formados a engenheiro" para "formados em engenharia", e "desobedecendo as leis" para "desobedecendo às leis".

  3. Ortografia e Crase: Correção de pequenos desvios de concordância de plural (ex: "exemplares reprodutores", "raças de bovinos") e crases obrigatórias (ex: em direção à reeleição).

Se quiser que eu revise outras partes da crônica ou os demais artigos do blog, é só avisar!


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O ENGRAXATE DE SAPATOS 

Ele morava em uma casa muito simples, de natureza muito pobre, fixava residência em uma daquelas vilas da periferia dessa cidade interiorana, Homero era assim, a idade que contaria a evolução desse personagem, mudando da fase infantil para adolescente, depois adulto, não houve essa progressão nesse desenvolvimento da personalidade desse individuo, ele parou no tempo, ainda aparenta catorze a quinze anos de uma idade que contaria em documentos vinte e três anos, como se fosse um vídeo pausado, mesmo assim fazia dessa situação motivos de alegrias, não se tratava de uma doença incurável e nem transtorno mental, a professora Magnólia conhecia muito bem a vida de Homero, ela pensava lá com seus botões e jalecos. -  Homero ainda se parece com aquele adolescente que formei em minha classe de aula, não evoluiu em nada, mas porem eu não acho um caso perdido, só falta ele assumir uma posição ser homem, ali naquela formação desse personagem só falta acionar um gatilho mental, assim ele se despertará para a realidade da vida, eu sei como curar esse rapaz, aguardem e verão.

  Seus amigos de classe daquela época, já se casaram, construíram famílias, alguns deles se estabeleceram nessa praça como comerciantes, lojistas, outros se formaram a engenheiro civil, advogados, políticos, e até professor nessas classes dos estabelecimentos de ensinos, dona Magnólia ensinou para esses alunos hoje encaminhado para a vida, eles receberam instruções de como evoluir no tempo, mas, Homero não aprendeu essas lições, como passar essas etapas, para a vida adulto.

Seu Brandão era muito amigo do prefeito da cidade, apesar de ambos serem de posições diferente, sempre estavam juntos nas negociações, Brandão até já vendeu alguns exemplares reprodutores de suas raças de bovino, tanto o prefeito como senhor Brandão era criadores da raça dos búfalos.

Esses dois homens viviam disputando para ver quem possuía mais unidades desse gado, e quais seriam os melhores de raça, essas duas criaturas em tudo se divergiam, seu Brandão era um torcedor fiel do Palmeiras, e veja lá para quem aquele prefeito torcia; para o Corinthians, eles eram dois briguentos, mas todos os dias estavam juntos, pareciam gatos e cachorro, para piorar mais essa guerra de futricas, um era filiado no partido de esquerda, e o outro no partido de direita, nem tudo está perfeito, eles são dois grandes amigos, mas sempre estão se divergindo.

Já estamos no finalzinho do mês de agosto, esse é um ano eleitoral, antecipando as campanhas, senhor Olegário já está com os pés nessa estrada em direção de uma reeleição para prefeito desse município, a panfletagem  já começou bem antes do período de campanha, senhor Olegário, prefeito dessa cidade já colocou seu bloco na rua,  isso não é certo, ele está desobedecendo as leis eleitoral, lógico que o senhor Olegário não deixaria de fazer um convite para senhor Brandão fazer parte da chapa que concorre ao cargo da prefeitura de Sendas de Nova Aurora, mas com se previa, Brandão se negou a ser candidato a vice prefeito, Brandão sempre foi oposição, apesar desses dois estarem sempre juntos como dois amigos, na verdade Brandão não apoiará a candidatura de Olegário, apesar de haver uma grande movimentação em favor  dessa reeleição. Seu Olegário já convenceu muitos eleitores a participar de sua campanha, nesse momento Olegário conseguiu uma grande adesão a sua campanha, Homero será um ótimo cabo eleitoral, apesar daquele jeitão de fanfarrão, Olegário viu nele um grande personagem de fácil aproximação dos eleitores da periferia, o povo mais simples gostava muito de Homero, apesar de um pouco infantilóide, mas, muito conhecido na cidade devido essa personalidade meia estapafúrdia de ideias desconectas.

Dois acontecimentos festivos estão para acontecer nessa ordeira cidade de localização entre o norte e o leste grafado no mapa do nosso país, a festa da padroeira e esse pleito eleitoral, Brandão já conversava muito poco com Homero, imagine agora com tanta guerra política, mas a professora dona Magnólia ainda precisava dos serviços desse desatento rapaz, A professora dona Magnólia sabia através de sua formação acadêmica que Homero era um casto rapaz, um moço donzelo, sem nenhum apego sexual mas porem por onde ele passa todas garotas que vestia de publicidade da campanha do prefeito Olegário, fazia presença marcante aos agarras com Homero, tudo isso já fazia parte da campanha para o cargo de prefeito dessa cidade, as cores amarelas daquela camisetas saltavam aos olhos daqueles possíveis eleitores, assim sendo Homero estava lá pronto para vender seus peixes em favor de Olegário para prefeito dessa cidade, por enquanto tudo é moleza, o adversário de Olegário ainda não se pronúncio concorrente para esse cargo à prefeitura, porem Olegário aproveitando da máquina pública já está gastando dinheiro aos tubos, imaginem vocês de onde está saindo esse dinheiro da campanha de Olegário, pela fama de corrupto que ele deixa as vistas de todos contribuinte munícipe, podem investigar as origens dessas fortunas que Olegário acumula, mas não tem problema não, certeza o povo  de voto em mãos irão vingar nas urnas com certeza.

Hoje está nascendo uma nova aurora para todos esses munícipes dessa cidade que por coincidência é chamado de Sendas da nova Aurora, as vidas que respiram, estão fervilhando nos acontecimentos, já foi oficializado e deram a largada para essa corrida em busca da vitória nessa competição frente as urnas, a candidatura de Olegário batendo de frente a chapa esquerdista de Justino... ele e sua família passeavam em férias pela Europa, mas quando ficou sabendo que Olegário se candidataria para a reeleição, Justino veio correndo para usar de suas forças nessa disputa.

Os donos de seus títulos eleitoral estão prestando atenção no que se dizem em campanha, futuro para governar esse pequeno município, o dia da decisão está aí próximo, basta acordar mais alguns dias e pronto, aí todos fazendo valer seus votos, Homero o cabo eleitoral de Olegário está em uma luta intensa ganhando votos para seu candidato, muitos até trava discursões com Homero por ele ser tão insistente com seu prefeito candidato a reeleição, mas Homero apenas responde dizendo.  – só estou trabalhando, ganhando meu dinheirinho, meu patrão agora é o senhor Olegário, só falo em favor dele apesar de ser de direita e toda minha vida me demostrei de esquerda, senhor Brandão briga muito com Homero por ele estar trabalhando para seu inimigo político, mas esse inocente rapaz dizia que depois da eleição tudo voltaria como antes, ele retornaria  para o partido de esquerda, posição que ele nunca arredou o pé, no momento só estava vivendo essa farsa, que não assumiu nenhuma afiliação a direita nessa política, seu Olegário prometeu que daria uma casa toda documentada, escritura em cartório, caso ele seja eleito, assim o jovem Homero se mudaria para uma residência muito melhor, mais confortada, doada por senhor Olegário a seu cabo eleitoral, dizia e prometia, o prefeito Olegário para Homero morar.

A movimentação do povo desse lugarejo, estavam em alvoroço, já iniciava um grande corre-corre, mesmo que foram encerradas a panfletagem, muitas brincadeiras e gozação já acontecia por aquelas ruas da localidade sobre esse tema de eleição para prefeito. Nessa manhã muitas estampas de valhas e achincalhes a esse comandante do município, escreviam nas estampas de publicidades que o prefeito Olegário não sabia administrar, um eleitor da esquerda na calada da noite de posse de um jumentinho, amarrou no concreto bem de frente com a prefeitura com um cartaz dizendo: - Não vote em Olegário, além de burro, é também um político ladrão e corrupto.

O candidato Justino não estava tão mau na preferencia dos votos para prefeito dessa cidade, a competição estará acirrada, não se sabem direito que poderá assumir esse cargo, pelos barulhos do boca a boca se percebem que a esquerda ainda continua muito viva nessa cidade, os operários das usinas de álcool e açúcar estão firmes nessa preferência dizia com convicção; Justino para prefeito, nas pesquisas feitas pelos populares já de mostrava que a posição desses candidatos estão possivelmente empatada.

Brandão era uma grande personalidade dessa cidade, empresário dono da maior usina suco alcooleiro, era um bom patrão, sempre tratou muito bem seus colaboradores, como se diz os especialistas no assunto; empregado que trabalha satisfeito com o patrão, sempre rende mais às empresas, sendo assim esses trabalhadores estão com seus votos reservados para o candidato Justino para prefeito.

Brandão sempre foi um personagem muito sério, como já foi dito, muito difícil esse senhor relaxar suas conversas em piadinhas ou sorriso desnecessário, como  se dizem, todas as regras tem exceção, dessa vez foi além das contas, enquanto Homero engraxava aqueles bastante pares de sapatos da família de seu Brandão, Homero tinha um grande interesse por ganhar dinheiros, agora que já acabou a campanha, ele ainda não se descansou de seus intensos trabalhos, quando ele pensa que agora já pode folgar, mas não, se enganou, aparece esses quase dez pares de sapatos engraxar, da família de Brandão e professora Magnólia.

Seu Brandão em uma passagem pelo serviço que Homero, como raramente ele faz, mas dessa vez saiu com essa brincadeira apostando com esse engraxate.

-- Quero fazer uma aposta, sei que você Homero, é uma pessoa muito inteligente e sabe analisar os fatos que acontece no dia a dia dessa comarca, quero lhe fazer uma aposta, eu aposto com você que o candidato Justino ganha essa eleição para prefeito, ponho em jogo oitenta mil reais, caso seu candidato vencer essas eleições eu fico com tudo isso que você vai ganhar do senhor Olegário, casa terreno e esse dinheirinho que esse candidato a reeleição lhes recompensaria. Combinado seu engraxate, eu aposto na vitória de Justino, e você na de Olegário, pode ser assim? você confirma?

-- Confirmo, deixa rolar a bola, na parte da tarde veremos no que vai dar. 

--Pense bem garoto, você poderá perder tudo, ou até ganhar oitenta mil reais. (Brandão)

 -- sim, eu topo. Disse Homero

-- Pense bem, hein!!!, depois não quero choro de perdedor. Você vai perder tudo que Olegário te prometeu disso, não vou ter dó. (Brandão)

Logo passa por ali onde o menino moço estava prestando serviço para esse casal, professora Magnólia e senhor Brandão, em conversa de marido e mulher, Brandão pergunta a sua esposa.

-- Onde vai logo cedo, ainda mais, dia de eleição. Pergunta Brandão.

-- Preciso dar uma chegadinha até lá no sítio, acho que os animais estão precisando de ração, vou aproveitar e trazer uns cinco litros de leite tirado das vacas búfalas, eu volto eu volto logo.

    Você precisa de uma pessoa para descarregar essas sacas de rações, acho que fica pesado demais para você.

No momento o casal estava ar retirado uns trinta metros do engraxate, Brandão deu um alerta para sua esposa professorinha.

-- muito cuidado minha querida, você sozinha por essas estradas nessa caminhoneta Toyota, você e esse seu amigo por essas estradas, já estou começando a sentir ciúme, outra coisa, muito cuidado com esse tipo de gente que você busca companhia, uma hora dessas esse pião dá uma recaída, você bem sabe, um mulherão como você desperta interesse até nos homens afeminados e assexuados, não quero minha esposinha desviando da rota, lembre-se eu sou seu marido, não divido se quer um fio se quer de cabelo seu, eu sou todo seu e você é toda minha, como a consoante e a vogal, sem uma das duas não forma nenhuma frase.

--Não se preocupe meu marido, Homero é uma pessoa totalmente inofensivo, jamais ele tentaria algum atrevimento comigo, ele tem muito respeito comigo, volto logo, ainda estarei para o almoço, já cumpri com a minha obrigação de patriota, logo pela manhã já visitei minha sessão, depositei meu voto (digitei), Homero idem, já estamos livres para todo esse dia. Só vai ser um bate volta, logo reafirmo para você não ficar preocupado, estarei por aqui, a tarde saberemos do resultado dessa eleição, Homero está com uma enorme expectativa, aposta que seu candidato será o vencedor, aguardaremos até as dezessete horas.

O engraxate comprou pilhas novas, dês das dezesseis horas está sentado debaixo do tronco do pé de mangueira, radio ligado e muito agitado aguardando as apurações, os comentários do pessoal da imprensa fazendo o maior barulho com suas locuções adivinhando o resultado, até arriscando um palpite, Homero ouvia e não gostava de nada de que seus ouvidos escutava, mas apesar de tudo muito confiante, está certo que ganhará esse dinheiro do Brandão e o premio maior do candidato em disputa, senhor Olegário.

Pronto!!! Já são dezessete horas, o rádio de pilhas de Homero já começa divulgar  os primeiros resultados,  Homero começou sentir umas tremedeira nas pernas, até essas cinquentas por cento dessa apuração, os resultados das urnas fica cada vez mas emocionante, as apurações continua num emocionante perde e ganha, mesmo assim, nada ficará tão fácil, essas apurações, o candidato Olegário está tentando aplicar um golpe, caso ele venha a perder, está vindo em primeira mão pela imprensa local que está chegando e descarregando um frota de ônibus, estão descarregando uma multidão de eleitores, tudo votos que Olegário conseguiu colhendo nos campos e fazenda de propriedade desse candidato a reeleição que acontece nesse momento, muito se sabem que o transporte de eleitores no dia da eleição é proibido, as leis eleitorais punirá o candidato faltoso, Homero de rádio ligado ouvindo tudo essas notícias, apostando que nessa reta final seu candidato venha vencer, apesar desses empates nas apurações, o menino engraxate continua abraçado com seu velho radinho de pilha aguardando a totalização dos votos, as rádios anunciarão simultaneamente os resultados dos componentes para a câmara dos vereadores e quem será o chefe do executivo por mais quatro anos.

 

Todas as notícias que percorre pelos veículos de comunicação dessa cidade, já confirma, as apurações terminaram, disse o locutor oficial do cartório eleitoral

– Os trabalhos de apurações já terminaram, estamos com o resultado da contagem geral dos votos, a cidade de Nova Aurora já tem seu próximo administrador por mais quatro anos, foi um resultado meio apertado na soma desses votos, mas agora está confirmado.

Homero não suportava mais de tanta enrolação por parte desse comunicador, fazia suspense de mais esse resultado só ficaram sabendo na contagem dos últimos votos, o pequeno engraxate ainda não dava conta do vitorioso desse pleito eleitoral, ansioso para ganhar o prêmio de oitenta mil pela aposta, e mais alguns imóveis prometido pelo prefeito, atual candidato nessa disputa para prefeito¸ enquanto esse apresentador dava um show de suspense uma mocinha dessas que trabalharam nessa apuração, chegou bem próximo do pedestal do microfone, falou aos ouvidos desse profissional da imprensa, essa boca sagrada dessa loirinha pronúncio em alto e bom som, até parece que ela trabalhava na campanha desse ganhador, se enchendo de alegria e muita euforia, a boca abençoada, mas muito beijada, solta o som.

Homero se espedaçava de tanta expectativa, torcendo para que Olegário saudasse vitorioso, sendo assim a recompensa de Homero seria muito satisfatório pelos trabalhos prestados como cabo eleitoral nessa campanha de muita luta travada, com certeza ele tiraria sua mãe das péssimas condições de pobreza que vivia.

Nunca se vê isso, aliás acho até proibido por lei esses trabalhadores da apuração fazer tanta festa e comemorações em divulgar esse resultado, parece que todos as autoridades que participaram dessa apuração estavam engajados na campanha desse candidato, a moça saltava e fazia dancinhas, como se estivesse vibrando de alegria pela vitória desse candidato, voltou até o pedestal do microfone e disse em alto e bom som, a partir do próximo ano não estaremos de prefeito novo, a cidade de Nova Aurora continuará com o mesmo prefeito, Olegário foi reeleito prefeito dessa cidade, agora só nos resta comemorar, peço que aguardem o pronunciamento.

Dona Genoveva saiu um pouco, foi lá para os fundo onde estava seu filho Homero sentado debaixo da mangueira ouvindo o resultado das apurações, Homero estava repleto de alegria, griva alto e festejava muito, abraçava sua mãe e rodopiava de braços aberto, ele se empolgou tanto que que no ponto mais alto de sua euforia que sem pensar mais em nada remeou se velho rádio contra o tronco da árvore, seu pequeno aparelho que tantas alegria deste, agora se reduziu em centena de pedacinhos, a voz do candidato que pronunciava, felicitando pela vitória, foi interrompida instantaneamente no ato do impacto contra o tronco da árvore.

Dona Genoveva perguntou muito assustada;

-- Porque você fez isso menino Homero, você está ficando louco, é?

-- fiz isso porquê meu candidato ganhou, nós vencemos, nós ganhamos, nós ganhamos... viva o nosso prefeito Olegário, agora reeleito, ganhamos, ganhamos.

 

SEGUNDA PARTE

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--Ganhamos, ganhamos, agora sim!... Somos vitoriosos, eles perderam de lavada, fio das éguas, certeza, no futuro bem próximo, nós vamos governar esse país, o perdedor que se lasque. Disse o Plebeu Homero, arfando de alegria, já contando com a vitória, logo antes do jogo acabar, mesmo antes que o juiz trilar o apito.

Brandão; um homem muito sério, não gosta dessas galhofadas, seus dentes sempre protegidos das intemperes, a língua que o diz, nunca solta uma palavra mau dita, além disso ele era um torcedor que havia perdido esse jogo, na verdade nesse momento estava torcendo os bigodes de raiva por ter perdido esse jogo, ainda para agravar esse estresse ouvir essa vaia de um sujeito como Homero que dizia; um zero à esquerda.

 A personalidade de seu Brandão totalmente oposta a de sua esposa dona Magnólia, possuíam ali nas divisas da zona urbana com a rural uns pequenos empreendimentos, criava alguns animais para comércio, o rebanho de vacas búfalas da dona Magnólia, ela não precisava dessa pequena renda, não necessitava disso, mas separava um pouco do leite de seus animais para o consumo diário, a outra parte que ultrapassava as medidas, os empregados da casa levava para suas necessidades diária do casal, assim esses trabalhadores eram agraciados.

Brandão e Magnólia era considerada pessoas ricas, filho mais velho cuidava de tudo, organizava toda as finanças do pai, filho muito honesto, nunca subtraiu se quer uma moeda das contas de seu pai, quando precisava de algumas cifras, ele avisava seu pai que faria uma pequena retirada, seu Brandão nem dizia uma pequena palavra permitindo esse saque, mostrava um sinal de positivo ou balançava a cabeça dando sinal verde, depois Brandão conferiria os extratos bancários.

Na cidade de Nova Aurora, quase todos habitantes, conheciam todos, esse povo trabalhava no campo, havia muitos parreirais de cultivo de frutas, quase todos os dias partiam para os grandes comércios da capital, caminhões de engradado de frutas, nos entornos daquela cidade havia atividades de variados ramos, até dona Magnólia que não precisava dessas coisas poucas, se ocupava com esse seus trabalhos, essa senhora uma pessoa cheia de vitalidade, apesar de seu posto nessa cidade, ela sujava suas roupas do suor de seu trabalho, mas, porém a partir das catorze horas estava limpinha de banho tomado, pronta para arrebanhar aqueles adolescentes barulhentos com suas falas insistentes, ela fazia esses meninos e meninas se sentarem frente ao quadro negro, a meu ver essa senhora deveria ser canonizada, se tornar santa protetoras desses adolescentes, pergunto, só adolescentes? Ou todas idades que bastasse precisar de uma ajuda, era uma professora das mais queridas desse lugarejo, uma pessoa fenomenal, só passa por esse mundo raras vezes, esses aprendizes alunos se reuniam quase toda a semana para fazerem surpresas na sala de aula, aliás nem surpresa era mais, dizia em coro as vezes vestidos de jogral – Professora Magnólia, nós amamos você, em seguida cantavam músicas dedicando esses aplausos a tão querida mestre, que acompanham por todo o ano, lado a lado nesses lugares na sala de aula. Depois desses apupos e rasgação de sedas.

    Homero era um pobre menino adulto, apesar de seus vinte e tantos anos, tinha a mentalidade de uma criança crescida, dês de que nasceu, mora nessa cidade, seu Brandão e dona Magnólia sua esposa, gostavam de ajudar Homero na dura luta da vida, seu Brandão era assíduo participante do clube da cidade, até ocupava de um cargo na diretoria dessa agremiação,  muitas vezes seu Brandão até pagava alguns trocados para Homero, fazer uma faxina no clube recolhendo os papéis caído no chão, passar um pano nas cadeiras e até trocar a água da piscina do clube, uns troquinhos aqui, outros ali, somando com as engraxadas de sapatos. um engraxate muito caprichoso, deixava tudo brilhando, naquela cidade todos seus fregueses de mostravam satisfeitos do trato habilidoso de Homero.

Continua/10 de outubro de 2.026

 

No dia dezoito de agosto no ano que transcorria, a cidadezinha de Nova Aurora estava em pavoroso, a santa padroeira desse povo fazia aniversário, a quermesse já estava marcada para acontecer, aquele povo ordeiro envolvido com suas rezas e celebrações estavam todos apostos a esse grande acontecimento, a Paróquia de Nossa Senhora das Acácias se vestia dessa santidade, o prefeito da cidade, em respeito aquele povo devoto, concedia três dias de feriado, dessa vez essa comemoração será muito intensa.

 Nos céus da cidade percebia uma salva de tiros, os rojões explodiam fazendo um barulho ensurdecedor, parece que nunca aconteceu uma comemoração tão festiva, prefeito da cidade, um político muito afamado, mais da metade daquela população o bajulava aquele chefe executivo, nas portas dessa prefeitura, faziam filas daqueles povo simplório, todos de línguas afiadas, não para terem uma boa prosa com esse chefe do município, reivindicar obras e benefícios para esse povo, eles usavam suas línguas somente para lamber as botas desse prefeito desordeiro, corrupto e ladrão do dinheiro público.

Dava vergonha de ver aquele povo puxa-saco com tanta bajulação, na verdade faltava de tudo nessa cidade, esse município estava jogado as traças, e esse administrador se preocupava com suas propriedades na Zona Rural, deixando a cidade no maior abandono, mas há de se dizer, muita gente boa não apoiava dessa administração, começando pelos os mais simples cidadão desse município, apesar de suas simplicidades, Homero era um sujeito que vivia fazendo seus protestos exibindo cartaz mostrando o desleixo com as estradas do município, toda cheia de buracos, quase intransitável.

Seus correligionários deram a esse político seus aval, atestando a permissão pra governar esse município, depositaram seus votos em favor de um mau político de nome Olegário, ele trabalhava se dizendo o executivo do município, mas na verdade ele estava mesmo frente a seus negócios, possuía um considerado rebanho de gado da raça búfalas, nem pensem vocês pobres mortais que o prefeito tirava de seu bolso o dinheiro para essa sua boiada de raça de confinamento, para começar aquela enorme represa construída para o trato desses animais aquáticos, foram construídos com as máquinas da prefeitura, incluindo mão de obra, combustivo, e até danificou a natureza desviando curso d’água, quase secando as nascentes por total, praticando esse crime ambiental.  

13/10/26, continua

 O salão Paroquial estava repleto de bandeirola, o padre anunciava que hoje seria o último dia da novena rezada para a santa padroeira, repetiu para ficar bem claro, logo após daríamos início a grandiosa quermesse, para terminar os festejos comemorativos dessa data tão festiva, hoje será o dia maior, dentre os três dias, o aniversário da santa será nesse momento, depois da salva de fogos o povo reúna em torno desse ato sagrado.

 muita música de todos os gêneros, o baile está todo dançante, do outro lado do salão Paroquial, foi servido o jantar de gala, com muitas variedades de comidas, inclusive os saborosos pratos da comida nordestina.

Os comes e bebes já estava terminando, o jantar já foi servido, todos se dispersaram, passaram para o outro da quermesse, dessa vez se reuniram todos para o leilão, muitas prendas estava para ser leiloada, o candidato vitorioso doou para a igreja um montante de vinte e cinco mil para as reformas e assistência social, Seu Brandão doou em nome de Brandão e Magnólia um veículo para serviço da comunidade, uma perua comb em perfeitas condições de uso, os agraciados ficaram muito satisfeitos por essa oferta

Logo estaciona em frente da igreja o carro do senhor Olegário, disse que veio agradecer pelos votos recebidos nas últimas eleições, quando o conjunto musical terminou uma seleção de música dançante, Olegário toma o microfone e começa um discurso, nesse momento o povo demostraram pouco interesse naquele falatório, muitos que estavam por ali, viram as costas e saíram de fininho, senhor Olegário ficou quase sozinho pregando ao deserto.

Quando Olegário estava saindo da igreja, Homero foi ao encontro do prefeito, se cumprimentaram cordialmente, agradeceu pela ajuda que o menino engraxate prestou quando na época da eleição, Olegário, agora prefeito fez algumas perguntas para seu es colaborador.

-- Você está sempre trabalhando para a família do senhor Brandão, te pergunto, você é registrado em carteira, isso é trabalho oficializado, é tudo direitinho. Homero? Perguntou senhor Olegário.

-- Não sou remunerado, faço os mandados para a professora e alguns bicos para senhor Brandão. Disse Homero.

-- Eu vou te tirar dessa escravidão, vou de dar casa e trabalho com um salariozinho bem confortado para suas necessidades, vá até aos meus escritórios, leve sua carteira de trabalho, você vai trabalhar em minha fazendinha, tenho minhas criações, aves, caprinos, meus cavalos, um casal de bovinos de raça Holandesa,  Você vai cuidar desse meus bichos, serviço leve, muito tranquilo, basta abastecer o cercado de comida e água fresca, se você aceitar já pode começar amanhã mesmo, dali de sua casa até a sede de minha fazendinha é pertinho, de a pé ou de bicicleta você chega lá sem cansar.

-- Sim aceito sim, estarei lá bem de manhã, quero trabalhar nesse seu serviço, pode confirmar, estou de acordo.

Antônio Herrero – 17/10/26

 

IA

Principais Alterações Feitas:

1.     Pontuação e Fluidez: A divisão de períodos longos e o uso de travessões (—) ajudaram a organizar os pensamentos da professora Magnólia e os diálogos, facilitando a leitura sem perder o ritmo literário.

2.     Concordância Verbal e Nominal: Ajustes em trechos como "formados a engenheiro" para "formados em engenharia", e "desobedecendo as leis" para "desobedecendo às leis".

3.     Ortografia e Crase: Correção de pequenos desvios de concordância de plural (ex: "exemplares reprodutores", "raças de bovinos") e crases obrigatórias (ex: em direção à reeleição).

Se quiser que eu revise outras partes da crônica ou os demais artigos do blog, é só avisar!

 

  

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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

NAS TRILHAS DO TERROR.

 

NAS TRILHAS DO TERROR.

Antônio Herrero Portilho

      Quando aproximava mais ou menos as dez horas da manhã, trafegava por aquela estrada, uma carroça puxada à cavalo, conduzida pelo senhor Cirilo; morador do campo,  dirigia se para cidade a fim de encontrar com sua sobrinha que chegaria na carruagem das quatorze horas, aproveitaria a ocasião e compraria alguns mantimentos para o consumo do dia a dia, necessidades principais.
   Ninguém daquelas redondezas gostava de caminhar por aquelas estradas, atravessava por terrenos alagadiços, parece que aflorava do solo um gás muito mal odoroso, hora até que se assemelhava com chorumes, assombrosamente escorria pelos barrancos daquele leito carroçável um pouco profundo, mais ou menos uns oito metros de profundidades, aquela via quase tomada pelo pântano  passava bem lá em baixo, os animais que arrastava essa pequena carruagem até suava as narinas e relinchava ao perceber esse ambiente sinistro. 
    Cada margem dessa estrada corria um fio d'água podre; o cheiro era mesmo de carnes estragadas, senhor Cirilo teria somente aquela trilha para chegar até a cidade, a gruta da assembleia do mau situava bem ali perto, certeza que toda esta podridão se originava dali da gruta dos vampiros, do lugar mais alto desse terreno nessa estradinha dava para enxergar lá à baixo a gruta  de pedra no pé da montanha, ao lado um pouco de terra fofa onde começava o pântano local onde era desovado os cadáveres das vítimas dos vampiros, à vista, mais destacado a velha igreja e o castelo do conde Fredy, a arte dessa arquitetura foi desenhada pelos maçons, isso quando a maçonaria caminhava juntamente com a igreja católica no início deste século.
Der repente os animais que puxava a carroça ficaram assustados, parece que algo estranho estava acontecendo por ali, e logo constatou que havia uma urna funerária bem nas margens da estrada, um grande caixão para defuntos, estava aberto e vazio e a tampa afastada alguns metros jogado, e mais a diante caído o corpo do defunto, um cenário meio que de terror, era mesmo de dar medo, os animais desviaram do corpo, mas as rodas da pequena carruagem acertou em cheio o caixão fúnebre.                                                                               O senhor Cirilo conseguiu atravessar aquele pedaço de mau caminho, mas ainda se preocupava com a hora de voltar, desta vez senhor Cirilo estaria acompanhado de sua sobrinha que a qual ficaria por alguns tempos morando com a família dos tios.
        Eram três as diligências que chegaria do sul, mas todas estavam atrasadas, uma delas sofreu um assalto e levaram todas as joias e pequenas posses dos passageiros, ainda mais, os ladrões soltaram os cavalos e assassinaram o cocheiro a golpes de espadas. Nesta emboscada morreram oito soldados gladiadores que também viajava em direção da cidadezinha de Santo Lázaro, Emily seguia viagem na carruagem da frente, escapou de ser vítima, mas os passageiros que restaram desse embate tentavam ajudar e até colocar os cavalos novamente a puxar este transporte de passageiros, devido os transtornos as carruagens chegaram aos dezessete e quinze minutos, próximo do escurecer da noite.         

Emily depois que chegou, seu tio senhor Cirilo a recepcionou, senhor Cirilo apressava Emily para que tomasse a viagem de volta, queria passar por aquele trecho de caminho ainda de dia ao claro do sol, pois este cenário era mesmo de arrepiar e que metia medo, mas essa sobrinha ainda permaneceu alguns minutos visitando as lojas dos mercadores da pequena localidade.
                 

Nessa hora o sol já descambava   começando se esconder no horizonte de montanhas.   

A pequena embarcação do senhor Cirilo pega a estrada quando tudo começa a escurecer, só os cavalos enxergavam aqueles caminhos, lugar muito perigoso para essa moça e seu Tio senhor Cirilo trafegar nestas horas, havia muitos monstros, vampiros, e a atmosfera estava carregado de espírito maligno, os relâmpagos clareava o caminho e as imagens de terror apareciam no claro das luzes.                                  

A frente dos animais que no momento ficavam assustados empinando e relinchando evitando passar por aquele determinado trajeto. Do lado direito os clarão mostravam o castelo do conde sanguinário, do outro lado à velha igreja frente a uma esplanada de um terreno como pátio de concentração, mas adiante ficava a gruta da assembleia do mau, ali na altura desse trecho de caminhos demarcava o limite de zona urbana com zona rural, senhor Cirilo e sobrinha Emily, cada vez mais aprofundavam em meio a esse terror escurecido e entediante, agora inicia as revoadas de morcegos fazendo rasante perturbando os animais que movimentava com agitação, se desesperavam com as ameaças de ataques desses morcegos sanguinários.  Senhor Cirilo gritava com os animais para que eles corressem e avançasse com mais urgências, e o cenário ficava cada vez mais tenebroso. A urna funerária que estava no caminho quando senhor Cirilo passou quando ia, agora estava lá novamente, a lua cheia se encarregou de iluminar tudo, dava pra ver tudo perfeitamente, Emily agarrou a seu tio procurando amparo como se estivesse se defendendo dessas imagens horrendas, ela percebeu que aquele corpo que se movia se tratava daquele defunto que estava próximo do caixão, e logo em seguida ficou de pé, nesta noite clara tudo ficava a vista, dava para perceber claramente as unhas, a capa preta por fora e vermelha pelo lado de dentro, os caninos pontiagudos, Emily percebeu quando esse vampiro se aproximou e agarrou com força e cravou os dentes fortes em seu pescoço, assim perdeu suas forças quase por completa, lhe foi sugado todo seu sangue, ficou branca como um papel, o vampiro saboreou todo o líquido da vida dado a um mortal, o senhor Cirilo lutou bastante para defender a sobrinha, mas tudo foi em vão, o monstro a levou nos braços em direção da gruta da assembleia do mau, Emily será presa em uma jaula e logo mais a algumas horas será servida como banquete para vampiros, depois da reunião entre comes e bebes, a carne de Emily será servida em pratos de refeições, por costume seria anunciado como jantar da meia noite, servidos para todos seres sobrenatural dessa associação,       
                                                                                                      

Naquelas horas já aproximando da meia noite dessa sexta feira, a cidadezinha de nome Santo Lázaro dos Eternos mergulhava num silêncio sombrio, o frio obrigava as pessoas daquelas ruas estreitas, sofrer com esse clima gélido, se apegavam cada vez mais a seus abrigos de clima frio, segurava com mais força seus casacos para se defender do clima gelado que soprava do norte, o vento trazia o cheiro do mar que bem perto dali murmurava entres os rochedos, faixa do litoral que até impedia a ancoragem de qualquer tipo de embarcação marítima, diziam que os espirito malignos sobrevoavam por ali, os velhos feiticeiros testemunhavam essas verdades, mas permaneciam com suas identidades ocultas, devido as caças bruxas, se escondiam temendo as represarias dos soldados do imperador.
                                                                    

 Um ser meio humano, meio imortal se apressava com as passadas, ia em direção da gruta das assembleias, todas as segundas sextas feiras de cada mês todos os adeptos desta falange teriam que prestar contas de todos os atos em favor desta religião do mau. Já faltavam quase alguns quarentas metros quando o relógio da matriz começou a badalar as doze pancadas, Betão teria que chegar a tempo e assim  foi, quando assinalou as dozes pancadas, Betão já estava fechando a porta por dentro, terminando essa palestra começará a refeição, será servida a carne humana acompanhada de taças de sangue, Emily será relacionada na lista dos desaparecidos, seus restos mortais será lançada à represa que acondiciona as ossadas das vítimas dos vampiros sanguinários.
*03/04/2018*  

 

 

AS CINZAS DO MAIS PERVERSO DOS VAMPIROS

 

Nesse dia de pouco sol passeiam por aquelas vielas seres extra mundo... momento de muita nebulosa quase ocultando corpos transfigurado de odores intragáveis de ares purulentos, mas, logo a noite há de vir.

 Nesse escuro a festa dos pirilampos, finalmente alguns misero raios de luzes. Nesse terreno pedregoso as rochas choram como vivente, alguns gemidos tenebrosos é a morte cutucando com um tridente os poucos podres carnes hora já humanas.  A cima dali como o estouro de uma manada, uma avalanche de mostrando como será o seu novo mundo, agora as portas dos infernos se abriram para Fredy, as dores e sofrimentos se confirmará em uma rotina, ele, criatura exclusa de todos benesses do divino, nessa eternidade, longos dias perturbará sua existência, você foi expulso em forma de morte, desse mundo real de brilho solar. nesse momento você estará sendo assistido pelos zumbis, bruxa, lobisomem sobre o mando de seu superior, o primeiro na hierarquia na ordem dos vampiros; seu superior, o maior dos vampiros existentes nesse além das catacumbas.

Enquanto isso meu blog: (UM DIA SIM, OUTRO TAMBÉM) estará te monitorando, seguindo suas etapas nessa sobre vida antes que seus ossos virem pó e sua carne pestilenta transformam em chorumes infectantes.

Antônio Herrero Portilho

 

O senhor das sombras em busca de sangue.

 

 O relógio da matriz batia meia noite, as luzes da rua apesar dos pinheiros plantado ali rente ao muro, os raios luminosos focavam aquelas artes de concreto e mármores nesse lado de cá dessas divisas. A cruz fixada ali na cabeceira do túmulo, naquela hora da noite fazia qualquer ser mortal delirar de horrores, colada sobre as duas linhas cruzadas,

uma chapinha ovalada de bronze lustroso, a escrita dizia: Perpétua, logo a baixo dessa pauta uma linha descrevia em poucas palavras algumas informações sobre o Jaz destes restos mortais. Conde Fredy'riks - viveu de mil oitocentos e oito até nesses dias de atuais de mil oitocentos e setenta e dois, não te assuste se as sombras da eternidade apagar todas as luzes de seus caminhos, quanto as suas dores e sofrimentos serão resultados daquelas sementes que você mesmo plantou nesse terreno pantanoso, passa logo, na eternidade tudo transcorre na velocidade da luz, apesar de você estar nesses caminhos sombrios e sem o claro divino, tudo encerrará como um piscar de olhos, aí outra vez assaltando inocentes nessas espreitas demoníacas.

Sobre a velha catedral em formato de morcego, aparecerá novamente e as badaladas do velho relógio estará ali debaixo de seus pés onde ninguém o alcançará,

logo aparecerá a primeira vítima, uma inocente transeunte estará caminhando como uma presa fácil. transbordando de sangue jovem e cheio de vitalidade. Fredy está de volta, muitas vidas pagaram com seu próprio sangue.

 

 

A ESTAGIARIA DO CASTELO

A escrava do Vampiro do castelo.

 

Bernadete saiu essa madrugada para o trabalho no castelo, acho que ela tem um estomago muito forte para trabalhar em um lugar como aquele, exala nesses ares mau cheiro de podridão, carne humana em estado de decomposição, muitas pessoas morrem nas mãos daqueles seres diabólicos, tudo leva a crer que esses restos mortais são descartados ali bem perto, Berna, não sei se volta, nessas condições acho já mais, morte confirmada.

Ali é um local de sumiços de pessoas, principalmente quando se trata do sexo feminino, não dura muito tempo que logo é considerada desaparecida, essa noite foi a simpática senhorita Bernadete, patrão vampiro a chamava de Berna,

Muito responsável em seu trabalho, sempre aposta com suas obrigações nesse castelo, Fred na falta de uma taça de sangue fez dela sua vítima, foi sugada até que suas carnes se tornassem brancas como um peixe fora d'água por algumas horas, Fred aproveitou até a última gota de seu sangue, assim foi o fim dessa meiga senhorita, esse vampiro lhe embebeu seu líquido essencial para a vida.

Zuleica avó de Berna morava em uma casa de origens medieval, arquitetura simples nivelada entre as montanhas quase escondida nas encostas, de acessos dificultoso entre as rochas e caminhos que levava a uma via de margens mais larga, a qual usava-se para o tráfego de carruagens ou carroças.

Zuleica mãe de Berna; a mesma que hoje jaz, pessoa meio esquisita muita entendida em assunto de bruxaria vampírica, percebia que o sumiço de sua filha Bernadete foi obra de Fredy o Vampiro mais tenebroso desses tempos, nada pode fazer, Zuleica e Fredy; ambos de formações sinistras sobrenatural, também vivia nesses mundo dos horrores, sempre praticavam essas feitiçarias, ela também tinha suas artimanhas e truques para adentrar nesse mundo das trevas, havia a necessidade de manter essa sua identidade secreta, os homens da santa inquisição apesar de outros tempos, ainda exerciam o trabalho de fiscalizar e exterminar todos que praticavam trabalhos secretos de magias e misticismo nesse começo do século quatorze,  estavam decapitando essas pessoas que praticavam esses cultos que os quais dizia ser aos diabos, Zuleica transformava em mariposa, assim sempre se livrava das garras do soldados dos religiosos, essa negra borboleta de hábitos noturnos pousavam em paredes residenciais, tronco de árvores que confundia com a textura da casca da madeira, mimetizava pela cor e luz. Muito difícil ser aprisionada, nada a alcançava para leva-la para a fogueira santa, assim diziam os soldados do apocalipse.

Morava sozinha, só algumas visitas de sua neta Malvina que vinha das distantes terras de um outro reinado, essa neta nesses ditos finais de semestres estaria sendo diplomada na categoria de Bruxa classificada como especialista em ato de vampírica, seguia a vocação de sua avó Zuleica.  

Hoje Zuleica recebe uma visita, sua neta que vivia em outro povoado, outro reinado, veio para morar com sua avó Zuleica, a neta Malvina ficou órfã, seu pai e sua mãe foram mortos a espada a mando do rei, suspeitava de trabalhos em feitiçaria, mas apesar de Malvina ser uma formada em assuntos vampiros, não foi decapitada, vivia em segredo, sendo assim só restava a companhia de sua avó Zuleica, assim Malvina arrumou um teto, dentro de poucos dias teria que fazer uma viajem, ficaria por ali até sua volta.

Quando o sol já estava se escondendo por completo, a noite avançava a passos largos, devido clima muito frio, a casa estava com portas e janelas fechadas, em situação repentina, Malvina passa a sentir falta de sua avó, procurou por todos os lugares aí ela sentiu que havia perdido de vista, sabendo dessas atividades, malvina não se preocupou em nada, já sabia de suas peripécias ligada a esse sobrenatural, aproveitou aquele começo de noite para conferir sua bagagem, em seguida procurou seu leito de dormir, assim fez, embrenhou noite a dentro, tinha certeza que sua avó logo viria.

 Hoje levantou-se antes dos primeiros raios do sol, quando procurava pela sua avó não a encontrou, conferiu todos os cômodos dessa casa e já ficou confirmado, Zuleica sua avó, não estava em casa ou fazia presença de uma outra forma.

 Logo deparou com algo estranho frente aos seus olhos, percebeu uma enorme borboleta preta de hábito noturno, estava pousada na parede, confundia a visão, quase imperceptível conforme a coloração das rochas que formava esses divisórios entre a cozinha e o quarto de dormir, de aspecto diabólico, se observasse bem poderia perceber a nítida figura de uma bruxa naquelas asas desse inseto aterrorizador, Malvina sabia que sua avó possuía aquele poder de se transformar em mariposa para driblar os caçadores de bruxas, por isso não quis enxota-la, deixe ela pousada lá.

- Já estou imaginando que algo inesperado poderá acontecer, ela previu antecipada. Disse a neta sabedora desses feitiços, mas porem precisava guardar em segredo devido essas perseguições a essas atividades, tal qual a sua avó exercia. Malvina esperava o dia amanhecer por totalidade para dirigir-se até o velho castelo, buscava se empregar como auxiliar de assunto vampiresco; essa é sua formação, inclusive seu futuro patrão, o velho vampiro Fredy a esperava para sua contratação como estagiaria nesses variados serviços, certeza que Malvina estaria contratada, seu perfil confere em tudo que o senhor Fredy precisa para ajuda a esses afazeres não muito normal, difícil alguém preencher essa vaga, tipo de profissão quase extinta, Malvina era a pessoa certa para essas atividade, apreciava e admirava esse ramo de atividade.

A neta de dona Zuleica percebeu um trotear de cavalos que pisava ali em frente da porta de dona Malvina, a moça abriu a porta e logo percebeu, era dois cavaleiros do rei que vieram buscar Zuleica:

- Estamos aqui em busca de Zuleica, o que você é dela? Perguntou o soldado em tom de voz com austeridade, Deixou Malvina muito preocupada, mas respondeu dizendo que sua avó não morava mais lá, que havia se mudado para muito longe dali, que a busca seria em vão.

Mesmo assim os soldados foram conferir, reviram todos os pertences, deixaram a casa de cabeça para baixo, mas não encontraram nada, os soldados se sentiram frustrados e disseram:

 - Essa busca ainda não acabou, nós voltaremos a qualquer hora.

 - Sinta-se à vontade, estou dizendo que minha avó não pertence mais a esse reinado, foi embora para bem distante daqui. Disse Malvina ainda meio amedrontada desviando os interesses desses cavaleiros do rei, até que os soldados batessem em retirada.

- Eles já se foram, posso voltar ao meu normal? Respondeu Malvina - sim não tem mais ninguém para nos incomodar, mas me diga onde você está que não estou te vendo? Perguntou Malvina exigindo resposta.

- Aqui oh... não está vendo essa mariposa aqui no alto da parede, sou eu. Não se preocupe, dessa estamos livres, mas logo estarei indo embora daqui.

Houve um fenômeno na natureza, o céu escureceu tamanha era a revoada de mariposas que saía da velha caverna desabitada que ficava a uns quatrocentos metros retirado dali. Em um momento espetaculoso em que a dança de horrores acontecia nesses ares e se deslocavam em direção do horizonte, ainda em forma de mariposa, despediu de sua neta fazendo recomendações para que cuidasse bem da casa e fique morando até sua volta a um dia qualquer, partiu comovida por deixar tudo para trás, nesse clima de tristeza, mas evitando qualquer situação de morte em fogueira, morriam queimadas em praças públicas, Zuleica alça voo e ainda consegue alcançar no final daquela fileira de borboletas noturnas, se infiltrou no bando e seguiu viagem para bem longe dali pelo menos uma mariposa naquele bando era diferente, tinha vida, era humana, enquanto que Malvina é contratada para os trabalhos extra ordinário no castelo do conde Fredy, ficaria a cargo de acompanhar e atender as necessidade desse velho Vampiro ainda perigoso e sanguinário, agora na condição

de estagiaria desses horrores que ocupa a vaga de sua tia Bernadete; Berna como dizia Fredy. 

 

A ESCRAVA DO VAMPIRO

 

O vampiro Fredy se movia com dificuldade, mesmo que ansioso procurava por todos compartimentos daquele castelo, chamava com a voz alta e retumbante causando eco por todas as alas que existia naquele velho Castelo, exigia a atenção com insistência de sua ajudante em assuntos especiais.

urgente, se estiver me ouvindo compareça lá na capela do castelo, isso é urgente, rápido Berna. Espero você lá. (poderia se dizer o velho vampiro, estava perdendo as forças e seu envelhecimento avançava a cada hora que passava).                                      

Nesse momento nosso ser vampiresco necessita urgentemente de algumas poções de sangue, caso houvesse alguma longa demora, Fredy poderia entrar em um processo de deterioração total; o corpo desse vampiro desaparecerá em uma poça de espécie de chorume, toda sua carne se desmanchará levando ao fim transformando em um esqueleto, sem volta a vida.

Rapidinho aparece Berna que irá providenciar tudo que senhor Fredy necessitava

 

- Traga urgente, eu preciso é pra já (Fredy disse a sua criada exigindo pressa), não estou nem conseguindo me movimentar.

- Sim, sim!... já estou a caminho, vou arranjar esse seu sangue urgente, para já.

 

Berna encontrou com sua superior Sofia quando descia as escadarias; morada desses seres maléficos...Sofia; outra personalidade ligada às feitiçarias e bruxarias, parceira número um da criatura das trevas... perguntou com exigência de resposta:

 

- Onde vai toda às pressas com essa enorme seringa em mãos, não venha me dizer que Fredy está em crise outra vez.

 

- Vou tentar colher alguns ml de alguém por aí, sei que hoje não está fácil, mas terei que voltar com missão cumprida, caso não consiga, nem sei em que vai se dar isso (disse Berna em tempo de pressa e apavoramento, ainda conseguiu dar um tchau a sua amiga de serviço naquele castelo.)

Berna saiu pelas ruas quase deserta, estava desesperada e com urgência de coletar um pouco de sangue, seu patrão e vampiro estava em fortes crises, só um pouco desse líquido vermelho enrubescido poderia salvar desse transtorno final, Berna teria que trazer essa seringa completa desse líquido, para senhor Fredy o único recurso, e ainda mais; urgente, antes que aquele ser diabólico se desmanche entre carne e ossos.

Infelizmente, Berna não conseguiu coletar esse sangue, voltou para o castelo de seringa vazia, muito decepcionada por não ter ajudado seu patrão, agora o que teria como resposta a sua de salvar a vida de seu mestre, só se dizer que não encontrou ninguém por aquelas ruelas, foi um resultado muito sinistro para Berna, teve que pagar com seu próprio sangue, Fredy já estava quase desmoronando de tanta fraqueza, ainda mais, certo que não conseguiu voltar com a seringa cheia, no momento que Berna estava acertando as contas com esse vampiro, as serviçais do castelo, Sofia com a ajuda de uma terceira pessoa surpreendeu Berna por trás e aplicou um golpe de mata leão, a moça ficou imobilizada, caída ao chão frente a esse Vampiro, com muita dificuldade conseguiu se movimentar de seu trono enquanto se valia de suas últimas reservas de energia, abaixou onde ela estava estendida, quase batendo com seus nariz ao chão, até com a posição meio em falso, mas conseguiu cravar suas duas presas no pescoço de Berna, no momento que ele sugava esse sangue, ia se fortalecendo gradualmente enquanto a levantava  nos braços, em seguida o corpo de Berna se transformou em uma Múmia branca sem nenhuma gota desse líquido que irriga todo aquele corpo e que dá origem a vida.

 

Fredy se saciou daquele alimento, para ele sagrado até que sua boca ficou toda manchada de vermelho de mostrando uma cena de horror.

Nesses dias atuais já não se encontra mais com a capacidade de ir à caça de suas vítimas, anda devagar e suas proteções espirituais já o abandonaram, não consegue mais pousar na torre da igreja para visualizar suas vítimas, não consegue mais a metamorfose de se transformar em morcego, a velhice o alcançou e já está quase lhe aplicando uma rasteira.

Nesses próximos dias ele estará deixando esse plano espiritual, viajando para a eternidade, quer dizer, eternidade, eternidade não sei não, o mundo dos vampiros é muito transformador, pode até ser que logo ele estará na pele de um outro vampiro mais novo e mais diabólico, assim como Drácula, aí não precisará que os serviçais do Castelo saiam com seringas em mãos para tratar seu patrãozinho vampiros envelhecido.

Berna também estará de volta em uma missão vampiresca. Em breve Fredy e Berna atacando os passageiros das noites nessas ruas sombrias dessa cidadezinha.

Antônio Herrero Portilho/01/6/22.

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