ENTRE OS RELÓGIOS E BÚSULAS, A TIPOGRAFIA
Um acontecimento fatal sangrando páginas
exposta nas bancas de jornais, vistas e revistas. tipografia de letras frias,
fotos e caracteres estampam convite a leitura, pupilas delatam em atenção,
fatos apontam mais um delito, as leis inflamam, dedos ágeis tocam, imprimem e
transmitem opiniões, viajam. Dorme a noite, enquanto a sinfonia das máquinas em
meio a tinta fresca que leva a notícia, acordamos mais um dia igual a tantos,
veículos expressos impresso oferece informações.
Nesse espaço de horas, no trajeto da
vida, mais um livro encadernado, uma nova história a contar, o barulhar do
fundo musical do relógio na sala de jantar a cada respirar mostrando um ponto
de interrogação, não entendo o vir e para onde irei seguindo essa direção.
Assim vai contando o tempo parágrafo de
crônicas entre o barulho das teclas escrevendo a história musicando o terror,
gastando os créditos aproximando para o fim; ponto de chegada de todos,
serrando os olhos em um derradeiro pestanejar, coluna social, se for
importante, obituário no rodapé informal.
Em um lugar qualquer, uma bengala, um
livro antigo de capas preta, agora as luvas descansam; dedos murchos sem se
vestir de vida, incontáveis vezes protegendo essas mãos a não tocarem o mau. Os
óculos em lentes de círculos perfeito, nesse momento focaliza o vazio, aumenta
a vista do infinito sem divisas, variedades de algo oculto... quintais. O papel
de poucas gramaturas não se equilibra por si além do mover do sopro dos ventos
ainda firmam de pé entre as capas duras expostos na biblioteca, mesmo que amarelado
cheirando a mofo ainda persistem em existir contando essas histórias para o
futuro certificar das verdades que já passou, e nesses desfiladeiros ficaram
esses vestígios, marcas dessa cultura remota, graças a impressão da tipográfica
que tocou a tinta e imprimiu o papel buscando a memória para informar cada
leitor.
Antherport/21/11/21/***
OS SEIS PASSOS. A NATUREZA
Depois de alguns poucos passos em direção da mesa do
computador, abro a janela, estico os olhares vistas abrangentes fora desse
quarto de dormir, as luzes desse roteador, aqui nesse cômodo. piscam como o
semáforo da rua de cima, exigindo a minha movimentação, aguardo alguns minutos
observando a velha antena de retransmissão de rádio AM, hoje em desuso.
Nessa manhã ainda as seis e meio desse dia que
começa, as araras canindés repetindo seus mesmos trajetos quase o ano todo,
imagino que regressam dos poucos coqueirais que ainda persiste de pé à alguns
02kms de distâncias daqui, bem ali onde termina a zona urbana.
Eu, as araras, os bichos domésticos de costumes
diurno repousamos durante a noite, os cães de rua se silenciaram, buscaram
algum refúgio abrigando-se da chuva miúda que salpicava na vertical quase a
noite inteira, até agora faltando esses poucos minutos para as 08hs dessa
manhã, bom assim, minhas plantinhas agradecem essas forças benéficas.
Como é
bela a natureza, vendo pela janela a chuva caindo, as folhas todas tremulando
exibindo o verde vida que de mostra toda abundância de frutos e legumes que há
de vir... surgindo nesse terreno molhado, encharcado de prosperidade dês das
mãos dos que plantam até a doçura da seiva.
A vida
acontece a todo instante, através das forças do universo o planeta terra recebe
essas benesses.
Assim
que me lancei esses passos a dentro de meu quarto de dormir, abrir
a porta, mas não comparei à distância infinita que existe entre nós e essa
imensidão de espaço nesse infinito, quando olhei pela janela não imaginei a via
lacta comparada à vistas de meus olhos nesse curto alcance, certeza que essas
linhas nunca cruzarão esse horizonte, não terminam ali onde nossas vistas
alcança, o céu também não é o limite, ontem eu notei o claro da lua, vi as
estrelas cadentes se movimentando, nessa noite dessas primeiras horas desse
dia, as nuvens ocultaram os raios lunares, a chuva aproveitou o escuro da
noite, veio de mansinho, mas logo foi surpreendido pelo claro do sol surgindo
rasteiro e penetrante preenchendo aos poucos todos espaços ofuscado pela luz .
O velho
vivente cordialmente, retira o chapéu da cabeça e cumprimenta com um sorridente
bom dia.
- A
chuva parou, disse a quem quisesse ouvir.
...
continua seguindo seus passos rua à baixa, vida que segue...
Bom dia!
Com alegria.
27/4/2023/*
Antherport.
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