sábado, 6 de junho de 2026

A vida passa no barulhar do relógio.

 

ENTRE OS RELÓGIOS E BÚSULAS, A TIPOGRAFIA

 

Um acontecimento fatal sangrando páginas exposta nas bancas de jornais, vistas e revistas. tipografia de letras frias, fotos e caracteres estampam convite a leitura, pupilas delatam em atenção, fatos apontam mais um delito, as leis inflamam, dedos ágeis tocam, imprimem e transmitem opiniões, viajam. Dorme a noite, enquanto a sinfonia das máquinas em meio a tinta fresca que leva a notícia, acordamos mais um dia igual a tantos, veículos expressos impresso oferece informações.

Nesse espaço de horas, no trajeto da vida, mais um livro encadernado, uma nova história a contar, o barulhar do fundo musical do relógio na sala de jantar a cada respirar mostrando um ponto de interrogação, não entendo o vir e para onde irei seguindo essa direção.

Assim vai contando o tempo parágrafo de crônicas entre o barulho das teclas escrevendo a história musicando o terror, gastando os créditos aproximando para o fim; ponto de chegada de todos, serrando os olhos em um derradeiro pestanejar, coluna social, se for importante, obituário no rodapé informal.

Em um lugar qualquer, uma bengala, um livro antigo de capas preta, agora as luvas descansam; dedos murchos sem se vestir de vida, incontáveis vezes protegendo essas mãos a não tocarem o mau. Os óculos em lentes de círculos perfeito, nesse momento focaliza o vazio, aumenta a vista do infinito sem divisas, variedades de algo oculto... quintais. O papel de poucas gramaturas não se equilibra por si além do mover do sopro dos ventos ainda firmam de pé entre as capas duras expostos na biblioteca, mesmo que amarelado cheirando a mofo ainda persistem em existir contando essas histórias para o futuro certificar das verdades que já passou, e nesses desfiladeiros ficaram esses vestígios, marcas dessa cultura remota, graças a impressão da tipográfica que tocou a tinta e imprimiu o papel buscando a memória para informar cada leitor. 

 

Antherport/21/11/21/***

 

OS SEIS PASSOS. A NATUREZA

Depois de alguns poucos passos em direção da mesa do computador, abro a janela, estico os olhares vistas abrangentes fora desse quarto de dormir, as luzes desse roteador, aqui nesse cômodo. piscam como o semáforo da rua de cima, exigindo a minha movimentação, aguardo alguns minutos observando a velha antena de retransmissão de rádio AM, hoje em desuso.

Nessa manhã ainda as seis e meio desse dia que começa, as araras canindés repetindo seus mesmos trajetos quase o ano todo, imagino que regressam dos poucos coqueirais que ainda persiste de pé à alguns 02kms de distâncias daqui, bem ali onde termina a zona urbana.

Eu, as araras, os bichos domésticos de costumes diurno repousamos durante a noite, os cães de rua se silenciaram, buscaram algum refúgio abrigando-se da chuva miúda que salpicava na vertical quase a noite inteira, até agora faltando esses poucos minutos para as 08hs dessa manhã, bom assim, minhas plantinhas agradecem essas forças benéficas.

Como é bela a natureza, vendo pela janela a chuva caindo, as folhas todas tremulando exibindo o verde vida que de mostra toda abundância de frutos e legumes que há de vir... surgindo nesse terreno molhado, encharcado de prosperidade dês das mãos dos que plantam até a doçura da seiva.

A vida acontece a todo instante, através das forças do universo o planeta terra recebe essas benesses.

Assim que me lancei esses  passos a dentro de meu quarto de dormir,  abrir a porta, mas não comparei à distância infinita que existe entre nós e essa imensidão de espaço nesse infinito, quando olhei pela janela não imaginei a via lacta comparada à vistas de meus olhos nesse curto alcance, certeza que essas linhas nunca cruzarão esse horizonte, não terminam ali onde nossas vistas alcança, o céu também não é o limite, ontem eu notei o claro da lua, vi as estrelas cadentes se movimentando, nessa noite dessas primeiras horas desse dia, as nuvens ocultaram os raios lunares, a chuva aproveitou o escuro da noite, veio de mansinho, mas logo foi surpreendido pelo claro do sol surgindo rasteiro e penetrante preenchendo aos poucos todos espaços ofuscado pela luz .

O velho vivente cordialmente, retira o chapéu da cabeça e cumprimenta com um sorridente bom dia.

- A chuva parou, disse a quem quisesse ouvir.

... continua seguindo seus passos rua à baixa, vida que segue...

Bom dia! Com alegria.

27/4/2023/* Antherport.

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O dia do Pistoleiro

  O DIA DO PISTOLEIRO                                                   July sabia que em suas veias corriam o sangue dos nativos dessa ...