quarta-feira, 17 de junho de 2026

AS CINZAS DO VELHO VAMPIRO FREDY

NAS TRILHAS DO TERROR.

Antônio Herrero Portilho

      Quando aproximava mais ou menos as dez horas da manhã, trafegava por aquela estrada, uma carroça puxada à cavalo, conduzida pelo senhor Cirilo; morador do campo,  dirigia se para cidade a fim de encontrar com sua sobrinha que chegaria na carruagem das quatorze horas, aproveitaria a ocasião e compraria alguns mantimentos para o consumo do dia a dia, necessidades principais.
   Ninguém daquelas redondezas gostava de caminhar por aquelas estradas, atravessava por terrenos alagadiços, parece que aflorava do solo um gás muito mal odoroso, hora até que se assemelhava com chorumes, assombrosamente escorria pelos barrancos daquele leito carroçável um pouco profundo, mais ou menos uns oito metros de profundidades, aquela via quase tomada pelo pântano  passava bem lá em baixo, os animais que arrastava essa pequena carruagem até suava as narinas e relinchava ao perceber esse ambiente sinistro. 
    Cada margem dessa estrada corria um fio d'água podre; o cheiro era mesmo de carnes estragadas, senhor Cirilo teria somente aquela trilha para chegar até a cidade, a gruta da assembleia do mau situava bem ali perto, certeza que toda esta podridão se originava dali da gruta dos vampiros, do lugar mais alto desse terreno nessa estradinha dava para enxergar lá à baixo a gruta  de pedra no pé da montanha, ao lado um pouco de terra fofa onde começava o pântano local onde era desovado os cadáveres das vítimas dos vampiros, à vista, mais destacado a velha igreja e o castelo do conde Fredy, a arte dessa arquitetura foi desenhada pelos maçons, isso quando a maçonaria caminhava juntamente com a igreja católica no início deste século.
Der repente os animais que puxava a carroça ficaram assustados, parece que algo estranho estava acontecendo por ali, e logo constatou que havia uma urna funerária bem nas margens da estrada, um grande caixão para defuntos, estava aberto e vazio e a tampa afastada alguns metros jogado, e mais a diante caído o corpo do defunto, um cenário meio que de terror, era mesmo de dar medo, os animais desviaram do corpo, mas as rodas da pequena carruagem acertou em cheio o caixão fúnebre.                                                                               O senhor Cirilo conseguiu atravessar aquele pedaço de mau caminho, mas ainda se preocupava com a hora de voltar, desta vez senhor Cirilo estaria acompanhado de sua sobrinha que a qual ficaria por alguns tempos morando com a família dos tios.
        Eram três as diligências que chegaria do sul, mas todas estavam atrasadas, uma delas sofreu um assalto e levaram todas as joias e pequenas posses dos passageiros, ainda mais, os ladrões soltaram os cavalos e assassinaram o cocheiro a golpes de espadas. Nesta emboscada morreram oito soldados gladiadores que também viajava em direção da cidadezinha de Santo Lázaro, Emily seguia viagem na carruagem da frente, escapou de ser vítima, mas os passageiros que restaram desse embate tentavam ajudar e até colocar os cavalos novamente a puxar este transporte de passageiros, devido os transtornos as carruagens chegaram aos dezessete e quinze minutos, próximo do escurecer da noite.         

Emily depois que chegou, seu tio senhor Cirilo a recepcionou, senhor Cirilo apressava Emily para que tomasse a viagem de volta, queria passar por aquele trecho de caminho ainda de dia ao claro do sol, pois este cenário era mesmo de arrepiar e que metia medo, mas essa sobrinha ainda permaneceu alguns minutos visitando as lojas dos mercadores da pequena localidade.
                 

Nessa hora o sol já descambava   começando se esconder no horizonte de montanhas.   

A pequena embarcação do senhor Cirilo pega a estrada quando tudo começa a escurecer, só os cavalos enxergavam aqueles caminhos, lugar muito perigoso para essa moça e seu Tio senhor Cirilo trafegar nestas horas, havia muitos monstros, vampiros, e a atmosfera estava carregado de espírito maligno, os relâmpagos clareava o caminho e as imagens de terror apareciam no claro das luzes.                                  

A frente dos animais que no momento ficavam assustados empinando e relinchando evitando passar por aquele determinado trajeto. Do lado direito os clarão mostravam o castelo do conde sanguinário, do outro lado à velha igreja frente a uma esplanada de um terreno como pátio de concentração, mas adiante ficava a gruta da assembleia do mau, ali na altura desse trecho de caminhos demarcava o limite de zona urbana com zona rural, senhor Cirilo e sobrinha Emily, cada vez mais aprofundavam em meio a esse terror escurecido e entediante, agora inicia as revoadas de morcegos fazendo rasante perturbando os animais que movimentava com agitação, se desesperavam com as ameaças de ataques desses morcegos sanguinários.  Senhor Cirilo gritava com os animais para que eles corressem e avançasse com mais urgências, e o cenário ficava cada vez mais tenebroso. A urna funerária que estava no caminho quando senhor Cirilo passou quando ia, agora estava lá novamente, a lua cheia se encarregou de iluminar tudo, dava pra ver tudo perfeitamente, Emily agarrou a seu tio procurando amparo como se estivesse se defendendo dessas imagens horrendas, ela percebeu que aquele corpo que se movia se tratava daquele defunto que estava próximo do caixão, e logo em seguida ficou de pé, nesta noite clara tudo ficava a vista, dava para perceber claramente as unhas, a capa preta por fora e vermelha pelo lado de dentro, os caninos pontiagudos, Emily percebeu quando esse vampiro se aproximou e agarrou com força e cravou os dentes fortes em seu pescoço, assim perdeu suas forças quase por completa, lhe foi sugado todo seu sangue, ficou branca como um papel, o vampiro saboreou todo o líquido da vida dado a um mortal, o senhor Cirilo lutou bastante para defender a sobrinha, mas tudo foi em vão, o monstro a levou nos braços em direção da gruta da assembleia do mau, Emily será presa em uma jaula e logo mais a algumas horas será servida como banquete para vampiros, depois da reunião entre comes e bebes, a carne de Emily será servida em pratos de refeições, por costume seria anunciado como jantar da meia noite, servidos para todos seres sobrenatural dessa associação,       
                                                                                                      

Naquelas horas já aproximando da meia noite dessa sexta feira, a cidadezinha de nome Santo Lázaro dos Eternos mergulhava num silêncio sombrio, o frio obrigava as pessoas daquelas ruas estreitas, sofrer com esse clima gélido, se apegavam cada vez mais a seus abrigos de clima frio, segurava com mais força seus casacos para se defender do clima gelado que soprava do norte, o vento trazia o cheiro do mar que bem perto dali murmurava entres os rochedos, faixa do litoral que até impedia a ancoragem de qualquer tipo de embarcação marítima, diziam que os espirito malignos sobrevoavam por ali, os velhos feiticeiros testemunhavam essas verdades, mas permaneciam com suas identidades ocultas, devido as caças bruxas, se escondiam temendo as represarias dos soldados do imperador.
                                                                    

 Um ser meio humano, meio imortal se apressava com as passadas, ia em direção da gruta das assembleias, todas as segundas sextas feiras de cada mês todos os adeptos desta falange teriam que prestar contas de todos os atos em favor desta religião do mau. Já faltavam quase alguns quarentas metros quando o relógio da matriz começou a badalar as doze pancadas, Betão teria que chegar a tempo e assim  foi, quando assinalou as dozes pancadas, Betão já estava fechando a porta por dentro, terminando essa palestra começará a refeição, será servida a carne humana acompanhada de taças de sangue, Emily será relacionada na lista dos desaparecidos, seus restos mortais será lançada à represa que acondiciona as ossadas das vítimas dos vampiros sanguinários.
*03/04/2018*  

 

 

AS CINZAS DO MAIS PERVERSO DOS VAMPIROS

 

Nesse dia de pouco sol passeiam por aquelas vielas seres extra mundo... momento de muita nebulosa quase ocultando corpos transfigurado de odores intragáveis de ares purulentos, mas, logo a noite há de vir.

 Nesse escuro a festa dos pirilampos, finalmente alguns misero raios de luzes. Nesse terreno pedregoso as rochas choram como vivente, alguns gemidos tenebrosos é a morte cutucando com um tridente os poucos podres carnes hora já humanas.  A cima dali como o estouro de uma manada, uma avalanche de mostrando como será o seu novo mundo, agora as portas dos infernos se abriram para Fredy, as dores e sofrimentos se confirmará em uma rotina, ele, criatura exclusa de todos benesses do divino, nessa eternidade, longos dias perturbará sua existência, você foi expulso em forma de morte, desse mundo real de brilho solar. nesse momento você estará sendo assistido pelos zumbis, bruxa, lobisomem sobre o mando de seu superior, o primeiro na hierarquia na ordem dos vampiros; seu superior, o maior dos vampiros existentes nesse além das catacumbas.

Enquanto isso meu blog: (UM DIA SIM, OUTRO TAMBÉM) estará te monitorando, seguindo suas etapas nessa sobre vida antes que seus ossos virem pó e sua carne pestilenta transformam em chorumes infectantes.

Antônio Herrero Portilho

 

O senhor das sombras em busca de sangue.

 

 O relógio da matriz batia meia noite, as luzes da rua apesar dos pinheiros plantado ali rente ao muro, os raios luminosos focavam aquelas artes de concreto e mármores nesse lado de cá dessas divisas. A cruz fixada ali na cabeceira do túmulo, naquela hora da noite fazia qualquer ser mortal delirar de horrores, colada sobre as duas linhas cruzadas,

uma chapinha ovalada de bronze lustroso, a escrita dizia: Perpétua, logo a baixo dessa pauta uma linha descrevia em poucas palavras algumas informações sobre o Jaz destes restos mortais. Conde Fredy'riks - viveu de mil oitocentos e oito até nesses dias de atuais de mil oitocentos e setenta e dois, não te assuste se as sombras da eternidade apagar todas as luzes de seus caminhos, quanto as suas dores e sofrimentos serão resultados daquelas sementes que você mesmo plantou nesse terreno pantanoso, passa logo, na eternidade tudo transcorre na velocidade da luz, apesar de você estar nesses caminhos sombrios e sem o claro divino, tudo encerrará como um piscar de olhos, aí outra vez assaltando inocentes nessas espreitas demoníacas.

Sobre a velha catedral em formato de morcego, aparecerá novamente e as badaladas do velho relógio estará ali debaixo de seus pés onde ninguém o alcançará,

logo aparecerá a primeira vítima, uma inocente transeunte estará caminhando como uma presa fácil. transbordando de sangue jovem e cheio de vitalidade. Fredy está de volta, muitas vidas pagaram com seu próprio sangue.

 

 

A ESTAGIARIA DO CASTELO

A escrava do Vampiro do castelo.

 

Bernadete saiu essa madrugada para o trabalho no castelo, acho que ela tem um estomago muito forte para trabalhar em um lugar como aquele, exala nesses ares mau cheiro de podridão, carne humana em estado de decomposição, muitas pessoas morrem nas mãos daqueles seres diabólicos, tudo leva a crer que esses restos mortais são descartados ali bem perto, Berna, não sei se volta, nessas condições acho já mais, morte confirmada.

Ali é um local de sumiços de pessoas, principalmente quando se trata do sexo feminino, não dura muito tempo que logo é considerada desaparecida, essa noite foi a simpática senhorita Bernadete, patrão vampiro a chamava de Berna,

Muito responsável em seu trabalho, sempre aposta com suas obrigações nesse castelo, Fred na falta de uma taça de sangue fez dela sua vítima, foi sugada até que suas carnes se tornassem brancas como um peixe fora d'água por algumas horas, Fred aproveitou até a última gota de seu sangue, assim foi o fim dessa meiga senhorita, esse vampiro lhe embebeu seu líquido essencial para a vida.

Zuleica avó de Berna morava em uma casa de origens medieval, arquitetura simples nivelada entre as montanhas quase escondida nas encostas, de acessos dificultoso entre as rochas e caminhos que levava a uma via de margens mais larga, a qual usava-se para o tráfego de carruagens ou carroças.

Zuleica mãe de Berna; a mesma que hoje jaz, pessoa meio esquisita muita entendida em assunto de bruxaria vampírica, percebia que o sumiço de sua filha Bernadete foi obra de Fredy o Vampiro mais tenebroso desses tempos, nada pode fazer, Zuleica e Fredy; ambos de formações sinistras sobrenatural, também vivia nesses mundo dos horrores, sempre praticavam essas feitiçarias, ela também tinha suas artimanhas e truques para adentrar nesse mundo das trevas, havia a necessidade de manter essa sua identidade secreta, os homens da santa inquisição apesar de outros tempos, ainda exerciam o trabalho de fiscalizar e exterminar todos que praticavam trabalhos secretos de magias e misticismo nesse começo do século quatorze,  estavam decapitando essas pessoas que praticavam esses cultos que os quais dizia ser aos diabos, Zuleica transformava em mariposa, assim sempre se livrava das garras do soldados dos religiosos, essa negra borboleta de hábitos noturnos pousavam em paredes residenciais, tronco de árvores que confundia com a textura da casca da madeira, mimetizava pela cor e luz. Muito difícil ser aprisionada, nada a alcançava para leva-la para a fogueira santa, assim diziam os soldados do apocalipse.

Morava sozinha, só algumas visitas de sua neta Malvina que vinha das distantes terras de um outro reinado, essa neta nesses ditos finais de semestres estaria sendo diplomada na categoria de Bruxa classificada como especialista em ato de vampírica, seguia a vocação de sua avó Zuleica.  

Hoje Zuleica recebe uma visita, sua neta que vivia em outro povoado, outro reinado, veio para morar com sua avó Zuleica, a neta Malvina ficou órfã, seu pai e sua mãe foram mortos a espada a mando do rei, suspeitava de trabalhos em feitiçaria, mas apesar de Malvina ser uma formada em assuntos vampiros, não foi decapitada, vivia em segredo, sendo assim só restava a companhia de sua avó Zuleica, assim Malvina arrumou um teto, dentro de poucos dias teria que fazer uma viajem, ficaria por ali até sua volta.

Quando o sol já estava se escondendo por completo, a noite avançava a passos largos, devido clima muito frio, a casa estava com portas e janelas fechadas, em situação repentina, Malvina passa a sentir falta de sua avó, procurou por todos os lugares aí ela sentiu que havia perdido de vista, sabendo dessas atividades, malvina não se preocupou em nada, já sabia de suas peripécias ligada a esse sobrenatural, aproveitou aquele começo de noite para conferir sua bagagem, em seguida procurou seu leito de dormir, assim fez, embrenhou noite a dentro, tinha certeza que sua avó logo viria.

 

 Hoje levantou-se antes dos primeiros raios do sol, quando procurava pela sua avó não a encontrou, conferiu todos os cômodos dessa casa e já ficou confirmado, Zuleica sua avó, não estava em casa ou fazia presença de uma outra forma.

 Logo deparou com algo estranho frente aos seus olhos, percebeu uma enorme borboleta preta de hábito noturno, estava pousada na parede, confundia a visão, quase imperceptível conforme a coloração das rochas que formava esses divisórios entre a cozinha e o quarto de dormir, de aspecto diabólico, se observasse bem poderia perceber a nítida figura de uma bruxa naquelas asas desse inseto aterrorizador, Malvina sabia que sua avó possuía aquele poder de se transformar em mariposa para driblar os caçadores de bruxas, por isso não quis enxota-la, deixe ela pousada lá.

- Já estou imaginando que algo inesperado poderá acontecer, ela previu antecipada. Disse a neta sabedora desses feitiços, mas porem precisava guardar em segredo devido essas perseguições a essas atividades, tal qual a sua avó exercia. Malvina esperava o dia amanhecer por totalidade para dirigir-se até o velho castelo, buscava se empregar como auxiliar de assunto vampiresco; essa é sua formação, inclusive seu futuro patrão, o velho vampiro Fredy a esperava para sua contratação como estagiaria nesses variados serviços, certeza que Malvina estaria contratada, seu perfil confere em tudo que o senhor Fredy precisa para ajuda a esses afazeres não muito normal, difícil alguém preencher essa vaga, tipo de profissão quase extinta, Malvina era a pessoa certa para essas atividade, apreciava e admirava esse ramo de atividade.

A neta de dona Zuleica percebeu um trotear de cavalos que pisava ali em frente da porta de dona Malvina, a moça abriu a porta e logo percebeu, era dois cavaleiros do rei que vieram buscar Zuleica:

 

 - Estamos aqui em busca de Zuleica, o que você é dela? Perguntou o soldado em tom de voz com austeridade, Deixou Malvina muito preocupada, mas respondeu dizendo que sua avó não morava mais lá, que havia se mudado para muito longe dali, que a busca seria em vão.

Mesmo assim os soldados foram conferir, reviram todos os pertences, deixaram a casa de cabeça para baixo, mas não encontraram nada, os soldados se sentiram frustrados e disseram:

 - Essa busca ainda não acabou, nós voltaremos a qualquer hora.

 - Sinta-se à vontade, estou dizendo que minha avó não pertence mais a esse reinado, foi embora para bem distante daqui. Disse Malvina ainda meio amedrontada desviando os interesses desses cavaleiros do rei, até que os soldados batessem em retirada.

- Eles já se foram, posso voltar ao meu normal? Respondeu Malvina - sim não tem mais ninguém para nos incomodar, mas me diga onde você está que não estou te vendo? Perguntou Malvina exigindo resposta.

- Aqui oh... não está vendo essa mariposa aqui no alto da parede, sou eu. Não se preocupe, dessa estamos livres, mas logo estarei indo embora daqui.

Houve um fenômeno na natureza, o céu escureceu tamanha era a revoada de mariposas que saía da velha caverna desabitada que ficava a uns quatrocentos metros retirado dali. Em um momento espetaculoso em que a dança de horrores acontecia nesses ares e se deslocavam em direção do horizonte, ainda em forma de mariposa, despediu de sua neta fazendo recomendações para que cuidasse bem da casa e fique morando até sua volta a um dia qualquer, partiu comovida por deixar tudo para trás, nesse clima de tristeza, mas evitando qualquer situação de morte em fogueira, morriam queimadas em praças públicas, Zuleica alça voo e ainda consegue alcançar no final daquela fileira de borboletas noturnas, se infiltrou no bando e seguiu viagem para bem longe dali pelo menos uma mariposa naquele bando era diferente, tinha vida, era humana, enquanto que Malvina é contratada para os trabalhos extra ordinário no castelo do conde Fredy, ficaria a cargo de acompanhar e atender as necessidade desse velho Vampiro ainda perigoso e sanguinário, agora na condição

de estagiaria desses horrores que ocupa a vaga de sua tia Bernadete; Berna como dizia Fredy. 

 

 

segue A ESCRAVA DO VAMPIRO - 2ª parte

 

O vampiro Fredy se movia com dificuldade, mesmo que ansioso procurava por todos compartimentos daquele castelo, chamava com a voz alta e retumbante causando eco por todas as alas que existia naquele velho Castelo, exigia a atenção com insistência de sua ajudante em assuntos especiais.

urgente, se estiver me ouvindo compareça lá na capela do castelo, isso é urgente, rápido Berna. Espero você lá. (poderia se dizer o velho vampiro, estava perdendo as forças e seu envelhecimento avançava a cada hora que passava).                                      

Nesse momento nosso ser vampiresco necessita urgentemente de algumas poções de sangue, caso houvesse alguma longa demora, Fredy poderia entrar em um processo de deterioração total; o corpo desse vampiro desaparecerá em uma poça de espécie de chorume, toda sua carne se desmanchará levando ao fim transformando em um esqueleto, sem volta a vida.

Rapidinho aparece Berna que irá providenciar tudo que senhor Fredy necessitava

 

- Traga urgente, eu preciso é pra já (Fredy disse a sua criada exigindo pressa), não estou nem conseguindo me movimentar.

 

- Sim, sim!... já estou a caminho, vou arranjar esse seu sangue urgente, para já.

 

Berna encontrou com sua superior Sofia quando descia as escadarias; morada desses seres maléficos...Sofia; outra personalidade ligada às feitiçarias e bruxarias, parceira número um da criatura das trevas... perguntou com exigência de resposta:

 

- Onde vai toda às pressas com essa enorme seringa em mãos, não venha me dizer que Fredy está em crise outra vez.

 

- Vou tentar colher alguns ml de alguém por aí, sei que hoje não está fácil, mas terei que voltar com missão cumprida, caso não consiga, nem sei em que vai se dar isso (disse Berna em tempo de pressa e apavoramento, ainda conseguiu dar um tchau a sua amiga de serviço naquele castelo.)

Berna saiu pelas ruas quase deserta, estava desesperada e com urgência de coletar um pouco de sangue, seu patrão e vampiro estava em fortes crises, só um pouco desse líquido vermelho enrubescido poderia salvar desse transtorno final, Berna teria que trazer essa seringa completa desse líquido, para senhor Fredy o único recurso, e ainda mais; urgente, antes que aquele ser diabólico se desmanche entre carne e ossos.

Infelizmente, Berna não conseguiu coletar esse sangue, voltou para o castelo de seringa vazia, muito decepcionada por não ter ajudado seu patrão, agora o que teria como resposta a sua de salvar a vida de seu mestre, só se dizer que não encontrou ninguém por aquelas ruelas, foi um resultado muito sinistro para Berna, teve que pagar com seu próprio sangue, Fredy já estava quase desmoronando de tanta fraqueza, ainda mais, certo que não conseguiu voltar com a seringa cheia, no momento que Berna estava acertando as contas com esse vampiro, as serviçais do castelo, Sofia com a ajuda de uma terceira pessoa surpreendeu Berna por trás e aplicou um golpe de mata leão, a moça ficou imobilizada, caída ao chão frente a esse Vampiro, com muita dificuldade conseguiu se movimentar de seu trono enquanto se valia de suas últimas reservas de energia, abaixou onde ela estava estendida, quase batendo com seus nariz ao chão, até com a posição meio em falso, mas conseguiu cravar suas duas presas no pescoço de Berna, no momento que ele sugava esse sangue, ia se fortalecendo gradualmente enquanto a levantava  nos braços, em seguida o corpo de Berna se transformou em uma Múmia branca sem nenhuma gota desse líquido que irriga todo aquele corpo e que dá origem a vida.

 

Fredy se saciou daquele alimento, para ele sagrado até que sua boca ficou toda manchada de vermelho de mostrando uma cena de horror.

Nesses dias atuais já não se encontra mais com a capacidade de ir à caça de suas vítimas, anda devagar e suas proteções espirituais já o abandonaram, não consegue mais pousar na torre da igreja para visualizar suas vítimas, não consegue mais a metamorfose de se transformar em morcego, a velhice o alcançou e já está quase lhe aplicando uma rasteira.

Nesses próximos dias ele estará deixando esse plano espiritual, viajando para a eternidade, quer dizer, eternidade, eternidade não sei não, o mundo dos vampiros é muito transformador, pode até ser que logo ele estará na pele de um outro vampiro mais novo e mais diabólico, assim como Drácula, aí não precisará que os serviçais do Castelo saiam com seringas em mãos para tratar seu patrãozinho vampiros envelhecido.

Berna também estará de volta em uma missão vampiresca. Em breve Fredy e Berna atacando os passageiros das noites nessas ruas sombrias dessa cidadezinha.

Antônio Herrero Portilho/01/6/22. 

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