quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

A PAIXÃO DO CORRIMÃO.

                                                          A PAIXÃO DO CORRIMÃO


Estava eu aqui exposto,

estático preso neste piso de concreto.
Quase ninguém se via,
estava eu assim tão quieto.
Quando tuas mão pegavas em mim,

eu subia em direção ao teto,
tu apoiavas bem assim,
te sentia seu carinho teu calor, teu afeto.
Em momento impensado,

naquela atitude fatal,
tu vieste aproximando,
eu com minha pele tão fria,
neste meu brilho de metal.
Com milhares que me seguem

neste vai e vem desta vida,
dentre esta multidão que me apoiam,
tu és minha preferida.
Entre tantas mãos que me tocam,

nestas idas e vindas,
uma em especial me abraça
é a tua minha querida.
Teu calor me acalenta

situação incrível atrevida,
isto é próprio de você,
dentre todas as pegadas,
a tua é sem igual, inconfundível na vida.
Quando tu me abraças,

teu quadril encosta a mim,
eu sinto um comichão,
fico muito emocionado
tu me inspira carícias, e fico louco de paixão.
Quando te conheci naquela vaga ocasião,

nada tinhas nas mãos,
sentia você tão livre,
agora estou apreensível
em perde-la tenho medo.
Algo denso me resvala,

estou sentido este apelo,
é ouro e não é anel,
é uma aliança que tu tens no dedo.
Estou sentindo acabado

me sinto um nada no chão,
plantado assim desprezado,
meu amor não me quer mais,
acho que fiquei de lado,
o que tinha a oferecer,
mas meu pedido não quis atender,
meu simples amor de corrimão.
antonio herrero portilho

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