A PAIXÃO DO CORRIMÃO
Estava eu aqui exposto,
estático preso neste piso de
concreto.
Quase ninguém se via,
estava eu assim tão quieto.
Quando tuas mãos pegavas em mim,
eu subia em direção ao teto,
tu apoiavas bem assim,
te sentia seu carinho teu calor, teu
afeto.
Em momento impensado,
naquela atitude fatal,
tu vieste aproximando,
eu com minha pele tão fria,
neste meu brilho de metal.
Com milhares que me seguem,
neste vai e vem desta vida,
dentre esta multidão,
que me apoiam,
tu és minha preferida.
Entre tantas mãos que me tocam,
nestas idas e vindas,
uma em especial me abraça,
é a tua minha querida.
Teu calor me acalenta
em situação incrível atrevida,
isto é próprio de você,
dentre todas as pegadas,
a tua é sem igual,
inconfundível na vida.
Quando tu me abraças,
teu quadril encosta a mim,
eu sinto uma comichão,
fico muito emocionado
tu me inspiras carícias,
e fico louco de paixão.
Quando te conheci
naquela vaga ocasião,
nada tinhas nas mãos,
sentia você tão livre,
agora estou apreensível
em perde-la tenho medo.
Algo denso me resvala,
estou sentido este apelo,
és ouro e não é anel,
és uma aliança que tu tens no dedo.
Estou sentindo acabado
me sinto um nada no chão,
plantado assim desprezado,
meu amor não me quer mais,
acho que fiquei de lado,
o que tinha a oferecer,
mas meu pedido não quis atender,
meu simples amor de corrimão.
Antônio Herrero Portilho
Nenhum comentário:
Postar um comentário