ALCIDES;
O GRANDE AMOR DE SARITA,
Antônio
Herrero Portilho
Dona
Rosalina vivia em constante preocupação, sempre de olho nos movimentos de sua
filha Sarita, ela está próxima de completar a maioridade, mas ainda é motivo de
muita preocupação com esses comportamentos de sua filha, não é mimos em formas
de amor exagerado, lógico que uma mãe deve amar sua filha, dar carinho e boas
orientações
Dona
Rosalina pensava em voz alta:
−
Nunca vi coisa igual, essa menina não sossega o facho, esses seus gestuais a
denunciava apontando muito bem o que ela quer, tem um ardente fogo
sexual, continuadas vezes a surpreendo com a mão em suas partes íntimas, nesses
seus dezessete anos, pelo que me parece ainda não namorou, verdade, nunca a vi
com um namorado, mas, porém pretendentes não lhes faltam, vejo que esses
assédios, quer dizer no bom sentido da palavra, querem com insistência ficar em
namoro, querem namorar com Sarita, enquanto ela só pensa no
companheirismo, amizades, sem nenhum fato consumado, mas certeza, existe alguém
que povoa aquela mente conturbada dessa tão jovem garota ninfomaníaca, pelo que
eu percebo, Sarita é realmente uma garota sexo maníaca compulsiva. (Rosalina;
mãe em constante vigilância à sua filha, preocupada com esse comportamento
sexual de forma exagerada.)
Dona Rosalina sempre chega
de surpresa e flagra ela usando de suas mãos em busca de rápidos prazeres
alisando aquelas zonas erógenas, fonte insaciável de prazeres de seu
corpo.
Hoje bem de manhã se levanta
para dar início a vida cotidiana, encontrar com a turma, seus amigos estão
todos esperando para reviver novas aventuras, Joca é o rapaz mais próximo de
Sarita, não é seu namorado, mas, é como fosse, ou talvez seja em segredos,
Sarita e Joca passa a maior parte do tempo em maiores entregas, abraços e
beijos mesmo que seja, beijos facial, não gosta, até tem nojo de sentir sua
boca dentro de outra boca, eles são muitos íntimos apesar de não terem nada com
relacionamentos amoroso, pelo menos isso que eles dizem.
Sarita encontra com Joca, o
pessoal estavam reunidos na pracinha, todos conversavam colocando o papo em
dia, enquanto a turma ficaram por ali se divertindo e tomando refrigerante no
quiosque ponto de venda na calçada dessa via pública, Joca e Sarita seguiram
rumo a feira de artesanato; arte muito admirada pela Sarita, até tinha alguns
amigos artesãos, amigos apesar das idades diferentes, ao chegarem a feira, se
dirigiram para a praça de alimentação para depois, os reencontros com os amigos
que fazem exposições na feira, conversam muito sobre as habilidades com a arte
manual popular, Sarita ainda falou muito sobre sua aptidão, ela praticava o
ramo da serigrafia, estampas em camisetas e muitos outros tipos de peças
pequenas.
Depois
de algumas visitas Sarita e Joca chegam a banca do senhor Alcides que trabalha
no ramo de entalhes em madeiras, mal chegam a barraca de seu amigo Alcides, o
telefone móvel de Joca toca, era uma chamada de seu pai, pedindo para que ele
volte para casa, o pai de Joca está precisando de uma ajuda no serviço na
oficina mecânica, muitas vezes seu pai convoca seu filho para essa ajuda, ele
gosta de ajudar na oficina, para ele se vestir das roupas manchadas de graxas é
uma grande satisfação se mostrar um rapaz responsável, ele vai ao encontro de
seu pai, acha ele que existe hora para trabalhar, e hora para se divertir.
Sarita disse a Joca para que
ele vá atender ao chamado de seu pai que é muito mais importante, para os
nossos lazeres nunca vai faltar tempo e oportunidades, ela fica nos encontros
com os amigos das exposições, com os papos com seus amigos, deixe para depois a
companhia nessas visitas.
Sarita chega até o ambiente
de Alcides, a porta de seu atelier estava fechado, esse artesão fazia um
trabalho especial, não podia ficar expostos a vistas de todos, a menina não
pretendia abrir a porta de surpresa, com educação faz um barulho proposital, em
seguida o chama pelo nome, perguntou se podia entrar, Alcides deu a permissão,
mas, porém correu e jogou uma toalha de mesa em cima da estátua a qual ele
estava entalhando, queria ocultar dos olhos da menina, menina pelo jeito de se
expressar, essa garota já estava próximo de completar a maior idade, conforme o
documento de certidão de nascimento.
Entrou se sentou no
banquinho ali bem próximo de Alcides, com a presença da menina, Alcides ficou
meio tímido, se envergonhou por alguns instantes, disfarçou se como não
estivesse fazendo nada, antes que ela entrasse, rapidamente escondeu a peça que
estava confeccionando debaixo de alguns panos para que Sarita não visse o que
ele estava entalhando.
− Seu Alcides, porque
escondeu a peça que você entalhava... trabalhando? Eu estava curiosa para ver
essa sua arte no entalhe, se for algo obsceno, não precisa se preocupar, somos
amigos há tantos anos, nada mais é segredo depois daquele último encontro. disse
Sarita tentando diminuir o acanhamento do senhor Alcides que no momento
entalhava uma peça de um homem nu, pedido encomendado por uma senhora turista
espanhola, agora morando no nosso país temporariamente, no momento Alcides se
obrigou a mostrar, tinha em mente que aquilo não passava de uma peça de arte,
certo que ela já estava em uma idade adulta, nas atuais altura dos
acontecimentos, nada mais seria segredo.
Ela ficou pasma com aquela
estátua entalhada em madeira de cedro, setenta centímetros de altura, já estava
nas finalizações, alguns poucos reparos, vernizes e logo estaria pronta essa
peça, ficou acertado para que eu a telefonasse, aliás acho melhor ir já
providenciando.
Alcides – Sarita, por favor,
pegue esse número de telefone, telefone para ela, diz que já está pronta a peça
dela, se quiser poderá vir buscar. Assim feito, Sarita ficou muito emotiva, ela
abraçava a estátua entalhada e queria somente para ela e dizia: – Eu quero esse
entalhe somente para mim, não a deixe leva−la, me dá para mim, eu a quero para
mim.
– Não tem como eu te dar,
posso fazer uma para você, mas essa é da espanhola, ela me pagará um bom
dinheirinho por essa arte, depois dessa vou tirar por conta própria, uns dias
de folgas. (disse Alcides)
Enquanto esse artesão
finaliza com os últimos retoque na peça, enverniza a deixando em brilho,
realmente Sarita tinha razão, ficou uma bela peça, um primor de arte, uma
lástima ter que dispensa lá, gostaria de ficar com ela para sempre,
infelizmente logo essa estátua entalhada em madeira de cedro seguirá viagem
para a Europa, estará exposta em uma sala muito distante desse país, mas na
verdade Sarita não ficará frustrada por muito tempo, Alcides entalhará uma arte
somente para ela, desse mesmo tronco que foi extraído esse homem nu, feito para
a espanhola, o pedaço daquela madeira estará reservado para uma peça exclusiva
para Sarita, Alcides não entalhará uma estátua de homem nu, mas será feito em
entalhe aquele pedaço do homem que Sarita tanto venera.
− Fica assim minha querida
amiga, vou fazer uma arte somente para você, não será um homem nu, mas uma
parte dessas que vive pendurada dentro das calças, imagine bem de que estou
falando... pensou... então já sabe.
−−
Eu estou no aguardo, vou te cobrar sempre esse meu presente especial, promessa
é dívida. (disse Sarita em tom de cobrança antecipada.
Der repente Alcides teve a
percepção que um carro desses mais modernos já fabricado nessa terra, estaciona
no lado de lá da rua, ele já sabe de quem se trata essa figura, olhos claro,
cabelos cor de ouro, vindo se aproxima ali perto da barraquinha de artesanato,
aquela mulher fantástica a cada vez que ela se apresenta próximo de Alcides,
esse senhor fica pasmo diante daquela beleza, ela é muito liberal, tem uma
visão moderna no que se trata sexualidade, em papos com suas amigas em que se
arranjou por aqui nessas terras, ela bate no peito e diz com galhardia:
−− Não fico um dia sem
transar, não dou sossego para essa minha xereca, por enquanto ela não reclamou
em nada, então pau nela. Na hora desses meus fogos ardentes, pego o homem que
estiver mais próximo, para mim o importante é apagar essas minhas labaredas,
caso for um homem compromissado com casamentos, pouco me importa, eu quero é
mais e mais, fodas essa esposa traída, sinto prazer até no olhar nas virilhas
masculina e sentir aquele volume, caso não tem jeito mesmo, e aparecer uma
mulher lésbica, vai assim mesmo. (isso é o que ela comenta com suas amigas
nesses bares da vida aqui nessa terra em que ela adotou temporariamente, mais,
pelas obras de artes que ela admira, já pode ter uma ideia de quem se trata
essa espanhola linda e fantástica, mas muito promíscua.
O artista artesão ao
perceber aproximação da dona da peça de arte, a mesma que viera buscar conforme
o chamado pelo telefone, a espanhola pega a peça, coloca em pé em cima do
balcão, fica admirando por vários momentos, conversa pouco com esse artista, de
posse de uma dessas formas de pagamentos e de posse dos dados de Alcides, ela
envia uma grana alta para a conta de Alcides que no momento ficou até muito
assustado pela quantia, ainda alertou a compradora.
−− A senhora não se enganou
no envio desse pagamento, vejo uma quantia alta. Disse Alcides)
−− Não se preocupe pobre
homem, isso que estou te pagando é um agradecimento pela minha satisfação, esse
total pago pelo seu serviço, a meu ver não passa de um precinho de um
refrigerante comprado ali no barzinho da esquina.
−− Tudo bem, muito obrigado
pela sua preferência, estarei sempre por aqui para atender essas melhores
freguesas, te amo espanhola. (Disse Alcides)
Ah... já ia me
esquecendo, amanhã vou viajar para o Nordeste, gostaria que você viajasse
comigo... vamos nessa seu Alcides, prometo que vai acontecer tudo aquilo que
aconteceu aquele dia que fomos buscar no sítio o tronco de madeira de cedro que
você entalhou essa peça. (Disse a Espanhola prometendo tudo aquilo,) quando a
estrangeira percebeu o som da descarga do sanitário, viu que Alcides não estava
sozinho, pois o compartimento era de pequenas dimensões, o banheiro ficava bem
ali pertinho, percebeu que havia uma terceira pessoa ali naquele
ambiente, ela não sabia que Alcides estava com visita, ou quer dizer, Alcides
dizia que Sarita era sua ajudante nesses trabalhos, Havia saído para ir ao
banheiro, quando voltou de ponta de pé para surpreender Alcides, pegou Alcides
e a Espanhola conversando em altos papos, parece que a menina ficou enciumada
de Alcides em apego à Espanhola)
O senhor artesão depois da
compra finalizada, acompanhou a estrangeira até o carro, se abraçaram se
despedindo, mas ela voltará na manhã mais próxima. Sarita sentiu uma reação
negativa em seus sentimentos, era o ciúme que ela sentia pela primeira vez, não
conseguia aceitar a condição que Alcides e a estrangeira já tiveram um caso,
isso é o que Sarita ouviu quando estava no banheiro muito próximo de Alcides e
Espanhola, Sarita também já teve um caso com Alcides, mas de forma que a menina
continuava virgem, para Alcides, Sarita abriu uma segunda opção, uma nova
vereda em que o artesão vinha pelo costado.
Ela percebeu nesses momentos
que seus dias já não são os mesmos, seria muita ingênua de sua parte pensar que
ela seria a única na vida de Alcides, mas porém está enganada, ele se relaciona
com várias garotas durante a semana, a Espanhola é transa antiga de Alcides,
enquanto que Sarita é apenas um simples contato sexual com essa menina,
enquanto ela pretende repetir outras vezes, mas com a Espanhola na área, acho
que não sobrará oportunidade, repleta de ciúme fica imaginando o tempo todo os
dois na cama, Sarita fica entediada, sofrendo em pensar estar no lugar da
estrangeira.
Já está chegando as
dezessete e trinta horas, ela sabe que sua mãe só lhe dá liberdade para seus
passeios até as dezoito horas, sendo assim a pombinha sente a obrigação de
levantar voo, voltar para casa, só isso lhe resta, o artesão ainda entrega o
molho de chaves para que Sarita abra o ateliê todos os dias e arrume as coisas
em seus devidos lugares, ela se compromete com esse pedido de Alcides
Se despedem cordialmente e
retorno a antiga morada, quer dizer sua casa.
Enquanto isso sua mamãe
Rosalina a aguarda para o café da tarde. como Sarita sempre foi muito mimada,
sua mãe deixa tudo arrumado para a princesinha, só se sentar à mesa e saborear
tudo aquilo de gostoso que dona Rosalina sempre fez questão de servir a gosto
da menina.
Logo ela chega, bateu o
portão com um pouco de força, depois bate a porta da sala com bravura, sua mãe
vai ao encontro dela, pergunta o que aconteceu, ela não responde nada com a
cara cheia de revolta, dona Rosalina fala de seu café da tarde que já posto a
mesa, entra no quarto, se joga na cama, deitada de barriga para baixo como se
estivesse muito cólera, sua mamãe correu para ela foi perguntando o que
aconteceu.
− O que houve de errado
minha filha? O que houve para tanta revolta.
− É que meu amigo vai
viajar, com uma de suas amigas, estou muito nervosa por isso, maldita turista
Espanhola, vai ficar com ele enquanto eu fico aqui nessas condições, com essa
eu não contava. Mãe eu gosto muito dele, seu Alcides é meu homem, eu o amo muito,
mas a turista espanhola se ofereceu como uma das maiores biscate, eles foram
para a região do nordeste, ficarão por lá por mais ou menos uma semana, eu
quero que ele volte logo.
O sofrimento de Sarita durou
apenas uma semana, Alcides passeou bastante com a turista Espanhola, conheceu
várias localidades turística, pernoitavam nos hotéis mais luxuosos de cinco
estrelas, mas de surpresa ela recebeu uma mensagem urgente, teria que voltar
rapidamente para seu país, aconteceu alguns imprevistos nas suas empresas,
houve um desfalque milionário nas finanças de sua empresa, por isso foi chamada
a comparecer rapidamente, assim a musa dos cabelos de ouro seguiu na direção de
sua tão grandiosa Espanha. Assim feito, Alcides volta novamente para seu ateliê
nessa feira de artesanato.
Naquela madrugada do raiar
daquele sábado, Sarita resolveu sair bem de manhãzinha, seguiu aquelas ruas
desertas na direção do Ateliê do seu Grande e amado Alcides, chegando colocou a
chave na abertura, rodou e empurrou a porta e entrou, grande foi a surpresa
quando ela acendeu as luzes percebeu as costas nua, mas a certeza já estava
confirmado, era Alcides que estava ali dormindo em sua caminha de campanha, de
solteiro, Sarita não pensou duas vezes, deixou do lado o balde e material de
limpeza, entrou para debaixo das coberta e assim terminou dormindo esse resto
de manhã, quando Alcides percebeu que a menina estava ali em seu leito de
dormir, ficou muito contente, parece que agora a paz vai reinar.
Joca ainda procurava por
Sarita, foi até o ateliê de Alcides, chamou muito pela Sarita, mas quando
percebeu que não havia respostas, foi embora, seguiu seu caminho deixando
Alcides e Sarita se abrigando do frio daquela manhã.
19 de
novembro/24
SEGUNDA
PARTE
Sarita nessa manhã segue em
direção ao comércio, chama pelo carro do aplicativo, entra e movimenta destino
centro de compras, hoje pretende fazer seus passeios longe da companhia da
turma, pelo que parece seus amigos estão todos dispersos, talvez por estar
muito cedo, ao ver desses adolescentes preguiçosos preferindo ficar mais tempo
na cama, contrário de Sarita que está sempre em movimento, chegando a seu
destino já dá início a suas visitações, o cheiro dos lanches da manhã não passa
despercebido, ontem sua conta no aplicativo deu um sinal, parece que ela
recebeu um bom dinheirinho, seu pai separado mandou-lhe a mesada de cada mês,
agora já pode comprar aquilo que estava em planos, ela gosta de comprar
roupas... dessas estravagante assim como jaquetas e calças de tecido azul
marinho grosso, brincos e variadas joias de pequenos custos.
Ela se senta sobre a mesa da
lanchonete, enquanto segura suas sacolas e pacotes de compras, saboreia seu
lanche de sabor ao qual ela escolhe muito bem; paladar refinado.
Sarita é uma moça muito
bonita, muito mais agora que de uns seis meses adquiriu um corpão, quem a viu
no final do ano recente passado, nos dias atuais precisa de recorrer muito bem
a memória para reconhece-la, verdadeira estatura de modelo, sem mencionar o
rosto bem delineado dessa lindeza, ainda não completou a maioridade, mas
qualquer um que não a conhece olhando para Sarita percebe que aquele corpo é de
uns dezenove anos.
Essa formosura de Sarita
atrai muitos admiradores, esses da mesma facha de idade da menina, se aproximam
a assediam com muitas palavras de conquista elogiosas, se mostrando pretendente
a namorado, mas Sarita gosta mesmo é de homens maduros, cinquentões, sempre
preferiu os mais experientes, seu Alcides apesar da idade paterna vendo pela
idade é realmente seu grande amor, ela não pretende se enriquecer casando com
homem rico, não tem essas ambições, tanto é que seu Alcides é uma pessoa muito
simples, até trabalha com artesanatos, mas porem Sarita adora ficar por perto
dele, não se sabe se trata de amor, amor... mas existe reciprocidade nessa...
pode se dizer, vivência apesar de ter havido algumas relações carnais... bem a
maneira deles, pois Sarita ainda continua inviolada, mas não pode se negarem
que não passa de uma relação.
Nessa manhã, Alcides
percebeu a falta de matéria prima para seus trabalhos, a madeira de cedro e
cerejeira por serem mole de maneira que facilita os entalhes, Alcides sabe
muito bem onde encontrar essa madeira, muitas árvores dessa qualidade se
secaram devido o tempo de vida, os troncos de cerejeiras e cedros ainda existem
em abundância, seu Alcides poderá extrair esses troncos mais uns cinquenta anos
que ainda não acabam, tem muitos, assim muitas peças entalhadas ainda poderão
ser feitas.
O homem artista amigo de
Sarita pede para que ela aguarda um pouco ali em seu ateliê, vai sair um pouco,
só uns minutinhos, diz que vai abastecer seu carro no posto ali bem próximo,
terá que buscar madeira para confeccionar seus trabalhos, esse local é um pouco
longe, só uns vintes quilômetros, certeza, vai voltar lá pras dezoito horas.
Enquanto
Sarita espera o retorno de Alcides quando vai completar o tanque de seu carro,
ela fica pensando em ir também, um passeio na beira do rio sobre as cachoeiras
vai lhe fazer bem, para esses dias de intenso estresses resta saber se Alcides
aceitará essa companhia, isso é o que veremos, ele está chegando aí, lhe fará
essa a proposta.
Der
pente Sarita ouve o barulho da batida de uma porta de carro, Alcides já estava
de volta da ida ao abastecimento da caminhoneta, nesse momento prontinha para
pegar a estrada, sobre a ida de Sarita como acompanhante dessa curta viaje nada
se comenta, mas, porém, a menina salta a frente das palavras e se oferece como
ajudante, Alcides antes de conceder a carona, pensa muito na possibilidade
dessa companhia menor de idade, mesmo que esteja nos próximos meses que lhe
faltam para completar os dezoitos anos.
-- Eu te levarei comigo com
uma condição, com a permissão de sua mãe, se sua mãe me autorizar eu a levo,
mas já fica sabendo, terá que pegar no pesado, essas madeiras pesam muito,
vamos encher a caçamba da caminhoneta.
- Eu prometo, vou ajudar
muito, você vai ver, seu Alcides. Disse implorando com insistência Sarita.
- Tenho que trazer bastante
matéria prima para meus entalhes, está agendado cinco grandes trabalhos que me
trará aumento na conta, dinheirinho extra, isso é bom.
- Bem... Isso é sua mãe que
vai decidir, caso ela liberar, poderá tomar o banco de carona, te levarei
comigo, OK? Disse Alcides.
-- Certeza minha mãe vai
conceder esse pedido.
-- Mas, porém, preferia que
você não fosse, pode me causar problema com a justiça, apesar de você se tratar
de uma enorme mulher e bem segura de si, nas vésperas de completar a maior
idade... Bem! entre aí no meu carro, vou te levar lá na sua casa, sua mãe é
quem decidirá. Disse Alcides.
Alcides e Sarita se dirige à casa da mãe, chegando à presença de dona Rosalina;
mãe de Sarita o pedido é feito, dona Rosalina os recebem, aí começa um longo
papo, algo interessante fora descoberto em toda essa questão da idade dessa
menina, dona Rosalina, em conversa com Alcides foi revelado uma verdade.
-- Para o bem da
verdade, Sarita, a idade da menina, não está correta, está escrita em registo
de forma errada, em registro de nascimento, Sarita está faltando dias e mês,
para completar os dezoito anos, ela nasceu em um ano bissexto, o escrivão postergou
a data de nascimento de Sarita, poderia anotar vinte e oito de fevereiro, assim
ficaria correto, mas não sei por cargas d’águas ele anotou nove de março, já
passamos do dia vinte e oito, então ficou assim, na verdade ela já passou dos
dezoitos anos, vendo por esse lado, Sarita já pode decidir por si, depois
desses descontroles sobre a idade da menina, eu a autorizo a todos os atos que
ela vir a praticar, por mim ela já está liberada, disse dona Rosalina com muita
convicção.
-- Ouça aí dona Rosalina,
não sou eu que estou insistindo para que ela vá comigo, é ela que quer por
todas as formas me acompanhar nessas curtas viagens, agora todas as vezes que
ela me pedir, a levarei para todos os lugares, sendo assim, já poderemos seguir
nossa viagem.
--Lá vamos nós. Thau mamãe,
estou livre para voar.
--Depois dos nossos
vuco-vuco, difícil será explicar isso para as autoridades, essa idade meio
Mandrake. disse Alcides.
--Faltasse poucos dias para
Dezoito ou dezessete, pouco se importa, eu e Alcides e dane-se nossos anos de
vida, dizia Sarita em proclamação a liberdade enquanto o veículo de Alcides
rodava na estrada de terra batida em direção à vila agrícola situado a mais ou
menos a uns vinte e cinco quilômetros a contar dês da periferia da cidade,
perto, logo chegará lá.
-- Já estamos chegando, vou
fazer o contorno na rotatória e seguir a rua que passa a frente da colônia de
agricultores, as nossas madeiras estarão lá no fim dessa via de acesso, o rio
das corredeiras passa por trás da reserva florestal
primeiro vou pegar as
madeiras, deixar a caminhoneta carregada, pronta para o regresso, depois de dar
uma passeada pela casa de minha tia, agradecer meu sobrinho por ter separado a
madeira para mim depois seguirei em direção da barranca do rio, quero me refrescar.
enquanto isso Sarita se enturma com um grupo de mocinhas e rapaziadas e também
segue para as corredeiras, Sarita fica com Alcides enquanto as meninada se
dispersa por aqueles matos, ela percebe a solidão no ambiente, se despe
de suas roupas ficando toda nua, se apresenta para Alcides, nesse momento
aqueles corpos se aquecem e chegam em temperatura máxima, ela se oferece por
inteira, Alcides corresponde à altura, o amor acontece com intensidade, confirmou
para que veio, assim o amor acontece, e se esvai por completa de vaidade, nas
profundeza de seu ser feminino, agora pode se dizer que independentemente da
condição de idade, ficou confirmado definitivamente que Sarita se tornou uma
mulher feita, pronta para seguir a vida.
A tarde se aproxima, Alcides
e Sarita segue alguns passos até à caminhoneta, despede do pessoal e pega a
estrada de volta ao aconchego, as dezoito horas precisamente chega à cidade,
leva a moça até sua casa, faz o retorno e vai em direção a seu ateliê,
descarrega as madeiras, mal acabou de descarregar voltou o fazendeiro lhe
cobrando a encomenda, seu Silva encomendou que Alcides esculpisse a imagem de
dois touros e uma vaca Holandesa; as mesmas que tem como criação em pastos lá
na sua propriedade.
Alcides alegou que lhe
estava faltando madeira, mas que agora já resolveu esse problema, lá pelo fim
do mês todas suas encomendas atrasadas serão entregues. amanhã recomeçarei
minhas atividades. despediu do senhor Silva, e assim ficou confirmado. Fim do mês
entrego os trabalhos em encomendas. Boa noite.
01 de dezembro de 2024/*
Antônio Herrero Portilho – autor
A
SEGUNDA FAMÍLIA DE SARITA, ALCIDES A PARTE.
Dona Rosalina trabalhava
duro para levar a comidinha para casa e dar conta das despesas de cada
dia, rotina que perdura todo o mês, se sacrificava bastante, mas porém, não
lhes faltava nada nem para ela, nem para a menina Sarita, contava com dois,
quatro ou cinco salários baseados nos mínimos referente aos anos daquelas
épocas, dos anos de noventa, podia contar todos finais de meses com essa soma,
nunca foi uma mulher com um rabicho de filharada, se colocava como filha única, fruto de um
casamento desfeito, Rosalina infelizmente ainda sofreu uns cinco anos com essa
união, não por violência doméstica, Romualdo nunca levantou a mão contra
Rosalina, a causa das desavenças baseava em infidelidade, apesar de casado,
Romualdo continuava com suas transas costumeiras, mas porém tinha Rosalina sua
esposa em primeiro lugar para todas as decisões, o pai de Sarita deixou as
responsabilidade conjugais para viver na liberdade dos costumes de solteiro,
não era nenhum vagabundo, trabalhava nessas indústria de tecelagens, sempre foi
bem remunerado, encarregado de uma seção, chefiava uma equipe de uns dez
operários, por incrível que pareça, o pai de Sarita era um homem muito
responsável, quando se dizia trabalhador chefe de uma equipe, diferente
das condições de casa, correto com suas obrigações, entregava suas peças
trabalhada com sua equipe a qual liderava, em tempo hábil .
Nesse final de ano, Senhor Romualdo ficará fora do trabalho por alguns quinze
dias, precisa de descanso e lazer, organiza uma viaje para o litoral, com sua
outra pequena família, segundo casamento do senhor Romualdo, pai da menina
Sarita, estão quase prontas para pegar a estrada, agora despertou uma nova
condição, levar Sarita nesse passeio no litoral, precisa saber se ela aceita
essa proposta, não custa tentar. Enquanto isso Marlene segunda esposa do pai de
Sarita fica arrumando as malas nos compartimentos do veículo, Romualdo pegou o
carro de Marlene para ir à casa de sua filha, perguntar a ela se gostaria de
acompanhar nesse passeio de ida a praia. Mas como já era previsto, Sarita havia
saído nessa manhã e não voltaria até as quatorze horas da tarde, foi essa a
mensagem que a menina Sarita deixou escrita para sua mãe, para ele nem tudo
estava perdido, começariam essa jornada lá pelas horas noturna, para ele
dirigir sem a luz solar favorece mais as atenções na pista, ou na madrugada do
dia seguinte, como faltava pouco menos de trinta minutos para chegar as
quatorze horas, Romualdo ficou aguardando a chegada de Sarita, enquanto ainda
começa umas namoradinhas, ela sempre criticou as decisões tomada por esse
senhor amaridado por breves tempos de sua vida, mas todas as vezes que Romualdo
e Rosalina se encontram frente a frente, rolava aquele clima, logo rendia
algumas transas, apesar de separados, certeza, ainda existia uma aderência que
ligava esses dois corpos, foi assim que se deu a gravidez da primeira filha;
Sarita, foi nessas visitinhas que Rosalina se engravidou de Romualdo,
quando Rosalina estava na área de serviço, Romualdo, passou pelas costas da
Rosalina quando dizia que iria ao banheiro, mas logo se vê que toda aquela
investida era intencional, passou por aquele corredor e refregou a virilha no
bumbum de Rosalina, quando voltava do banheiro repetiu o feito, ainda usou do
tato para sentir o calor da pele que parecia uma seda de gostosura, de sua ex-esposa;
mãe de Sarita, enquanto aguardava a chegada da menina, Romualdo atentou para
umas aventuras, nem foi preciso usar um texto falado de persuasão, aquela
atração ainda movia montanhas, Rosalina toma a iniciativa, pega seu ex-marido pela
mão, como nos tempos de casados, vão seguindo aqueles fluxos dos bons ares, as
afluentes nesses desague terminaria no quarto de Rosalina, Romualdo nunca disse
dessa água não beberei jamais, porque a dissolução do casamento não extinguiu
todas essas química do amor, ainda existe alguns resquício da alquimia
transformadora de antigo amor para brilhantes prazeres.
A maioria dos casais
separados quando se encontra longe dos olhos curiosos, atenta para mais uma
transadinha, saudade das crianças é apenas uma desculpinha, aí muitas vezes
acontece um repeteco de tudo já vividos.
Logo
chega a hora marcada do retorno de Sarita, mas esse casal ainda não deu conta
do perigo que está para acontecer, e acontece, a menina é muito pontual, entra
porta a dentro de sua casa, cuidou para não fazer barulho, achou estranho, as
portas e janelas estavam abertas, procurou pela sua mãe no quintal não
encontrou, só faltava procurar no quarto, pensou na possibilidade de sua mãe
estar doente trancada no quarto e algumas sugestão por não encontrar dona
Rosalina, último recurso foi esse; procurar ela em seu quarto, muito
calma e atenta com muitas preocupações, tocou a mão na maçaneta, em seguida
empurrou a porta, ela presenciou aquela cena tão imprópria para seus olhos, seu
pai e sua mãe estava em meio a uma relação, nem ouve tempo hábil para se
cobrir, a menina flagrou toda aquelas vadiagem, Rosalina não conseguiu palavras
para se desculpar, depois de presenciado aquela situação, virou as costas e
dirigiu se a sala, distraiu um pouco assistindo a televisão até que os dois
amantes se vistam e em frente a verdade vistas, difícil é agora os dois encarar
Sarita e até fazer o pedido para que viagem juntos para o litoral nesse final
de ano, Seu Romualdo sentiu dificuldades para pronunciar qualquer que seja
frase ou diálogo com essa sua filha que assistiu tudo, mas porém se esforçou um
pouco e aí saiu a voz. Abrindo o jogo disse que estaria viajando para o
litoral, pensando assim veio convidar ela para que fosse junto, ela aceitou e em seguida
perguntou que hora sairia, Romualdo disse que pela madrugada, quero chegar bem
de manhãzinha, arrume suas coisas que na hora que sairemos passarei por aqui,
não se preocupe com espaço no carro, você até poderá continuar dormindo, Depois
da meia noite, qualquer hora estarei passando por aqui.
Romualdo chegou a uma hora e
dez minuto da madrugada, Sarita ouviu o barulho do carro quando parou frente ao
portão, nesse momento ela percebeu que estava na hora de partir, sentiu que a
beira daquelas abundâncias de águas tinha um caloroso sol brilhando e
bronzeando peles, cútis e até epiderme, sobre raios fortes e penetrantes,
Sarita despediu-se de sua mãe, jogou a mochila nas costas, sua mamãe ainda
recorreu a alguns conselhos, coisa de mãe cuidadosa, ainda arriscou dizendo a
sua filha.
– Sarita; se cuide, juízo
nessa cabecinha cheia de cabelos, hora despenteada esvoaçada, está me ouvindo,
menina?
Sarita parou, olhou para
trás e disse em tom de brincadeira.
-- Depois daquela cena que
presenciei lá no quarto ontem à tarde no ‘Papai e Mamãe’, olha aí quem me diz
Juízo. Ah. Stop, pare mamãe...
Nesse instante o carro
começa a se movimentar, logo dirigem a rodovia, enquanto vai em direção das
águas marítimas forradas de areia feito praias, Sarita dorme, o escuro da
madrugada vai aos poucos desvanecendo, logo os raios solares atingem a
superfície terrestre nesse hemisfério da América do Sul, trazendo um dia
intenso de calor, com as ondas vão chegando de longe o frescor remediando os
trinta e nove graus no termômetro, assim fica necessário alguns mergulhos; tudo
que os corpos pedem em suplicas por algumas horas encobertos de águas.
Romualdo chegando nessa
manhã a esse litoral, trazia como passageiras Sarita e sua esposa Marlene,
ambas dormiram quase todo o trajeto, não foi uma viagem tranquila, o
congestionamento dos veículos a passeio estavam intensos, parece que todos
veraneios resolveram pegar a estrada na mesma hora, mas, porém, apesar dos
pesares, chegaram bem.
Estacionou seu veículo de
frente a casa adquirida para esses passeios de verão, descarregar as bagagens,
arrumar tudo depois de muitos dias fechada e desocupada, Romualdo se apressa
para fazer o café, enquanto Marlene e Sarita vão à padaria ali bem próximo para
comprar todos alimentos necessário para uma boa refeição da manhã, as duas
meninas aproveita para visualizar o cenário que estará pela natureza mostrando
o mar verde esmeralda cravado pelos raios intenso de calor, agora essa estação
do verão dá passagem para receber os banhista se expondo ao
bronzeamento, e só abandonarão seus postos depois que o sol esfriar.
Marlene e Sarita depois da refeição da manhã dirige-se para os mergulhos se
banhando nas primeiras ondas que surge nesse começo de dia.
Enquanto isso Romualdo
desaparece em meio aquela multidão que faz presença nessa beira mar, ele vai ao
encontro de seus amigos que reside nessa cidade litorânea a qual ele nasceu e
cresceu dês de longas datas, bater papo, jogar um carteado, vôlei de arei e
outras atividades, enquanto isso Marlene e Sarita se diverte na areia, água e
mar, um fato ficou confirmado, as duas garotas se firmaram em uma amizade
fenomenal, dês da partida na madrugada, até de manhã, ainda não tiveram
conversados, apenas se firmaram em rápidos cumprimentos, depois que chegam para
o passeio, começaram longos papos, pode se ver que se tratam de duas amigas
muito verdadeiras; Sarita e sua quase madrasta.
Durante esses três dias,
Sarita se divertiu bastante nessa cidade praiana, conheceu os clubes de danças,
passeios pelos calçadões, praças de alimentações centro de compras em Shopping.
desfrutou de tantas horas de lazer que até esqueceu de seu mais querido
namorado cinquentão, artista em entalhe de estatua em madeira, Alcides sempre
foi a paixão de Sarita, ela não o troca por nenhum jovenzinho cheio de vigor,
mas porém a menina diz sentir saudade de seu par romântico, Alcides está um
pouco desaparecido, também viajando, ela só sabe que ele saiu para resolver
alguns assuntos de família pai mãe e irmãos, negócios agrários, seu pai estava
em negociação uma fazendinha modelo, mas, o artista prometeu que logo voltaria,
despediu de Sarita já a quase uma semana.
Ela conheceu outros jovens
da sua mesma faixa etária, mas era de Alcides que ela amava de paixão, além de
ter o dobro da idade que ela.
Quando chega a segunda
feira, já se pode perceber que a cidade ficou bastante vazia, os visitantes de
verão já seguiram rumo às suas moradas fixadas em outras cidades, Romualdo,
Marlene e Sarita já se prepara para levantar acampamento, se arrumam todas as
bagagens no porta mala do veículo, dorme um pouco para pegar a estrada na terça
feira, imaginando que o trânsito está mais aliviado fluindo com mais
tranquilidade, nas primeiras horas da terça feira seu Romualdo dirige-se a
caminho de seu lar doce lar, não esquecendo que dessa vez tem uma passageira
muito especial a bordo; sua filha Sarita.
Foram longas horas nessa
viagem de volta, o cansaço abateu a menina, enquanto a aquilo que parecia lazer
para aliviar das intensas tarefas do dia a dia, agora transformaram em canseira
devido a viagem. Depois de longas horas de pernas dobradas no carro, tentando
dormir, até que chegaram, Romualdo deixa Sarita no portão de sua casa, logo vai
em direção do ponto final, precisa de descansar, esse marido de Marlene está
quase em estafa, fadigado por permanecer estático frente ao volante do carro,
mas agora chega a hora de desfazer da bagagem, mas, Romualdo não se preocupa
com essa descarga, deixa tudo para amanhã bem cedo, ele ainda goza de suas
féria, nesse outro dia terá mais tempo para refazer as energias, tudo ficará
como antes.
Sarita ao acordar no outro
dia, não tinha como esquecer, lembrou de seu namoradão, precisava ir até o
atelier para saber se Alcides havia chegado de sua ida às visitas de sua a
família em outro estado, desceu a rua em direção da feira de artesanato, ficava
um pouco longe da casa de Sarita, enquanto os relógios marcavam as quase noves
horas dessa manhã, horário de clima fresco.
Chegando próximo à oficina
de trabalho de Alcides, percebeu que tudo estava fechado, até parecia
abandonado, mas ainda o carro de Alcides estava lá, parece que ele optou por
viajar de ônibus, ela se sentou em uma banqueta que existia ali bem próximo a
porta de entrada do artista, Sarita ainda permaneceu por ali, conversando com
uns amigos além de folear uma revistinha, para passar o tempo, estava ciente
que nesse dia Alcides votaria da viagem, aguardou até um certo tempo.
A menina estava ansiosa para
reencontrar seu tão queridíssimo Alcides, daí dentro de alguns minutos
estaciona um carro de aluguel, Alcides desembarca ali mesmo na calçada de seu
estabelecimento, recolhe as bagagens para o interior de sua oficina de arte,
depois dos cumprimentos, como habito, mais que depressa, Sarita faz um saboroso
café, enquanto isso direciona seus ouvidos a escutar as novidade trazida de seu
Alcides que relata muito sobre sua família que fixava residência nessa região
sul desse país, os pais de Alcides possuía algumas propriedades, entre casas,
estâncias de gado de raça e vacas leiteiras nessa propriedade produtora de
queijos exportação, entre outros embutidos, esse cinquentão namorado de Sarita,
logo se vê que tem origens nobres, nunca gostou de viver grudado em seus pais,
essa vida de pessoa simples ele escolheu dês dos tempos quando aproximavam os
anos noventas, quando começou seguir um grupo de movimentos jovens que se
vestiam em trajes extravagantes, protestavam os costumes e comportamentos
daquela época dos anos de mil novecentos e noventas
Alcides era um desses jovens
rebeldes, que adquiriu influências hippie, de décadas passadas, deixou sua rica
família com todos confortos oferecidos pelos seus pais para viver uma vida
totalmente desprovido de tudo, ainda Alcides continua com sua forma de pensar,
mas vive em outro ambiente e sempre em mudanças de lugar, hoje ele está
residindo nessa praça, amanhã não se sabe para onde levantará voo, logo se vê
que Sarita: sua namoradinha é apaixonada por ele devido essa sua vida
simples não se preocupando com a cama que dormiria hoje, nem com os banquetes
que a muitos anos não repetiu, durante esses vais e vens dessa vida maluca de
Alcides, conheceu uma moça que também estava engajadas nesses movimento,
namorou alguns tempos, noivou por alguns meses, foi daí que aconteceu esse
casamento, esses laços matrimoniais perduraram por alguma meias décadas, a ex-esposa
de Alcides não quis acompanhar nas
andanças, se separaram deixando um menino, hoje um rapaz de idade acima de um
ano e pouco de Sarita, nessa visita ainda compareceu a casa de sua êx, visitou
seu filho, apesar de muitos anos não visto, demostraram elos de união, fizeram
alguns passeios nessa cidade localizada no sul do país, foram até as fazendas
de seus pais, visitaram as fábricas de Embutidos de carnes animal, ele percebeu
esses Laços apertados de união a essa família de Alcides deixada para trás, em
meio a essas tantas visitações e companheirismo, fixou acertado que um dia mãe
e filho faria uma visita para seu pai, isso não demorará. ...Infelizmente o
namorado de Sarita durante essa visita aos seus familiares, não conseguiu rever
seus pais, também viajavam, havia ido para o exterior, se consultaria com uma
equipe de médicos cientista no campo da oncologia, o pai de Alcides foi
diagnosticado por uma doença muito agressiva, sentia que havia uma úlcera de
tamanho desproporcional em que aos poucos estava destruindo seu intestino, o
milionário industrial, pai de Alcides possuía muito dinheiro, e usando de seus
recursos financeiros busca em outros centro de tratamento a cura desse tumor
maligno, infelizmente muito difícil reverter para melhoras apesar de muitos
exames, pesquisas das mais avançadas tecnologia na medicina, todos os
resultados confirmado o mesmo que os médicos do país do pai do namorado de
Sarita morava disse, não houve progresso nesse tratamento, foi decidido que o
óbito do senhor Alonso está previsto, no mais tardar, um ano e meio, Alcides
perderá seu pai, ele será vencido por esse tumor maligno, na verdade as
respostas para suas indagações sobre esse mal, por momento continua estável,
mas, em breve começará as outras etapas dessa doença, afetando muitas outras
células desse corpo, decretando o óbito encerrado, colocando um ponto final na
história do senhor Alonso; pai de Alcides o namorado de Sarita.
Seu Alonso o pequeno
industrial; pai de Alcides, está vivendo uma fase muito difícil nessa sua vida,
arrependido por não ter dado a atenção devida a esse seu filho, passou a vida
toda ocupado com seus negócios, nunca chamou seu filho para conversar, bater
aquele papo de paizão, diálogo falando da vida, almoço de domingo, reunião de
família nos fins de ano, mas porém não lhe cabe um grande arrependimento, foi
seu filho Alcides que escolheu essa vida nômade, perambulando de cidade em
cidade como uma ave de verão, adquiriu alguns prazeres de viver essa liberdade,
enquanto tinha a menina Sarita do seu lado, só possui duas paixão na vida
que leva, uma é Sarita, outra é sua habilidade de esculpir em madeira, é
apaixonado pela sua simples arte, as vezes muito admirada por esse ofício,
assim fica motivado para trabalhar mais e mais por essas peças de arte.
O rapaz artesão continua com
sua vida pacata, mas para ele é cheia de prazer em viver, já se passaram mais
de um ano, ele aguarda a qualquer momento a notícia inesperada, seu pai se
encontra em estado grave, momento avançado
da doença, Alcides está tentando arrumar uma fórmula para administrar sua vida
nesses próximos anos, ele sente que a idade já está lhe incomodando, ele vive
um impasse, sua esposa original quer voltar, Alcides não conseguirá apagar
Sarita dessa história tão cheia de glórias, si bem que voltar para reconstruir
um casamento já esquecido, para Alcides seria a melhor opção, Sarita não
existiu na vida de Alcides para casar e construir família, ela até já sabia que
um dia terminaria esse namoro, agora ela já está se conscientizando que a hora
chegou, Alcides voltará para sua esposa do passado e reerguer essa estrutura
que já estava em ruinas, mas o amor reconstrói tudo, nem que seja um casamento
desfeito.
Depois de muitos choros e
lagrimas a menina Sarita aceita o fim desse relacionamento, o grande amor de
Sarita parte para uma nova jornada, Alcides toma rumos opostos das caminhadas
da linda garota, ainda cheia de juventude que sempre esboçou os sorrisos de
felicidade enquanto sentia a presença de Alcides; o cinquentão, mas possuía um
espirito de jovem.
Nesse momento Alcides está
partindo para uma outra cidade, não é por expor em feira de artesanato, agora
ele terá que adaptar à administração das empresas de seu pai falecido a poucos
dias, certo que não será todo o capital, ainda será dividido em partilha de
herança, existe mais irmãos nessa família. Chegando aquela cidade sulista, Alcides vá até
a casa de sua esposa e toma seu lugar de chefe de família, agora recomeça a
responsabilidade de pai, esposo assim vivendo outros ares.
Autor: Antônio Herrero
Portilho/25/01/25