domingo, 26 de julho de 2026

HALLOWEEN

 

HALLOWEEN

 

No escuro dessa noite, no fundo negro deste céu deste lugar, algo fenomenal estava para acontecer, demostrava coisa de outro mundo.

Alguém com trajes muito diferentes com tom de roxo e negro, com alguns símbolos místicos... algo muito funesto estão se movendo neste espaço celeste.

Os chapéus de copas altas e pontiagudas combinavam com o nariz longo e quebrado para baixo, as verrugas nas pontas destas narinas sempre destacaram como um desenho imprescindível, isto sempre foi à marca registrada destas meninas bruxas.

   Com os vais e vem de certo veículo aéreo de natureza desconhecido, algo que se assemelhavam com motociclos, motos voadoras, mas na verdade se tratava de algo simples de uso caseiro destinado a limpeza de casas... eram as vassouras que as conduziam encavaladas em seus cabos direcionando, buscando uma rota a qual as desejarias navegar por estes espaços nesta noite.

Naquelas horas próximas a este local, o céu ficou tumultuado, muito corre, corre.

O tráfego aéreo ficou infernal, isto algumas horas que antecedia a grande festa e conferência.

 

Estas pessoinhas misteriosas nestas ocasiões memoráveis se reuniam para um grande encontro; elas do sexo feminino com aspectos de grande estranheza se juntavam para esta grande assembleia, neste país do além, onde nesta época se encontravam.

Daquela noite até nos dias atuais não mais se presenciaram coisas mais extraordinária.

O cenário todo elaborado com infinidades de arranjos típicos deste tema, local deste grande acontecimento: Uma clareira, dia trinta e um de outubro a meia noite, em meio a floresta, estava marcada para este grande acontecimento.

Este último dia do mês de outubro ficaria para sempre marcado na lembrança tal era o tamanho deste evento macabro; algo de assustar, as imagens de terror causavam espantos até naquelas criaturas que já estavam acostumadas, horror que dava medo e calafrios, fazia até arrepiar os cabelos, este encontro era mesmo de deixar qualquer um boquiaberto.

Estas meninas bruxas exóticas quando estavam reunidas para estes eventos tinha como hábito levantar várias conversações, aquelas figuras belas de bruxas a debita aos cultos do halloween, neste momento com suas línguas afiadas e maldosas comentavam tudo que já haverá acontecido nestas temporadas que estavam ausentes.  Estas amigas e companheiras sempre persistiram nestes laços fraternos, aproveitavam para relatarem seus eventuais fatos que não poderia de forma nenhuma ficar esquecida esta irmandade a cada ano se encontrava para estas eventualidades, e aproveitavam para pôr as fofocas em dias. Como podemos imaginar fofocas de bruxas nem se pode ter uma ideia como seria as intimidades destas criaturinhas extra mundo. Todas falavam simultaneamente e assim sendo este ambiente se tornava um grande alarido formando um completo alvoroço com estas tagarelas, coisa horrível.

Der repente toca-se uma sirene e algumas badaladas de um velho sino em forte som, todas as bruxas se silenciaram e ficam atentas para o que está para  acontecer, no palco abre-se a cortina, em seguida entra em cena alguns integrantes da Família Adamo, trazendo e segurando em mãos um caixão de defunto todo de cor roxo escuro com detalhes de preto com vermelho, as bruxas vibraram com este ato  os carregadores colocam a urna funerária no assoalho no centro do palco enquanto se acomodam por ali nos fundos do cenário. Em seguida este ambiente ficou tomado de uma enormidade de fumaça que quase encobria algumas cenas que apareciam em meio estas névoas entrementes o caixão para defuntos se abre e uma criatura salta para fora, as meninas narigudas de chapelão ficaram aplaudindo sem sessar, tal era o impacto deste ato. Eis que aparece em meio do tablado esta figura de terror: O conde Drácula, ele que deveria comandar estes discursos para estas bruxas; assistentes muito especiais.

Ele motivado por um exibicionismo exagerado se apresentou para a plateia expondo seu porte físico tão bem preservado pelas grandes quantidades de sangues ingeridos; alimento primordial para a vitalidade deste; o maior dos vampiros.

Neste momento da se início a grande conferência e assim inicia o grande discurso sobre este dia do HALLOWEEN.

As bruxas a cada ponto importante do discurso reverenciavam o estendendo a mão e dizendo com forte som em gritaria:

ALELUIA, ALELUIA!... SALVE O NOSSO GRANDE MESTRE, O DE TODOS OS TEMPOS, DE TODOS OS SÉCULOS. ...AMÉM.

(Autor Antônio Herrero Portilho)18/8/2013

segunda-feira, 13 de julho de 2026

ALCIDES, O GRANDE AMOR DE SARITA.

 

ALCIDES; O GRANDE AMOR DE SARITA,


Antônio Herrero Portilho

Dona Rosalina vivia em constante preocupação, sempre de olho nos movimentos de sua filha Sarita, ela está próxima de completar a maioridade, mas ainda é motivo de muita preocupação com esses comportamentos de sua filha, não é mimos em formas de amor exagerado, lógico que uma mãe deve amar sua filha, dar carinho e boas orientações

Dona Rosalina pensava em voz alta:

− Nunca vi coisa igual, essa menina não sossega o facho, esses seus gestuais a denunciava apontando muito bem o que ela quer,  tem um ardente fogo sexual, continuadas vezes a surpreendo com a mão em suas partes íntimas, nesses seus dezessete anos, pelo que me parece ainda não namorou, verdade, nunca a vi com um namorado, mas, porém pretendentes não lhes faltam, vejo que esses assédios, quer dizer no bom sentido da palavra, querem com insistência ficar em namoro,  querem namorar com Sarita, enquanto ela só pensa no companheirismo, amizades, sem nenhum fato consumado, mas certeza, existe alguém que povoa aquela mente conturbada dessa tão jovem garota ninfomaníaca, pelo que eu percebo, Sarita é realmente uma garota sexo maníaca compulsiva. (Rosalina; mãe em constante vigilância à sua filha, preocupada com esse comportamento sexual de forma exagerada.)

Dona Rosalina sempre chega de surpresa e flagra ela usando de suas mãos em busca de rápidos prazeres alisando aquelas zonas erógenas, fonte insaciável de prazeres de seu corpo.  

Hoje bem de manhã se levanta para dar início a vida cotidiana, encontrar com a turma, seus amigos estão todos esperando para reviver novas aventuras, Joca é o rapaz mais próximo de Sarita, não é seu namorado, mas, é como fosse, ou talvez seja em segredos, Sarita e Joca passa a maior parte do tempo em maiores entregas, abraços e beijos mesmo que seja, beijos facial, não gosta, até tem nojo de sentir sua boca dentro de outra boca, eles são muitos íntimos apesar de não terem nada com relacionamentos amoroso, pelo menos isso que eles dizem.

Sarita encontra com Joca, o pessoal estavam reunidos na pracinha, todos conversavam colocando o papo em dia, enquanto a turma ficaram por ali se divertindo e tomando refrigerante no quiosque ponto de venda na calçada dessa via pública, Joca e Sarita seguiram rumo a feira de artesanato; arte muito admirada pela Sarita, até tinha alguns amigos artesãos, amigos apesar das idades diferentes, ao chegarem a feira, se dirigiram para a praça de alimentação para depois, os reencontros com os amigos que fazem exposições na feira, conversam muito sobre as habilidades com a arte manual popular, Sarita ainda falou muito sobre sua aptidão, ela praticava o ramo da serigrafia, estampas em camisetas e muitos outros tipos de peças pequenas.

 Depois de algumas visitas Sarita e Joca chegam a banca do senhor Alcides que trabalha no ramo de entalhes em madeiras, mal chegam a barraca de seu amigo Alcides, o telefone móvel de Joca toca, era uma chamada de seu pai, pedindo para que ele volte para casa, o pai de Joca está precisando de uma ajuda no serviço na oficina mecânica, muitas vezes seu pai convoca seu filho para essa ajuda, ele gosta de ajudar na oficina, para ele se vestir das roupas manchadas de graxas é uma grande satisfação se mostrar um rapaz responsável, ele vai ao encontro de seu pai, acha ele que existe hora para trabalhar, e hora para se divertir.

Sarita disse a Joca para que ele vá atender ao chamado de seu pai que é muito mais importante, para os nossos lazeres nunca vai faltar tempo e oportunidades, ela fica nos encontros com os amigos das exposições, com os papos com seus amigos, deixe para depois a companhia nessas visitas.

Sarita chega até o ambiente de Alcides, a porta de seu atelier estava fechado, esse artesão fazia um trabalho especial, não podia ficar expostos a vistas de todos, a menina não pretendia abrir a porta de surpresa, com educação faz um barulho proposital, em seguida o chama pelo nome, perguntou se podia entrar, Alcides deu a permissão, mas, porém correu e jogou uma toalha de mesa em cima da estátua a qual ele estava entalhando, queria ocultar dos olhos da menina, menina pelo jeito de se expressar, essa garota já estava próximo de completar a maior idade, conforme o documento de certidão de nascimento.

Entrou se sentou no banquinho ali bem próximo de Alcides, com a presença da menina, Alcides ficou meio tímido, se envergonhou por alguns instantes, disfarçou se como não estivesse fazendo nada, antes que ela entrasse, rapidamente escondeu a peça que estava confeccionando debaixo de alguns panos para que Sarita não visse o que ele estava entalhando.

− Seu Alcides, porque escondeu a peça que você entalhava... trabalhando? Eu estava curiosa para ver essa sua arte no entalhe, se for algo obsceno, não precisa se preocupar, somos amigos há tantos anos, nada mais é segredo depois daquele último encontro. disse Sarita tentando diminuir o acanhamento do senhor Alcides que no momento entalhava uma peça de um homem nu, pedido encomendado por uma senhora turista espanhola, agora morando no nosso país temporariamente, no momento Alcides se obrigou a mostrar, tinha em mente que aquilo não passava de uma peça de arte, certo que ela já estava em uma idade adulta, nas atuais altura dos acontecimentos, nada mais seria segredo.

Ela ficou pasma com aquela estátua entalhada em madeira de cedro, setenta centímetros de altura, já estava nas finalizações, alguns poucos reparos, vernizes e logo estaria pronta essa peça, ficou acertado para que eu a telefonasse, aliás acho melhor ir já providenciando.

Alcides – Sarita, por favor, pegue esse número de telefone, telefone para ela, diz que já está pronta a peça dela, se quiser poderá vir buscar. Assim feito, Sarita ficou muito emotiva, ela abraçava a estátua entalhada e queria somente para ela e dizia: – Eu quero esse entalhe somente para mim, não a deixe leva−la, me dá para mim, eu a quero para mim.

– Não tem como eu te dar, posso fazer uma para você, mas essa é da espanhola, ela me pagará um bom dinheirinho por essa arte, depois dessa vou tirar por conta própria, uns dias de folgas. (disse Alcides)

Enquanto esse artesão finaliza com os últimos retoque na peça, enverniza a deixando em brilho, realmente Sarita tinha razão, ficou uma bela peça, um primor de arte, uma lástima ter que dispensa lá, gostaria de ficar com ela para sempre, infelizmente logo essa estátua entalhada em madeira de cedro seguirá viagem para a Europa, estará exposta em uma sala muito distante desse país, mas na verdade Sarita não ficará frustrada por muito tempo, Alcides entalhará uma arte somente para ela, desse mesmo tronco que foi extraído esse homem nu, feito para a espanhola, o pedaço daquela madeira estará reservado para uma peça exclusiva para Sarita, Alcides não entalhará uma estátua de homem nu, mas será feito em entalhe aquele pedaço do homem que Sarita tanto venera.

− Fica assim minha querida amiga, vou fazer uma arte somente para você, não será um homem nu, mas uma parte dessas que vive pendurada dentro das calças, imagine bem de que estou falando... pensou... então já sabe.

 

−− Eu estou no aguardo, vou te cobrar sempre esse meu presente especial, promessa é dívida. (disse Sarita em tom de cobrança antecipada.

Der repente Alcides teve a percepção que um carro desses mais modernos já fabricado nessa terra, estaciona no lado de lá da rua, ele já sabe de quem se trata essa figura, olhos claro, cabelos cor de ouro, vindo se aproxima ali perto da barraquinha de artesanato, aquela mulher fantástica a cada vez que ela se apresenta próximo de Alcides, esse senhor fica pasmo diante daquela beleza, ela é muito liberal, tem uma visão moderna no que se trata sexualidade, em papos com suas amigas em que se arranjou por aqui nessas terras, ela bate no peito e diz com galhardia:

−− Não fico um dia sem transar, não dou sossego para essa minha xereca, por enquanto ela não reclamou em nada, então pau nela. Na hora desses meus fogos ardentes, pego o homem que estiver mais próximo, para mim o importante é apagar essas minhas labaredas, caso for um homem compromissado com casamentos, pouco me importa, eu quero é mais e mais, fodas essa esposa traída, sinto prazer até no olhar nas virilhas masculina e sentir aquele volume, caso não tem jeito mesmo, e aparecer uma mulher lésbica, vai assim mesmo. (isso é o que ela comenta com suas amigas nesses bares da vida aqui nessa terra em que ela adotou temporariamente, mais, pelas obras de artes que ela admira, já pode ter uma ideia de quem se trata essa espanhola linda e fantástica, mas muito promíscua.

O artista artesão ao perceber aproximação da dona da peça de arte, a mesma que viera buscar conforme o chamado pelo telefone, a espanhola pega a peça, coloca em pé em cima do balcão, fica admirando por vários momentos, conversa pouco com esse artista, de posse de uma dessas formas de pagamentos e de posse dos dados de Alcides, ela envia uma grana alta para a conta de Alcides que no momento ficou até muito assustado pela quantia, ainda alertou a compradora.

−− A senhora não se enganou no envio desse pagamento, vejo uma quantia alta. Disse Alcides)

−− Não se preocupe pobre homem, isso que estou te pagando é um agradecimento pela minha satisfação, esse total pago pelo seu serviço, a meu ver não passa de um precinho de um refrigerante comprado ali no barzinho da esquina.

−− Tudo bem, muito obrigado pela sua preferência, estarei sempre por aqui para atender essas melhores freguesas, te amo espanhola. (Disse Alcides)

 Ah... já ia me esquecendo, amanhã vou viajar para o Nordeste, gostaria que você viajasse comigo... vamos nessa seu Alcides, prometo que vai acontecer tudo aquilo que aconteceu aquele dia que fomos buscar no sítio o tronco de madeira de cedro que você entalhou essa peça. (Disse a Espanhola prometendo tudo aquilo,) quando a estrangeira percebeu o som da descarga do sanitário, viu que Alcides não estava sozinho, pois o compartimento era de pequenas dimensões, o banheiro ficava bem ali pertinho,  percebeu que havia uma terceira pessoa ali naquele ambiente, ela não sabia que Alcides estava com visita, ou quer dizer, Alcides dizia que Sarita era sua ajudante nesses trabalhos, Havia saído para ir ao banheiro, quando voltou de ponta de pé para surpreender Alcides, pegou Alcides e a Espanhola conversando em altos papos, parece que a menina ficou enciumada de Alcides em apego à Espanhola)

O senhor artesão depois da compra finalizada, acompanhou a estrangeira até o carro, se abraçaram se despedindo, mas ela voltará na manhã mais próxima. Sarita sentiu uma reação negativa em seus sentimentos, era o ciúme que ela sentia pela primeira vez, não conseguia aceitar a condição que Alcides e a estrangeira já tiveram um caso, isso é o que Sarita ouviu quando estava no banheiro muito próximo de Alcides e Espanhola, Sarita também já teve um caso com Alcides, mas de forma que a menina continuava virgem, para Alcides, Sarita abriu uma segunda opção, uma nova vereda em que o artesão vinha pelo costado.

Ela percebeu nesses momentos que seus dias já não são os mesmos, seria muita ingênua de sua parte pensar que ela seria a única na vida de Alcides, mas porém está enganada, ele se relaciona com várias garotas durante a semana, a Espanhola é transa antiga de Alcides, enquanto que Sarita é apenas um simples contato sexual com essa menina, enquanto ela pretende repetir outras vezes, mas com a Espanhola na área, acho que não sobrará oportunidade, repleta de ciúme fica imaginando o tempo todo os dois na cama, Sarita fica entediada, sofrendo em pensar estar no lugar da estrangeira.

Já está chegando as dezessete e trinta horas, ela sabe que sua mãe só lhe dá liberdade para seus passeios até as dezoito horas, sendo assim a pombinha sente a obrigação de levantar voo, voltar para casa, só isso lhe resta, o artesão ainda entrega o molho de chaves para que Sarita abra o ateliê todos os dias e arrume as coisas em seus devidos lugares, ela se compromete com esse pedido de Alcides

Se despedem cordialmente e retorno a antiga morada, quer dizer sua casa.

Enquanto isso sua mamãe Rosalina a aguarda para o café da tarde. como Sarita sempre foi muito mimada, sua mãe deixa tudo arrumado para a princesinha, só se sentar à mesa e saborear tudo aquilo de gostoso que dona Rosalina sempre fez questão de servir a gosto da menina.

Logo ela chega, bateu o portão com um pouco de força, depois bate a porta da sala com bravura, sua mãe vai ao encontro dela, pergunta o que aconteceu, ela não responde nada com a cara cheia de revolta, dona Rosalina fala de seu café da tarde que já posto a mesa, entra no quarto, se joga na cama, deitada de barriga para baixo como se estivesse muito cólera, sua mamãe correu para ela foi perguntando o que aconteceu.

− O que houve de errado minha filha? O que houve para tanta revolta.

− É que meu amigo vai viajar, com uma de suas amigas, estou muito nervosa por isso, maldita turista Espanhola, vai ficar com ele enquanto eu fico aqui nessas condições, com essa eu não contava. Mãe eu gosto muito dele, seu Alcides é meu homem, eu o amo muito, mas a turista espanhola se ofereceu como uma das maiores biscate, eles foram para a região do nordeste, ficarão por lá por mais ou menos uma semana, eu quero que ele volte logo.

O sofrimento de Sarita durou apenas uma semana, Alcides passeou bastante com a turista Espanhola, conheceu várias localidades turística, pernoitavam nos hotéis mais luxuosos de cinco estrelas, mas de surpresa ela recebeu uma mensagem urgente, teria que voltar rapidamente para seu país, aconteceu alguns imprevistos nas suas empresas, houve um desfalque milionário nas finanças de sua empresa, por isso foi chamada a comparecer rapidamente, assim a musa dos cabelos de ouro seguiu na direção de sua tão grandiosa Espanha. Assim feito, Alcides volta novamente para seu ateliê nessa feira de artesanato.

Naquela madrugada do raiar daquele sábado, Sarita resolveu sair bem de manhãzinha, seguiu aquelas ruas desertas na direção do Ateliê do seu Grande e amado Alcides, chegando colocou a chave na abertura, rodou e empurrou a porta e entrou, grande foi a surpresa quando ela acendeu as luzes percebeu as costas nua, mas a certeza já estava confirmado, era Alcides que estava ali dormindo em sua caminha de campanha, de solteiro, Sarita não pensou duas vezes, deixou do lado o balde e material de limpeza, entrou para debaixo das coberta e assim terminou dormindo esse resto de manhã, quando Alcides percebeu que a menina estava ali em seu leito de dormir, ficou muito contente, parece que agora a paz vai reinar.

Joca ainda procurava por Sarita, foi até o ateliê de Alcides, chamou muito pela Sarita, mas quando percebeu que não havia respostas, foi embora, seguiu seu caminho deixando Alcides e Sarita se abrigando do frio daquela manhã.

19 de novembro/24  

 

SEGUNDA PARTE

               Sarita nessa manhã segue em direção ao comércio, chama pelo carro do aplicativo, entra e movimenta destino centro de compras, hoje pretende fazer seus passeios longe da companhia da turma, pelo que parece seus amigos estão todos dispersos, talvez por estar muito cedo, ao ver desses adolescentes preguiçosos preferindo ficar mais tempo na cama, contrário de Sarita que está sempre em movimento, chegando a seu destino já dá início a suas visitações, o cheiro dos lanches da manhã não passa despercebido, ontem sua conta  no aplicativo deu um sinal, parece que ela recebeu um bom dinheirinho, seu pai separado mandou-lhe a mesada de cada mês, agora já pode comprar aquilo que estava em planos, ela gosta de comprar roupas... dessas estravagante assim como jaquetas e calças de tecido azul marinho grosso, brincos e variadas joias de pequenos custos.

Ela se senta sobre a mesa da lanchonete, enquanto segura suas sacolas e pacotes de compras, saboreia seu lanche de sabor ao qual ela escolhe muito bem; paladar refinado.

Sarita é uma moça muito bonita, muito mais agora que de uns seis meses adquiriu um corpão, quem a viu no final do ano recente passado, nos dias atuais precisa de recorrer muito bem a memória para reconhece-la, verdadeira estatura de modelo, sem mencionar o rosto bem delineado dessa lindeza, ainda não completou a maioridade, mas qualquer um que não a conhece olhando para Sarita percebe que aquele corpo é de uns dezenove anos.

Essa formosura de Sarita atrai muitos admiradores, esses da mesma facha de idade da menina, se aproximam a assediam com muitas palavras de conquista elogiosas, se mostrando pretendente a namorado, mas Sarita gosta mesmo é de homens maduros, cinquentões, sempre preferiu os mais experientes, seu Alcides apesar da idade paterna vendo pela idade é realmente seu grande amor, ela não pretende se enriquecer casando com homem rico, não tem essas ambições, tanto é que seu Alcides é uma pessoa muito simples, até trabalha com artesanatos, mas porem Sarita adora ficar por perto dele, não se sabe se trata de amor, amor... mas existe reciprocidade nessa... pode se dizer, vivência apesar de ter havido algumas relações carnais... bem a maneira deles, pois Sarita ainda continua inviolada, mas não pode se negarem que não passa de uma relação.

Nessa manhã, Alcides percebeu a falta de matéria prima para seus trabalhos, a madeira de cedro e cerejeira por serem mole de maneira que facilita os entalhes, Alcides sabe muito bem onde encontrar essa madeira, muitas árvores dessa qualidade se secaram devido o tempo de vida, os troncos de cerejeiras e cedros ainda existem em abundância, seu Alcides poderá extrair esses troncos mais uns cinquenta anos que ainda não acabam, tem muitos, assim muitas peças entalhadas ainda poderão ser feitas.

O homem artista amigo de Sarita pede para que ela aguarda um pouco ali em seu ateliê, vai sair um pouco, só uns minutinhos, diz que vai abastecer seu carro no posto ali bem próximo, terá que buscar madeira para confeccionar seus trabalhos, esse local é um pouco longe, só uns vintes quilômetros, certeza, vai voltar lá pras dezoito horas.

Enquanto Sarita espera o retorno de Alcides quando vai completar o tanque de seu carro, ela fica pensando em ir também, um passeio na beira do rio sobre as cachoeiras vai lhe fazer bem, para esses dias de intenso estresses resta saber se Alcides aceitará essa companhia, isso é o que veremos, ele está chegando aí, lhe fará essa a proposta.

Der pente Sarita ouve o barulho da batida de uma porta de carro, Alcides já estava de volta da ida ao abastecimento da caminhoneta, nesse momento prontinha para pegar a estrada, sobre a ida de Sarita como acompanhante dessa curta viaje nada se comenta, mas, porém, a menina salta a frente das palavras e se oferece como ajudante, Alcides antes de conceder a carona, pensa muito na possibilidade dessa companhia menor de idade, mesmo que esteja nos próximos meses que lhe faltam para completar os dezoitos anos.

-- Eu te levarei comigo com uma condição, com a permissão de sua mãe, se sua mãe me autorizar eu a levo, mas já fica sabendo, terá que pegar no pesado, essas madeiras pesam muito, vamos encher a caçamba da caminhoneta.

- Eu prometo, vou ajudar muito, você vai ver, seu Alcides. Disse implorando com insistência Sarita.

- Tenho que trazer bastante matéria prima para meus entalhes, está agendado cinco grandes trabalhos que me trará aumento na conta, dinheirinho extra, isso é bom.

- Bem... Isso é sua mãe que vai decidir, caso ela liberar, poderá tomar o banco de carona, te levarei comigo, OK? Disse Alcides.

-- Certeza minha mãe vai conceder esse pedido.

-- Mas, porém, preferia que você não fosse, pode me causar problema com a justiça, apesar de você se tratar de uma enorme mulher e bem segura de si, nas vésperas de completar a maior idade... Bem! entre aí no meu carro, vou te levar lá na sua casa, sua mãe é quem decidirá. Disse Alcides.

        Alcides e Sarita se dirige à casa da mãe, chegando à presença de dona Rosalina; mãe de Sarita o pedido é feito, dona Rosalina os recebem, aí começa um longo papo, algo interessante fora descoberto em toda essa questão da idade dessa menina, dona Rosalina, em conversa com Alcides foi revelado uma verdade.

 -- Para o bem da verdade, Sarita, a idade da menina, não está correta, está escrita em registo de forma errada, em registro de nascimento, Sarita está faltando dias e mês, para completar os dezoito anos, ela nasceu em um ano bissexto, o escrivão postergou a data de nascimento de Sarita, poderia anotar vinte e oito de fevereiro, assim ficaria correto, mas não sei por cargas d’águas ele anotou nove de março, já passamos do dia vinte e oito, então ficou assim, na verdade ela já passou dos dezoitos anos, vendo por esse lado, Sarita já pode decidir por si, depois desses descontroles sobre a idade da menina, eu a autorizo a todos os atos que ela vir a praticar, por mim ela já está liberada, disse dona Rosalina com muita convicção.

-- Ouça aí dona Rosalina, não sou eu que estou insistindo para que ela vá comigo, é ela que quer por todas as formas me acompanhar nessas curtas viagens, agora todas as vezes que ela me pedir, a levarei para todos os lugares, sendo assim, já poderemos seguir nossa viagem.

--Lá vamos nós. Thau mamãe, estou livre para voar.

--Depois dos nossos vuco-vuco, difícil será explicar isso para as autoridades, essa idade meio Mandrake. disse Alcides.

--Faltasse poucos dias para Dezoito ou dezessete, pouco se importa, eu e Alcides e dane-se nossos anos de vida, dizia Sarita em proclamação a liberdade enquanto o veículo de Alcides rodava na estrada de terra batida em direção à vila agrícola situado a mais ou menos a uns vinte e cinco quilômetros a contar dês da periferia da cidade, perto, logo chegará lá.

-- Já estamos chegando, vou fazer o contorno na rotatória e seguir a rua que passa a frente da colônia de agricultores, as nossas madeiras estarão lá no fim dessa via de acesso, o rio das corredeiras passa por trás da reserva florestal

primeiro vou pegar as madeiras, deixar a caminhoneta carregada, pronta para o regresso, depois de dar uma passeada pela casa de minha tia, agradecer meu sobrinho por ter separado a madeira para mim depois seguirei em direção da barranca do rio, quero me refrescar.  enquanto isso Sarita se enturma com um grupo de mocinhas e rapaziadas e também segue para as corredeiras, Sarita fica com Alcides enquanto as meninada se dispersa por aqueles matos, ela percebe a  solidão no ambiente, se despe de suas roupas ficando toda nua, se apresenta para Alcides, nesse momento aqueles corpos se aquecem e chegam em temperatura máxima, ela se oferece por inteira, Alcides corresponde à altura, o amor acontece com intensidade, confirmou para que veio, assim o amor acontece, e se esvai por completa de vaidade, nas profundeza de seu ser feminino, agora pode se dizer que independentemente da condição de idade, ficou confirmado definitivamente que Sarita se tornou uma mulher feita, pronta para seguir a vida.

A tarde se aproxima, Alcides e Sarita segue alguns passos até à caminhoneta, despede do pessoal e pega a estrada de volta ao aconchego, as dezoito horas precisamente chega à cidade, leva a moça até sua casa, faz o retorno e vai em direção a seu ateliê, descarrega as madeiras, mal acabou de descarregar voltou o fazendeiro lhe cobrando a encomenda, seu Silva encomendou que Alcides esculpisse a imagem de dois touros e uma vaca Holandesa; as mesmas que tem como criação em pastos lá na sua propriedade.

Alcides alegou que lhe estava faltando madeira, mas que agora já resolveu esse problema, lá pelo fim do mês todas suas encomendas atrasadas serão entregues. amanhã recomeçarei minhas atividades. despediu do senhor Silva, e assim ficou confirmado. Fim do mês entrego os trabalhos em encomendas. Boa noite.

01 de dezembro de 2024/* Antônio Herrero Portilho – autor

 

 

A SEGUNDA FAMÍLIA DE SARITA, ALCIDES A PARTE.

Dona Rosalina trabalhava duro  para levar a comidinha para casa e dar conta das despesas de cada dia, rotina que perdura todo o mês, se sacrificava bastante, mas porém, não lhes faltava nada nem para ela, nem para a menina Sarita, contava com  dois, quatro ou cinco salários baseados nos mínimos referente aos anos daquelas épocas, dos anos de noventa, podia contar todos finais de meses com essa soma, nunca foi uma mulher com um rabicho de filharada,  se colocava como filha única, fruto de um casamento desfeito, Rosalina infelizmente ainda sofreu uns cinco anos com essa união, não por violência doméstica, Romualdo nunca levantou a mão contra Rosalina, a causa das desavenças baseava em infidelidade, apesar de casado, Romualdo continuava com suas transas costumeiras, mas porém tinha Rosalina sua esposa em primeiro lugar para todas as decisões, o pai de Sarita deixou as responsabilidade conjugais para viver na liberdade dos costumes de solteiro, não era nenhum vagabundo, trabalhava nessas indústria de tecelagens, sempre foi bem remunerado, encarregado de uma seção, chefiava uma equipe de uns dez operários, por incrível que pareça, o pai de Sarita era um homem muito responsável, quando se dizia trabalhador  chefe de uma equipe, diferente das condições de casa, correto com suas obrigações, entregava suas peças trabalhada com sua equipe a qual liderava, em tempo hábil .

                Nesse final de ano, Senhor Romualdo ficará fora do trabalho por alguns quinze dias, precisa de descanso e lazer, organiza uma viaje para o litoral, com sua outra pequena família, segundo casamento do senhor Romualdo, pai da menina Sarita, estão quase prontas para pegar a estrada, agora despertou uma nova condição, levar Sarita nesse passeio no litoral, precisa saber se ela aceita essa proposta, não custa tentar. Enquanto isso Marlene segunda esposa do pai de Sarita fica arrumando as malas nos compartimentos do veículo, Romualdo pegou o carro de Marlene para ir à casa de sua filha, perguntar a ela se gostaria de acompanhar nesse passeio de ida a praia. Mas como já era previsto, Sarita havia saído nessa manhã e não voltaria até as quatorze horas da tarde, foi essa a mensagem que a menina Sarita deixou escrita para sua mãe, para ele nem tudo estava perdido, começariam essa jornada lá pelas horas noturna, para ele dirigir sem a luz solar favorece mais as atenções na pista, ou na madrugada do dia seguinte, como faltava pouco menos de trinta minutos para chegar as quatorze horas, Romualdo ficou aguardando a chegada de Sarita, enquanto ainda começa umas namoradinhas, ela sempre criticou  as decisões tomada por esse senhor amaridado por breves tempos de sua vida, mas todas as vezes que Romualdo e Rosalina se encontram frente a frente, rolava aquele clima, logo rendia algumas transas, apesar de separados, certeza, ainda existia uma aderência que ligava esses dois corpos, foi assim que se deu a gravidez da primeira filha; Sarita, foi nessas visitinhas que Rosalina se engravidou de Romualdo,  quando Rosalina estava na área de serviço, Romualdo, passou pelas costas da Rosalina quando dizia que iria ao banheiro, mas logo se vê que toda aquela investida era intencional, passou por aquele corredor e refregou a virilha no bumbum de Rosalina, quando voltava do banheiro repetiu o feito, ainda usou do tato para sentir o calor da pele que parecia uma seda de gostosura, de sua ex-esposa; mãe de Sarita, enquanto aguardava a chegada da menina, Romualdo atentou para umas aventuras, nem foi preciso usar um texto falado de persuasão, aquela atração ainda movia montanhas, Rosalina toma a iniciativa, pega seu ex-marido pela mão, como nos tempos de casados, vão seguindo aqueles fluxos dos bons ares, as afluentes nesses desague terminaria no quarto de Rosalina, Romualdo nunca disse dessa água não beberei jamais, porque a dissolução do casamento não extinguiu todas essas química do amor, ainda existe alguns resquício da alquimia transformadora de antigo amor para brilhantes prazeres.

A maioria dos casais separados quando se encontra longe dos olhos curiosos, atenta para mais uma transadinha, saudade das crianças é apenas uma desculpinha, aí muitas vezes acontece um repeteco de tudo já vividos.

Logo chega a hora marcada do retorno de Sarita, mas esse casal ainda não deu conta do perigo que está para acontecer, e acontece, a menina é muito pontual, entra porta a dentro de sua casa, cuidou para não fazer barulho, achou estranho, as portas e janelas estavam abertas, procurou pela sua mãe no quintal não encontrou, só faltava procurar no quarto, pensou na possibilidade de sua mãe estar doente trancada no quarto e algumas sugestão por não encontrar dona Rosalina, último recurso foi esse;  procurar ela em seu quarto, muito calma e atenta com muitas preocupações, tocou a mão na maçaneta, em seguida empurrou a porta, ela presenciou aquela cena tão imprópria para seus olhos, seu pai e sua mãe estava em meio a uma relação, nem ouve tempo hábil para se cobrir, a menina flagrou toda aquelas vadiagem, Rosalina não conseguiu palavras para se desculpar, depois de presenciado aquela situação, virou as costas e dirigiu se a sala, distraiu um pouco assistindo a televisão até que os dois amantes se vistam e em frente a verdade vistas, difícil é agora os dois encarar Sarita e até fazer o pedido para que viagem juntos para o litoral nesse final de ano, Seu Romualdo sentiu dificuldades para pronunciar qualquer que seja frase ou diálogo com essa sua filha que assistiu tudo, mas porém se esforçou um pouco e aí saiu a voz. Abrindo o jogo disse que estaria viajando para o litoral, pensando assim veio convidar ela para que fosse junto, ela aceitou e em seguida perguntou que hora sairia, Romualdo disse que pela madrugada, quero chegar bem de manhãzinha, arrume suas coisas que na hora que sairemos passarei por aqui, não se preocupe com espaço no carro, você até poderá continuar dormindo, Depois da meia noite, qualquer hora estarei passando por aqui.

Romualdo chegou a uma hora e dez minuto da madrugada, Sarita ouviu o barulho do carro quando parou frente ao portão, nesse momento ela percebeu que estava na hora de partir, sentiu que a beira daquelas abundâncias de águas tinha um caloroso sol brilhando e bronzeando peles, cútis e até epiderme, sobre raios fortes e penetrantes, Sarita despediu-se de sua mãe, jogou a mochila nas costas, sua mamãe ainda recorreu a alguns conselhos, coisa de mãe cuidadosa, ainda arriscou dizendo a sua filha.

– Sarita; se cuide, juízo nessa cabecinha cheia de cabelos, hora despenteada esvoaçada, está me ouvindo, menina?

Sarita parou, olhou para trás e disse em tom de brincadeira.

-- Depois daquela cena que presenciei lá no quarto ontem à tarde no ‘Papai e Mamãe’, olha aí quem me diz Juízo.  Ah.  Stop, pare mamãe...

Nesse instante o carro começa a se movimentar, logo dirigem a rodovia, enquanto vai em direção das águas marítimas forradas de areia feito praias, Sarita dorme, o escuro da madrugada vai aos poucos desvanecendo, logo os raios solares atingem a superfície terrestre nesse hemisfério da América do Sul, trazendo um dia intenso de calor, com as ondas vão chegando de longe o frescor remediando os trinta e nove graus no termômetro, assim fica necessário alguns mergulhos; tudo que os corpos pedem em suplicas por algumas horas encobertos de águas.

Romualdo chegando nessa manhã a esse litoral, trazia como passageiras Sarita e sua esposa Marlene, ambas dormiram quase todo o trajeto, não foi uma viagem tranquila, o congestionamento dos veículos a passeio estavam intensos, parece que todos veraneios resolveram pegar a estrada na mesma hora, mas, porém, apesar dos pesares, chegaram bem.

Estacionou seu veículo de frente a casa adquirida para esses passeios de verão, descarregar as bagagens, arrumar tudo depois de muitos dias fechada e desocupada, Romualdo se apressa para fazer o café, enquanto Marlene e Sarita vão à padaria ali bem próximo para comprar todos alimentos necessário para uma boa refeição da manhã, as duas meninas aproveita para visualizar o cenário que estará pela natureza mostrando o mar verde esmeralda cravado pelos raios intenso de calor, agora essa estação do verão dá passagem  para receber os banhista se expondo ao bronzeamento,  e só abandonarão seus postos depois que o sol esfriar. Marlene e Sarita depois da refeição da manhã dirige-se para os mergulhos se banhando nas primeiras ondas que surge nesse começo de dia.

Enquanto isso Romualdo desaparece em meio aquela multidão que faz presença nessa beira mar, ele vai ao encontro de seus amigos que reside nessa cidade litorânea a qual ele nasceu e cresceu dês de longas datas, bater papo, jogar um carteado, vôlei de arei e outras atividades, enquanto isso Marlene e Sarita se diverte na areia, água e mar, um fato ficou confirmado, as duas garotas se firmaram em uma amizade fenomenal, dês da partida na madrugada, até de manhã, ainda não tiveram conversados, apenas se firmaram em rápidos cumprimentos, depois que chegam para o passeio, começaram longos papos, pode se ver que se tratam de duas amigas muito verdadeiras; Sarita e sua quase madrasta.

         Durante esses três dias, Sarita se divertiu bastante nessa cidade praiana, conheceu os clubes de danças, passeios pelos calçadões, praças de alimentações centro de compras em Shopping. desfrutou de tantas horas de lazer que até esqueceu de seu mais querido namorado cinquentão, artista em entalhe de estatua em madeira, Alcides sempre foi a paixão de Sarita, ela não o troca por nenhum jovenzinho cheio de vigor, mas porém a menina diz sentir saudade de seu par romântico, Alcides está um pouco desaparecido, também viajando, ela só sabe que ele saiu para resolver alguns assuntos de família pai mãe e irmãos, negócios agrários, seu pai estava em negociação uma fazendinha modelo, mas, o artista prometeu que logo voltaria, despediu de Sarita já a quase uma semana.

Ela conheceu outros jovens da sua mesma faixa etária, mas era de Alcides que ela amava de paixão, além de ter o dobro da idade que ela.

Quando chega a segunda feira, já se pode perceber que a cidade ficou bastante vazia, os visitantes de verão já seguiram rumo às suas moradas fixadas em outras cidades, Romualdo, Marlene e Sarita já se prepara para levantar acampamento, se arrumam todas as bagagens no porta mala do veículo, dorme um pouco para pegar a estrada na terça feira, imaginando que o trânsito está mais aliviado fluindo com mais tranquilidade, nas primeiras horas da terça feira seu Romualdo dirige-se a caminho de seu lar doce lar, não esquecendo que dessa vez tem uma passageira muito especial a bordo; sua filha Sarita.

Foram longas horas nessa viagem de volta, o cansaço abateu a menina, enquanto a aquilo que parecia lazer para aliviar das intensas tarefas do dia a dia, agora transformaram em canseira devido a viagem. Depois de longas horas de pernas dobradas no carro, tentando dormir, até que chegaram, Romualdo deixa Sarita no portão de sua casa, logo vai em direção do ponto final, precisa de descansar, esse marido de Marlene está quase em estafa, fadigado por permanecer estático frente ao volante do carro, mas agora chega a hora de desfazer da bagagem, mas, Romualdo não se preocupa com essa descarga, deixa tudo para amanhã bem cedo, ele ainda goza de suas féria, nesse outro dia terá mais tempo para refazer as energias, tudo ficará como antes.

Sarita ao acordar no outro dia, não tinha como esquecer, lembrou de seu namoradão, precisava ir até o atelier para saber se Alcides havia chegado de sua ida às visitas de sua a família em outro estado, desceu a rua em direção da feira de artesanato, ficava um pouco longe da casa de Sarita, enquanto os relógios marcavam as quase noves horas dessa manhã, horário de clima fresco.

Chegando próximo à oficina de trabalho de Alcides, percebeu que tudo estava fechado, até parecia abandonado, mas ainda o carro de Alcides estava lá, parece que ele optou por viajar de ônibus, ela se sentou em uma banqueta que existia ali bem próximo a porta de entrada do artista, Sarita ainda permaneceu por ali, conversando com uns amigos além de folear uma revistinha, para passar o tempo, estava ciente que nesse dia Alcides votaria da viagem, aguardou até um certo tempo.

A menina estava ansiosa para reencontrar seu tão queridíssimo Alcides, daí dentro de alguns minutos estaciona um carro de aluguel, Alcides desembarca ali mesmo na calçada de seu estabelecimento, recolhe as bagagens para o interior de sua oficina de arte, depois dos cumprimentos, como habito, mais que depressa, Sarita faz um saboroso café, enquanto isso direciona seus ouvidos a escutar as novidade trazida de seu Alcides que relata muito sobre sua família que fixava residência nessa região sul desse país, os pais de Alcides possuía algumas propriedades, entre casas, estâncias de gado de raça e vacas leiteiras nessa propriedade produtora de queijos exportação, entre outros embutidos, esse cinquentão namorado de Sarita, logo se vê que tem origens nobres, nunca gostou de viver grudado em seus pais, essa vida de pessoa simples ele escolheu dês dos tempos quando aproximavam os anos noventas, quando começou seguir um grupo de movimentos jovens que se vestiam em trajes extravagantes, protestavam os costumes e comportamentos daquela época dos anos de mil novecentos e noventas

Alcides era um desses jovens rebeldes, que adquiriu influências hippie, de décadas passadas, deixou sua rica família com todos confortos oferecidos pelos seus pais para viver uma vida totalmente desprovido de tudo, ainda Alcides continua com sua forma de pensar, mas vive em outro ambiente e sempre em mudanças de lugar, hoje ele está residindo nessa praça, amanhã não se sabe para onde levantará voo, logo se vê que Sarita: sua namoradinha é apaixonada por ele devido essa sua  vida simples não se preocupando com a cama que dormiria hoje, nem com os banquetes que a muitos anos não repetiu, durante esses vais e vens dessa vida maluca de Alcides, conheceu uma moça que também estava engajadas nesses movimento, namorou alguns tempos, noivou por alguns meses, foi daí que aconteceu esse casamento, esses laços matrimoniais perduraram por alguma meias décadas, a ex-esposa  de Alcides não quis acompanhar nas andanças, se separaram deixando um menino, hoje um rapaz de idade acima de um ano e pouco de Sarita, nessa visita ainda compareceu a casa de sua êx, visitou seu filho, apesar de muitos anos não visto, demostraram elos de união, fizeram alguns passeios nessa cidade localizada no sul do país, foram até as fazendas de seus pais, visitaram as fábricas de Embutidos de carnes animal, ele percebeu esses Laços apertados de união a essa família de Alcides deixada para trás, em meio a essas tantas visitações e companheirismo, fixou acertado que um dia mãe e filho faria uma visita para seu pai, isso não demorará. ...Infelizmente o namorado de Sarita durante essa visita aos seus familiares, não conseguiu rever seus pais, também viajavam, havia ido para o exterior, se consultaria com uma equipe de médicos cientista no campo da oncologia, o pai de Alcides foi diagnosticado por uma doença muito agressiva, sentia que havia uma úlcera de tamanho desproporcional em que aos poucos estava destruindo seu intestino, o milionário industrial, pai de Alcides possuía muito dinheiro, e usando de seus recursos financeiros busca em outros centro de tratamento a cura desse tumor maligno, infelizmente muito difícil reverter para melhoras apesar de muitos exames, pesquisas das mais avançadas tecnologia na medicina, todos os resultados confirmado o mesmo que os médicos do país do pai do namorado de Sarita morava disse, não houve progresso nesse tratamento, foi decidido que o óbito do senhor Alonso está previsto, no mais tardar, um ano e meio, Alcides perderá seu pai, ele será vencido por esse tumor maligno, na verdade as respostas para suas indagações sobre esse mal, por momento continua estável, mas, em breve começará as outras etapas dessa doença, afetando muitas outras células desse corpo, decretando o óbito encerrado, colocando um ponto final na história do senhor Alonso; pai de Alcides o namorado de Sarita.

Seu Alonso o pequeno industrial; pai de Alcides, está vivendo uma fase muito difícil nessa sua vida, arrependido por não ter dado a atenção devida a esse seu filho, passou a vida toda ocupado com seus negócios, nunca chamou seu filho para conversar, bater aquele papo de paizão, diálogo falando da vida, almoço de domingo, reunião de família nos fins de ano, mas porém não lhe cabe um grande arrependimento, foi seu filho Alcides que escolheu essa vida nômade, perambulando de cidade em cidade como uma ave de verão, adquiriu alguns prazeres de viver essa liberdade, enquanto tinha a menina Sarita do seu lado,  só possui duas paixão na vida que leva, uma é Sarita, outra é sua habilidade de esculpir em madeira, é apaixonado pela sua simples arte, as vezes muito admirada por esse ofício, assim fica motivado para trabalhar mais e mais por essas peças de arte.

O rapaz artesão continua com sua vida pacata, mas para ele é cheia de prazer em viver, já se passaram mais de um ano, ele aguarda a qualquer momento a notícia inesperada, seu pai se encontra em estado grave,  momento avançado da doença, Alcides está tentando arrumar uma fórmula para administrar sua vida nesses próximos anos, ele sente que a idade já está lhe incomodando, ele vive um impasse, sua esposa original quer voltar, Alcides não conseguirá apagar Sarita dessa história tão cheia de glórias, si bem que voltar para reconstruir um casamento já esquecido, para Alcides seria a melhor opção, Sarita não existiu na vida de Alcides para casar e construir família, ela até já sabia que um dia terminaria esse namoro, agora ela já está se conscientizando que a hora chegou, Alcides voltará para sua esposa do passado e reerguer essa estrutura que já estava em ruinas, mas o amor reconstrói tudo, nem que seja um casamento desfeito.

Depois de muitos choros e lagrimas a menina Sarita aceita o fim desse relacionamento, o grande amor de Sarita parte para uma nova jornada, Alcides toma rumos opostos das caminhadas da linda garota, ainda cheia de juventude que sempre esboçou os sorrisos de felicidade enquanto sentia a presença de Alcides; o cinquentão, mas possuía um espirito de jovem.

Nesse momento Alcides está partindo para uma outra cidade, não é por expor em feira de artesanato, agora ele terá que adaptar à administração das empresas de seu pai falecido a poucos dias, certo que não será todo o capital, ainda será dividido em partilha de herança, existe mais irmãos nessa família.  Chegando aquela cidade sulista, Alcides vá até a casa de sua esposa e toma seu lugar de chefe de família, agora recomeça a responsabilidade de pai, esposo assim vivendo outros ares.

Autor: Antônio Herrero Portilho/25/01/25

 

A Mulher Que Gostava da Morte

 


A mulher que gostava da morte.


              Existe pessoas que vivem arriscando a vida escalando montanhas, malabarismo em cordas bambas ligando um edifício arranha céu ao outro, ao assistir uma proeza dessa causa calafrios, imaginem um salto de paraquedas a três mil metros de alturas, mergulhar em águas profunda do oceano correndo o risco de ser devorado por um bravio tubarão, com tudo isso eu vejo que se trata de ser um parceiro da morte, andar de mão dadas com o perigo, viver lado a lado com o sinistro.


Dona Filóca era assim, quando mais jovenzinha viveu aventuras  emocionantes de tirar o folego, escalar penhasco, salto para mergulho de  alturas incontáveis em águas profundas de lagos e rios, Filóca pernoitava em caverna sombrias e desabitadas, morrer para ela era questão de segundo, verdade dona Filóca sempre deu chances para a morte, ela se encontra ainda com vida e alegre, quando perguntavam para dona Filóca se não tinha medo de morrer, respondia que gosta da morte e  sempre cutucou a morte com uma vara curta, mas a morte nunca interessou em  leva-la, adoraria ir embora dessa vida em um cortejo lindo cheio de coroas de flores e faixas mas ah... na sentinela um fundo musical com som bem suave do Bolero de Ravel, com tudo isso  a magnifica rainha das sombras não me quer, mas fico no aguardo.
Dona Filóca:

- Nos anos oitenta chegamos do México a fim de trabalhar e construir uma vida melhor aqui nessa região, trouxemos um bom capital que conseguimos poupar, meu pai e minha mãe tinham em mente que a nova América seria bom pra melhorar nossas condições de vida, agora o que restava em mente trabalhar, trabalhar.                                  
Hoje tenho uma certa idade, não sou velha não, meu corpo é jovial e de belas estaturas, muitos me diz ter uns 28 anos, sempre gostei do atletismo por isso tenho ainda esse belo corpinho que a terra há de comer.   Fiquei só, morreram todos irmãos, eu me classificaria entre as três filhas mulher, a casula, a última a nascer, adicionando um irmão de criação, meu pai o adotou de uma família indígenas da tribo dos Navajos ainda antes de mudarmos pra cá, a mim ele sempre foi meu irmão muito querido, mesmo que não tinha meu sangue. Agora vejo que sou a última a morrer, fico esperando ansiosamente por esse dia, acho a hora da morte um momento sublime, desejo o fim dessa minha vida o momento mais lindo, uma amiga que aprendeu com seu pai, que aprendeu também com seu, e isso já vem atravessando gerações e gerações, aí, ela me disse que esse derradeiro suspiro é um ato muito delirante. isso ela revelou e disse afirmando ter muita certeza mais uma razão para que eu adorasse essa fatalidade.

A morte lá onde vivíamos no interior mexicano tinha uma celebração especial, quando menina assisti muito evento fúnebre, os enterros para mim sempre foram motivos de muitas alegrias e satisfação, nós morávamos em uma pequena estancia de propriedade da família de meus pais, cultivávamos melancias e muitas outras plantas de lavoura, mas as  nossas melancias ganhavam de todos agricultores que por ali tinhas suas lavouras, diziam no povoado que a mais doce e saborosa melancia da qualidade santa Barbara, a cobiça era muito grande por essas frutas, meu pai ganhou um bom dinheirinho com o comércio dessa deliciosa fruta, mas infelizmente tínhamos que repartir a renda com os outros herdeiros dessa propriedade, sempre a nossa parte era maior. Filomena ainda continua a relatar a saga, trabalho e vida de meu pai que hoje eu usufruo dos legados deixado pela nossa família.                                                           
A semana passada fui me despedir de uma grande amiga de longa data, erámos como irmãs, dês de quando eu cheguei do México, eu ainda não falava português, meu espanholes dificultava as minhas pronúncia, não me articulava com clareza, soava com pouco de dialetos indecifrável.
Fiquei emocionada quando vi minha amiga ali deitada e coberta de flores, aquele caixão a meu ver parecia uma embalagem das mais linda, fiquei invejada de minha amiga morta, via que aquele momento poderia ser eu, mas me conformo porque é minha intima amiga a qual eu revelava tantos segredos, segredos comprometedor que agora ela leva para o túmulo lógico que não revelaria para ninguém que eu e meu irmão de adoção vivíamos um caso amoroso dês de meninos, essa minha amiga levou isso com sigo  para sempre, Firmina era o nome dela, ainda bem, deixou uma família, filhos já casados e marido viúvo, agora jaz para sempre.
Depois do sepultamento senti uma sensação que fiquei sozinha nesse mundo, apesar de me sentir uma pessoa sempre solitária, mas a minha verdadeira amiga me virou as costas roubando a minha companheira morte.
Quando me arrumava para voltar para o povoado eis que não me deixei passar por esquecida, pedi que o motorista do carro de aluguel dirigisse a esse local, mostrei a anotação, o motorista antes de pôr  o carro em movimento firmou as vistas na letra do endereço e me chamou atenção dizendo com ar de que me estivesse me informando algo – moça esse endereça é o IML, a senhora vai reconhecer algum corpo lá? fiquei furiosa com aquela pergunta tão desnecessária, mas não engoli a seco dando uma resposta bem colocada – eu ter que reconhecer corpo nesse local, isso não é o único motivo, posso ter muitos outros compromissos em ir no IML. Disse aquele senhor que apressasse, toque o carro. Quando chegamos nesse endereço fui pedir a liberação da entrada no ambiente, logo o rapaz que controlava a entrada das pessoas foi logo me dizendo – outra vez dona Filóca, esse mês veio aqui umas sete a oito vezes, a senhora gosta mesmo de ver cadáveres.

Mas na verdade eu gostava mesmo de ver aqueles presuntos todos engavetado na geladeira, me encantava com  tudo aquilo,  não me furtei da oportunidade de apertar com meus dedos aquela carne gelada e morta desse defunto tão simpático, muito satisfeita antes de me retirar do salão resolvi ir ao banheiro, a estrada é longa eu não pararia o carro para urinar em qual quer lugar no mato, deixei a bolsa do lado de fora em cima de um banquinho que tinha ali perto da porta desse toilette, entrei, olhei o local se dava pra encarar, o cheiro de podridão estava por demais, melhor fazer essa necessidade a beira da estrada, já que estou aqui, aqui farei.  Fiquei surpresa quando percebi um pedaço de rim humano extraído de alguma autópsia jogado dentro do vaso sanitário, tentei acionar a descarga mais não funcionou, fiquei perplexa com aquela situação, estava me retorcendo de urgência de me aliviar, o que fazer agora, mas logo se dá um jeito...

 Nesse momento percebi pelo vão de baixo da porta do banheiro parece que vi um vulto passar, não dei muita importância, não quis nem saber a quem pertenceu aquele pedaço de gente, sai, peguei a bolsa e fui embora.

Chegamos ao povoado as três horas da tarde, paguei o motorista, cheguei ao portão quando abri a bolsa para pegar a chave do cadeado da chácara percebi algo estranho que não fui eu que coloquei ali junto de minhas coisas, peguei na mão para conferir senti, era um bilhete enrolado em quatro velas, li o bilhete e constatei, dizia que me encontraria amanhã as quatro horas da tarde, vou te presentear com aquilo que você tanto almeja, ah... sabe aquele rim, era meu, você me viu na gaveta da geladeira, até me tocou com as pontas dos dedos, lembra não?... amanhã nós veremos naquele local que você gosta de ir curtir sua solidão, sabe onde é né?

Naquela sexta feira fatídica, Filóca levantou de manhã, foi até o tanque que os animais bebiam água, molhou o rosto, andou por ali conferindo as criações, os gatos e os cachorros estavam todos no quintal, mas o ambiente meio funesto, os cachorros latiam muito, os gatos miavam alto com som tenebroso, os cavalos e bois, vacas todos agitados, Filóca procurava por todos os lugares, parece que tinha alguém escondidos por ali, não encontrou nenhum vestígio, já foi adiantando deixando bastante água nos bebedouros dos bichos, comida para os cachorros e gatos e quando chegou a hora dirigiu-se para o local de encontro já era quase quatro horas da tarde, seguiu a trilha e chegou bem lá na velha figueira centenária, como sempre dona Filóca sentou-se sobre as raízes dessa árvore, esperava por aquele momento mais sonhado, não estava de bem com a vida, sabia e tinha certeza que nesta história havia algo de sobre natural e dizia que não tenho medo das coisas do além, se for pode aparecer que eu gosto de vocês, quero ver.  O espírito encarnaria no cadáver que ela teve contato no IML, lembrou que aquele bilhete e as quatros velas teria deixado dentro da bolsa por ele, quando estava no banheiro havia deixado a bolsa para o lado de fora, foi no momento que passou o vulto visto por debaixo da porta, súbito!... com uma rapidez fenomenal caiu como fosse um raio, desceu de cima da árvore em frente da Filóca um mostro horrível, segurava uma espada afiadíssima e com um golpe diabólico desferiu  estocada no abdome de Filóca, foi um estrago enorme, as vísceras derramaram no chão, no momento derradeiro Filóca abriu um largo sorriso, parece que a defunta esperançosa agradecia por esse momento tão esperado, apesar do rasgo ser tão grande,  ainda Filóca conseguiu força para barulhar um grito horroroso.
Quando os populares deram por falta da Mexicana Filóca, foram a procura e encontraram o corpo todo retalhado debaixo da figueira centenário, quatro velas ainda estavam acesas.


Antônio Herrero Portilho/21/01/2021*       

 

segunda-feira, 6 de julho de 2026

OS GATOS VIRALATAS DO ARRABALDE

 

OS GATOS VIRA LATAS DOS ARRABAUDES

                                   Antônio Herrero Portilho                                  

 

O gato Amarelão estava sempre passeando por ali naquela quadra, ele tinha muitos amigos e irmãos de crias variadas, dizem por aí que a mamãe do Amarelão era uma gata super criadeira, muitas farras e gritarias naquelas noites foram feitos pela Gatona mamãe do Maninho e do Amarelão, os telhados do barracão da fábrica de calçados tremiam como terremotos, o resultado sempre se dava em uma redonda barriga, foi de uma dessas crias que nasceu o Amarelão.

 Gatona nem terminava a amamentação de uma ninhada, já estava gestante de mais outros rebentos, havia outros futuros pequenos bichanos prontos para saltar a vida, miando como choro de bebê pedindo leite do peito. Gatona era mesmo uma mamãe incansável nos tratos com seus filhos, mãe dedicadíssima.

Maninho nunca foi adotado, sempre padeceu em pleno relento, comia pelas mãos dos de bom coração, mas, há de que dizer, ainda existe corações bons nesse mundo lá dos humanos. Eles viviam ali nas imediações da fábrica de calçados, o gato Maninho as vezes ia para longe, gostava de ficar em cima do muro da casa de dona Clarita, apesar da empregada perversa que trabalhava naquela casa, percebia que os patrões não possuíam nenhuma aversão a qualquer bicho de natureza doméstica, mau Maninho sabia, mas a verdade é que dona Clarita era realmente uma boníssima pessoa, muito caridosa com todos os seres vivos, nuca fez mal a nenhuma criação.

No domingo de manhã Maninho estava ali dentro daqueles móveis velhos que se amontoados no terreno vazio, era um ótimo lugar para se esconder e dormir, havia cômodas, guardas roupas, armário de cozinha e tantas outras mobílias próprias para Maninho se esconder e dormir.

Logo as sete e trinta minutos começa a passar o povo que se dirigem às igrejas, os cultos vespertinos dará início logo-logo, as senhoras e senhores que estava a caminho, buscava a deus com suas devoções, muitas contas daqueles rosários eram dedilhados mesmo antes de chegar à aqueles templos de reencontros com a divindade maior, enquanto aquelas pernas se apressavam em passos largos, veja quem estava atravessando aquela multidão de sapatos; o Amarelão procurava pelo Maninho e até já sabia onde estava, no terreno baldio e nessas horas da manhã, certeza, ele estará se despertando do sono, Maninho é um gato muito preguiçoso, Amarelão adentrou para o matagal daquele terreno abandonado a fim de encontrar com seu irmão Maninho, logo deu de cara com Maninho se despertando de uma longa noite de sono enroscado em uma gaveta de um dos móveis velhos, só o Amarelão para achar o tal fujão. Depois dos cumprimentos na linguagem de gatos, O gato Amarelão se expõe aos reclames de seu amigo e irmão, haja ouvido para ouvir tantas lamúrias.

- E então, como está se sentindo Maninho, parece que você foi atropelado, vejo que você está cheio de indisposição, acho melhor você se levantar para valer dessa cama, vamos bichano, força, precisamos arrumar comida, a nossa vida é feita de lutas, nascemos gatos, assim não temos culpas desse nosso lema.

- Ho amarelão, que bom que você veio, fiquei com medo de morrer sem a sua presença, mas você está aí, já posso morrer mais conformado. Disse com palavras e gemidos reclamando das dores nesse pobre esqueleto de gato.

- Como foi que aconteceu isso, parece que você caiu do terceiro andar, conte-me que ouve contigo. Perguntou Amarelão.

- Foi aquela senhora que trabalha de doméstica na casa de dona Clarita. Eu estava despreocupado quietinho de cócoras em cima do muro, der repente em uma situação impensada recebi uma vassourada de surpresa, quando caí para dentro do quintal, não conseguindo retornar as alturas do muro, recebi vários outros golpes de vassouras em minhas costas, me lembro ainda quando Jacinta dizia: - Te peguei, fazia dias que eu estava querendo te pegar e tome vassouradas nos espinhaços.

Felizmente consegui me escapar pelo portão da frente, corri pela calçada até chegar aqui em meio a esses escombros. Dizia Maninho descrevendo tudo ao seu amigo, mas, se derramando em lágrimas.

 Ai meu deus dos bichanos, estou todo dolorido de levar vassouradas no meu espinhaço, minha coluna está em pandarecos, dona Jacinta não tem pena de mim, não posso nem subir no muro que as vassouradas comem nas minhas costas, não imagines o tão grande é meu sofrimento, a verdade é que gatos de rua sofre muito, gostaria de ter um lar para morar, uma dona que gostasse de mim. Percebo que a patroa até gosta de mim, um dia desses quando ela estava na lavanderia, eu saltei para o piso daquele quintal, percebi que havia algo comestível caído ali, desci para comer, dona patroa me viu e não reagiu contra mim, era um pedaço de lasanha caído, mas, te digo Maninho, estava limpinho, não como porcarias, aquele piso é mais limpo de que muitas bocas sujas comedora de arroz & feijão que existem por aí, pensei em dona Jacinta, acho que ela nem escova aquela boca fedida, mulher maldita! Estou revoltado com ela.

As minhas brigas, e meus espancamentos são desferidos pela empregada Jacinta, senhora revoltada com a vida, briga com deus e todo mundo, a empregada dona Jacinta que é a causa de meus sofrimentos, mulher ruim, ela é apenas a empregada da casa e quer mandar em tudo, eu vivo aqui na torcida para logo ela levar a demissão na cara, que a patroa a mande embora desse serviço por definitivo, que vá procurar o que fazer em outra freguesia., mas vejo que está demorando muito isso acontecer. Está me ouvindo aí gato Amarelão, desculpe-me estou assim descarregando essa minha fúria, você não tem nada com isso e tem que expor esses seus ouvidos para minhas revoltas.

- Me desculpe aí meu amigo Maninho, não estou podendo conversar direito, estou com a boca inflamada, me espetei em um espinho de peixe, mas, pelo que já estive sofrendo com esse ferimento, agora já estou bem melhor, só evitar conversar e miar muito, me doe a garganta, mas, vai melhorar logo. Disse Amarelão a Maninho, ambos filhos da mesma mãe, só que de pai diferente nascidos de uma outra cria, Amarelão Maninho e Bigodão são irmãos vivendo nas ruas além das periferias e centros comerciais, Bigodão não é muito citado nessa nossa história porquê é adotado, vive repleto de felicidade, com toda a pompa de gato burguês.

Amarelão veio visitar seu amigo irmão para lhe trazer uma boa notícia, mas, até agora mais ouviu que falou, como ele já disse está com a boca machucada, quase sarado, mas evitando se esforçar a voz de gato, é sobre dona Jacinta, Maninho precisa de ouvir essa notícia, ele ficará muito feliz, e assim foi narrando a pequena história a respeito de dona Jacinta.

- Eu vou lhe passar um acontecido agora nessa manhã, Jacinta saiu essa manhã para comprar pão, quando voltava da compra percebeu o nosso amigo Gato Preto próximo ao portão de sua casa, ficou muito nervosa com a presença do Gato preto em frente ao portão, não sei se você sabe, dona Jacinta é uma pessoa muito supersticiosa, com a crença dela diz que Gato Preto trás azar, lógico que isso é bobagem.

Narrava a história o amigo do gato Maninho.

 - Foi no que deu, saiu na disparada correndo atrás do negro felino, a intenção era mesmo abate-lo, mas, o gato era muito mais esperto que ela, correu, se escapou para o outro lado da rua, Dona Jacinta não conseguiu pegar o gato preto, mas ficou botando fogo pelas narinas de raiva do animalzinho que corria se livrando da morte que a mulher endiabrada poderia lhe causar.

- Muito bem!... Palmas para nosso amigo Gato Preto, se eu pudesse daria um prêmio a ele, Gato Preto também é um grande amigo meu, sempre estamos juntos por aí, meu amigo de fé. Disse o gato Maninho repleto de felicidades.

Amarelão deixou a parte mais importante para o final da história, foi aí que Amarelão encerrou essa notícia com o fato mais importante, pediu atenção maior ao Maninho para o desfecho final desse recado.

- E dona Jacinta, voltou para casa completa de frustração, na correria deixou cair os pães no chão? O que houve com a maldita dos infernos? Perguntou o gato Maninho furioso por ter sido espancado pela megera.

O gato Amarelão disse com palavras bem compassadas para seu irmão o gato Maninho entender.

- Dona Jacinta estava furiosa por não ter a chance de pega o Gato Preto, tão cólera, cega de raiva, ao atravessar a rua foi colhida por um carro que vinha descendo a rua em alta velocidade, houve algumas fraturas, está internada no hospital, não se sabe se vai andar mais, por enquanto seus movimentos serão em cima de uma cadeira de rodas, fim trágico para dona Jacinta que tanto odiava animais, principalmente gatos.

Disse Maninho com are de bondade:

- Tenho pena de dona Jacinta, por todo mal que ela me causou, ainda não desejaria isso para ela. Torço para que ela melhore, se cure desses traumas, tenho um pressentimento que ela ainda vai melhorar e nós ainda vamos brigar muito nessa vida.

 

Os gatos vira latas dos Arrabaldes.

PARTE 02

Nesses dias  próximos passado,   quando dirigirem os olhares para o telhado de estrutura metálica, poderão presenciar os grupos de gatinhos acocorados sobre aquela cobertura dessa fábrica de calçados, Amarelão e Maninho estava  junto à essa turma de felinos, gostavam de se acomodar sobre essa altura longe da superfície terrestre, digo; andar pelo chão, assim longe dos perigos dos cães ferozes que por ali também transitava, por enquanto todos desmotivado para festinhas, não se ouviam os miados estridente... bem... dessa vez Gatona chegou com uma amiga que arrumou lá do outro lado da vila, além dessa aparência jovial, ela já deu três crias, os filhinho dessa última cria, ainda se encontra na caminha feito ninho, não demorará estarão por aí aprontando travessuras, mas porém ainda viverá comendo pelas mãos de sua mamãe, quando não mamando aquele delicioso leite quente direto do peito materno, sempre estão atentos a espera de sua mamãe na expectativa que a gatinha traga o saboroso leitinho.

Entre aquela meia dúzia de felinos ali acomodado, sem fazer nada durante essa noite, agora aparece a amiga de gatona, mais uma para engrossar o coro das gritarias quando estiverem se acasalando.

Sobre esse luar claro demostrando toda nitidez, o telhado da fábrica de calçados der repente transformou em uma correria, no começo foram miados simples e tímidos, logo esse namora deu início a grande gritarias, logo gatona soltou o verbo, gritou alto quando estava lado a lado de um outro gato que por ali permanecia nessa noite, infelizmente esses barulhos já começava incomodar os moradores ali das proximidade, já era altas horas, o sono dos moradores dessa rua precisava ser preservados pois muitos daqueles povo teria que se levantar bem cedo para pegar no batente.

Der repente uma ducha de água fria foi acionada, uma chuveirada de mangueira esfriou o calor da festinha dos bichanos, todos se dispersaram em correria, apesar do telhado ser um pouco alto, mas os esguichos conseguiu atingir com força, a pressão da água no encanamento público da rua estava forte, ninguém usava as torneiras, foi por isso que esses gatos barulhentos sofreram esse impacto e ficaram molhados e logo dispensaram deixando a cena dos escândalos, Amarelão e Maninho deixaram suas namoradas, desceram pelo galho da árvore que dava acesso ao telhado da fábrica, os outros quatros bichanos ainda ficaram por ali tentando se enxugar se lambendo, retirando o excesso de umidade, a gatona criadeira e a novata mais seus companheiros ficaram por ali mesmos se defendendo dos cachorros de rua que sempre as atacavam até levando perigo de captura e morte, enquanto que Maninho e Amarelão, de passos lentos de rabos tesos seguiram outros caminhos durante essa madrugada.

Quando o sol chegou para esses felinos, aí eles começaram enxergar com mais clareza, enquanto caminhavam pela calçada da rua do arrabalde, esses dois irmãos pararam para observar um instante, a perua da fábrica de rações para animais, estacionou ali bem perto desses dois irmãos e companheiros, um dos senhores que dirigia o veículo desceram, retiram dos compartimentos do carro um vasilhame de tamanho assim de uns três quilos mais ou menos, no cantinho do muro, ali onde ninguém pisa, chamaram os bichanos encheram alguns vasilhames de ração, os fabricantes dessa comida para gatos, estavam testando se realmente esses animais gostariam desse produto fabricado feito em teste, logo quando o aroma da ração foram espalhado no ar, apareceram outros três ou quatros gatinhos além de Amarelão e Maninho, até os outros barulhentos que ficaram sobre o telhado, também vieram para esse banquete das primeiras horas dessa manhã, agora a gata criadeira e a mais nova integrante dessa gangue comeram para encher o pandulho, em seguida se dirigiram para o terreno baldio, todos se organizaram para um sono prazeroso, se esconderam entre os móveis velhos amontoados ali nesse terreno de matagais, eles se escondiam dentro das gavetas desses escombros, a partir daí só se despertarão pelos início da tarde no momento que a barriguinha dar sinal de alerta, na hora que serão reabastecidas dessas energias, a fome bater novamente nesses estômagos de gatos.

 

AMARELÃO E MANINHO EM NOVAS AVENTURAS

Enquanto todos dormiam despreocupados nesse ambiente tranquilo, livres de todas as preocupações, mas, nesse mesmo instante acordaram de orelhas atentas para vozes que soava por ali, gente falando em capinar esse terreno, remover esses escombros ali amontoados, os gatos prestaram atenção naquelas falas que em momento combinava com os meninos dizendo que autorizava fazer o campinho de futebol para a diversão dos que interessaria pela prática desse esporte, então ficou afirmado, os meninos limpariam o terreno em troca de construir um campinho de futebol, os gatos ouviu tudo que foram ditos, Amarelão já estava acordado, nesse momento cutucou as costelas desses outros companheiro que ali dormiam sossegados, ainda acordaram a tempo de ouvir aquela prosa, infelizmente teriam que procurarem outras moradas para dormir e descansar, mas continuaram acomodados ali de olhos bem aberto, alguém poderia os enxotar ou até machucar , agora teria que procurar outro abrigo, os móveis velhos seria tirados dali, queimados, a bem da verdade as camas de gatos menos males, mas porem já se percebiam o acúmulo de insetos, cobras, lagartos e uma grande colônia de baratas e outros viventes rastejantes se apropriando desse pedacinho de relva em plena zona urbana, em meio a esses amontoados de tralhas velhas também morada de grande quantidade de besouros lagartas, e lagartos grilos e lagartixas, os gatos não seriam os únicos a serem despejados das posses em abrigos

No momento que as vozes silenciaram, que aqueles humanos foram embora, logo se trataram de se retirarem, se puseram de pé, se espreguiçaram fazendo vários tipos de alongamentos antes de por o esqueleto de gato em movimento, Amarelão e seu companheiro e irmão tentavam arrumar um jeito para conseguir morar e se alimentar, pensaram bastante antes de tomar essa decisão, Amarelão e Maninho seguiram em frente, enquanto os outros dois novatos se dispersaram, tomaram outro rumo.

Essa vila; tratava de um parque industrial com moradias dos operários, com estabelecimentos, mercados centro de lazer, igrejas e agremiações religiosas praça esportiva escolas e muitos outros ramos de atividades. Amarelão e Maninho caminhava lentamente por aquelas passarelas tentando se arranchar em qualquer outro lugar, pensaram muito nos lugares que eles já passaram, nas residências e matagais, casa em que dona Jacinta trabalhava de doméstica, nem pensar, aquela senhora tem pavor de gatos disse Maninho – aliás até poderíamos visitar, vê se ela já melhorou dos traumas sofridos da última vez, talvez até não está trabalhando mais na casa de dona Clarita, ou ainda está na cadeira de rodas... então vamos lá, a caminho – Maninho, estou pensando em um lugar bom, certeza que nesses lugar que estou pensando, será nossa morada para nossos descansos, bem... depois eu falo.

- Bem... primeiro iremos lá na casa de dona Clarita, só para observar o ambiente... Ha tá, tenho que ressaltar, nosso lugar terá que ser em um lugar que não tenha muitos moleques e cachorros, caso não, não dará certo.

- Então está indo bem o rumo dessa nossa prosa, o lugar que estou pensando, esse senhor mora sozinho, da última vez que passei por lá fui bem recebido, aquele senhor me presenteou com uma tijelinha cheinha de leite morno e saboroso.

Amarelão e Maninho chegaram na casa de dona Clarita, subiram no muro e andaram pelo telhado  germinado com a divisa, observaram para ver como estava indo as coisas, perceberam que dona Jacinta não estava mais trabalhando de doméstica, os gatos ficaram certos que aquela senhora malvada que gosta de judiar os animais não estava mais por lá, isso é bom, certeza que essa nova empregada não é malvada como dona Jacinta, logo vou fazer presença para aí, para perceber se está tudo bem. Terminaram a visita saíram em busca desse novo lugar para ficarem, mesmo que seja alguém que não maltratem animais. Amarelão disse:

- é bem ali, vamos chegar e marcar presença, acho que aquele senhor não fará mau a nós, certeza ele parece muito boa pessoa

Maninho ouviu as palavras de Amarelão e logo ficou sabendo do local que amarelão se referia, esse endereço aí e do salão paroquial do arrabalde; parque industrial, aquele senhor que amarelão está falando é o religioso que toma conta dessa casa de orações, mora sozinho nos fundos do salão, Maninho disse que também já passou por ali algumas vezes, tem a convicção que ali serão muitos bem tratados. 

Esses gatinhos não tinham a consciência da importância que seria aquele dia que amanheceria nessa aurora seguinte, todos os humanos que frequentavam a comunidade já sabiam e quando se sentaram nos bancos para assistirem a missa aguardavam a homilia dita pelo sacerdote sobre a proteção dos animais, no calendário marcava o dia de São Francisco de Assis; o homem que dedicou toda a sua vida de sacerdote amando a natureza e os animais. e assim começou a recitar com palavras compassada de narrativa bem suave:

- Deus nos ordenou para que nós cuidássemos dos animais, que nunca maltratemos os animais domésticos e até os bichos selvagens, cuidar da natureza, preservar as fontes e nascentes. 

Assim o discurso foi se prolongando por alguns minutos preciosos, amarelão continuou deitados debaixo da mesa da eucaristia, os animas não conseguiam entender o rumo daquelas informações, os dois gatos só sabiam que referia desse dia comemorativo, já que ninguém os enxotaram, ficaram por ali enquanto o discurso do sacerdote fazia um longo discurso, Amarelão e Maninho não estava de olhos fechado, observava tudo que acontecia, enquanto que Maninho conseguiu localizar em meio aos irmãos ali presente, uma senhor de cadeira de rodas que acompanhava a missa atentamente, Maninho que já foi vítima dessa senhora que possuía uma aversão ao animal da espécie gato, ainda percebeu que seus olhos de dona Jacinta lagrimejavam pensando na hora que ela tanto maltratava os animais; Maninho que o diga das surras que levou de dona Jacinta, foram tantos golpes de vassouras em seu esqueleto de gato, certeza que agora ela se sente arrependida a ponto de verter em lágrimas, a homilia do sacerdote tocou o coração de dona Jacinta, agora ela afirma consigo mesmo que nunca mais fará mal algum a qualquer animal que seja.

Já estava nos momentos finais da celebração, quando Maninho percebeu uma pomba bem ali do lado de fora, esses dois gatos deixaram seus lugares ali debaixo da mesa da eucaristia e foram perseguir aquela ave, si bem que eles ainda sentiam fome, hoje o sacerdote não teve tempo de atender esses bichanos, deixou para depois da missa, a comidinha desses felinos já estava guardadinha somente para eles pelos caprichos desse religioso.

Os gatos irmãos investiram na captura da pomba, instinto de predador, mas a pequena ave quando percebeu que está sendo observada, mais que depressa voou e entrou debaixo das telhas do salão, os dois amigos gatos, fizeram o mesmo, também entrou para debaixo das telhas foi logo localizando a pomba que no momento estava em um lugar mais baixo, mas dentro do forro desse salão comunitário, nesse local existia um ninho com mais outros filhotes, os dois gatos viram isso como uma grande oportunidade, os dois em comum acordo fizera um salto estratégico simultâneo rápido pra cima da pequena ave, mas o forro era muito fraco, sem estrutura e no momento do impacto não aguentou o peso dos dois felinos pronto para capturar a ave caseira de grande volume de carne, mas porem com a fraca estrutura, tudo foi a baixo, os dois gatos caíram no meio dos fiéis no momento que estava nos finalmente, súbito um um grande barulho logo depois da fala que o padre dizia:

Agora volte para sua casa e o senhor os acompanhe.

Dona Jacinta levou um grande susto quando Maninho caiu bem em seus braços. O senhor vos acompanhe todos disseram - AMÉM 

Quando terminou a celebração, o sacerdote retirou os paramentos litúrgicos, dirigia à porta ali do lado, a mesma que dava acesso a casa paroquial, depois que dona Jacinta deixou Maninho no chão, Maninho e Amarelão o acompanhou o padre até onde estava a comidinha para os bichanos as quais o próprio religioso já havia reservado, depois de encher a barriguinha ficaram por ali deitados nos estofados expostos no alpendre. 

Nessas idas e vindas desses gatos por aquelas ruas, um dia desses Maninho e Amarelão toparam com dona Jacinta, agora sem o auxílio da cadeira de roda, andando pisando firme, se curou dos traumas e sequelas.

Amarelão e Maninho fixou estadia na casa paroquial, mas mesmo assim não deixou de encontrar com as famílias de gatos que vivem por ali nas imediações da fábrica de sapatos, as festinhas de acasalamentos continua.

E-mail (antoniob151@outlook.com)

 

Antônio Herrero Portilho/ 21/05/2025

 

 

 

 

 

                                                                                                        

    

 

 

 

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