A GAROTA DA PRAIA
PRIMEIRA PARTE
Ela
também tinha uma história de amor para contar, lógico que já viveu grandes
paixões, amou como qualquer mulher já amou alguém.
Seu
Jorge era a pessoa mais importante na vida da tão sonhadora jovem cheia de
planos para o futuro, como todas as garotas que imagina um casamento com um bom
moço que possa oferecer conforto, tranquilidade e segurança, este seria os
requisitos a preencher pelo futuro esposo.
O
velho pescador agora tinha uma companhia, levava a menina por todos os lugares,
ela tinha o maior orgulho de falar a todos que ele era seu grande paizão,
falava do amor paterno ao qual seu Jorge a dedicava com aquele carinho de pai
que nunca possuiu devido os desencontros da vida.
Seu
suposto paizão a recolheu do relento, dormia sobre a cobertura do orvalho da
noite, o frio lhe causava um tormento que arrepiava a pele fazendo doer até os
ossos de tão intenso, sem o calor de uma família; a perdeu ainda muito pequena,
às vezes aparecia alguém para lhe oferecer um pouco de alimento que logo
saciava sua fome e posteriormente se desmanchava em sono por causa do
abatimento e cansaço por persistir em viver tristes tormentos.
Agora
Amelinha está muito bem protegida e não corre mais os perigos que a noite pode
causar, há muitos homens mal intencionados que poderia decapitara-la e até lhe
causar uma violência sexual, qual quer um poderia encantar-se com este corpo
formoso de mulher que apesar de tão jovem ela era possuidora.
Hoje
os pescadores não adentraram ao mar para seus trabalhos, suas jangadas e
embarcações estão ancoradas na praia, é dia de negociar o resultado da pesca,
já chegaram os compradores de outras cidades para levarem os produtos das
pescas para outros consumidores do grande comércio.
Os
peixes e os frutos marítimos resultados dos trabalhos de todos os pescadores
jangadeiro da aquela colónia beira mar, estão armazenados em câmaras
frigoríficos para conservara-los em condição de consumo e serem apreciados
pelos os compradores.
Em
umas das idas a cidade grande seu Jorge comprou para a menina algumas roupas e
calçados, agora ela está bem servida, com uma boa quantidade de vestimenta
escolhida a dedo, que usou de todo bom gosto e preferência.
Quando
chegou lá pelas nove horas da manhã já estavam pelo caminho em direção a
associação de pescadores com o intuito de entregar os pescados em troca de um
bom dinheirinho que lhe proporcionaria alguns confortos, os amigos do velho
pescador diziam que ele era um pescador de sorte, sempre tinha mais para
vender, suas pescarias sempre foram mais abundantes.
Depois
de caminharem alguns mil metros sobre a praia contornando as margens oceânicas
chegaram ao local onde já estavam todos os companheiros do velho pescador,
aguardando o momento de receber seus valores em cifras, resultados de longas
horas sobre o sol causticante impiedoso que queima e fere qualquer tipo de
pele.
O
velho pescador se reunia com seus amigos de aventura contando suas proezas
dizendo ter vividas em momentos que navegava com sua velha jangada e relatava
afirmando momentos de perigos sobre as ondas destemidas.
Enquanto
isso Amelinha aproveitava para rever seus velhos amigos, e até eis namorados de
algumas datas passadas; desaparecia por aquelas ruas tortuosas e becos sem
saída da aldeia de caiçaras.
Dentre
aqueles jovens que por ali habitavam, um daqueles moços era o motivo de seus
encontros, não que ela tinha grandes paixões, mas era dele que ela precisava
para lhe completar com seus anseios de se relacionar como mulher, o sexo na
vida de uma garota desta idade acaba sendo muito exigido, as vontades do corpo
suplicavam.
Ao
passar algumas horas Amélia aparece para acompanhar seu Jorge em suas
conversações e ajudar em algo que precisar assim como pesar algumas espécies de
fruto marítimo que estavam à venda, embalar e até outros serviços como de
limpeza do local que ocupara com o pescado.
O
senhor negociante que chegara da cidade vizinha para comprar a produção dos
pescados também trouxe seu filho que também estava na faixa da mesma idade da
pequena menina Amélia. Durante a tarde toda enquanto a menina trabalhava o
rapaz não tirava os olhos de seus movimentos e trocavam longos papo e
galanteios, parece que estava surgindo um sentimento e era recíproco e por ai
poderá surgir um grande romance, insinuava que estava gostando da conversa e
aguardava a iniciativa do rapaz.
Já
quase na hora de Amélia tomar o caminho de volta para casa, pois o serviço já por
pouco terminava, o filho do comprador de pescados jovem um tanto atraente e de
um aparência muito jovial, tomado de encanto com a beleza da morena Amélia, não
pensou duas vezes e tomou a decisão de lhe revelar suas intenções, e propôs o
desejo de que fosse sua namorada e disse
a ela, Amelinha deu uma longa pausa nas conversações e disse a ele que lhe
daria uma resposta decisiva assim que ela retornasse do banho, precisava se
livrar da aquele cheiro de peixe e que ele aguardasse alguns minutos.
O
local onde se encontrava o banheiro, distanciava alguns metros do pátio, local
de trabalho, o moço permaneceu alguns quinze minutos por ali enquanto esperava
pela a decisão, não demorou nada e logo apareceu, foi em direção do rapaz e
aproximou bem dele e deu-lhe um abraço e um longo beijo depois olhos nos olhos
sem pronunciar nenhuma palavra, apenas balançou a cabeça confirmando o que lhe
havia pedido
.
Por
entre os dois pavilhões estabelecidos para o comércio; lugar onde lhes parecia
longe dos olhos de curiosos eles se ajeitaram e acomodaram por entre algumas
caixas de acondicionar produto de venda, neste instante este moço mostrou-lhe
seus atributos em práticas habilidosa e brindaram este encontro com um grande
amasso.
Muitos
encontros apaixonados aconteceram entre eles.
Um novo amor
Já era a metade do dia do domingo, havia um
silencio enorme nesse imensidão de
cenário à céu aberto,
A estas horas do dia parece que não existe
nenhum ser vivo nesse lugar de completa solidão, até as gaivotas no momento abrigavam
sobre alguma sombra, de mostrava que o mar continuava em completa calmaria, só
se ouvia as pequenas ondas que se desfaziam nas areias provocando aquele
barulho de murmurar.
Um pouco adiante próximo a praia, as ondas
tocavam aqueles pequenos rochedos arquitetados naturalmente pela a ação do
tempo ao longo de algumas centenas de anos, o vento impulsionou as águas,
enquanto formava fortes correntezas que chocaram contra estas pequenas
elevações rochosas, esculpindo e modelando, dando formas a estes monumentos tal
quais as mãos de um oleiro sobre a liga da argila.
As montanhas edificadas sobre a linha do
horizonte aprimoravam ainda mais a tão estupenda geografia desse paraíso
esplendoroso.
As pedras tomavam vários formatos,
esboçando vários traços nesta pintura divinal nesse ambiente de total beleza, e
fazia presença algo que provocava ainda mais encantamento dessa obra prima da
natureza. Sobre a superfície plana de um destes rochedos alguém deliciava deste
sol ardente de início de verão. Ali expunha seu lindo corpo a usufruir desses
privilégios gratuitos; oferecido gentilmente pela a mãe natureza, dando uma cor
dourada nessa pele morena.
A margem oceânica dessa praia quase deserta se
fazia caminho para as pessoas se dirigirem ao povoado mais próximo, ali era a
rota dos transeuntes e até veículos de tração apropriados para o tráfego em
areias, usavam-se o mesmo caminho para chegar até as colônias que próximo dali
existia, um pequeno ponto de localização no mapa mundial com poucos habitantes;
gente que escolheram a lida de pescador, trabalho ardoroso de jangadeiro e
profissional do ramo, que navegam com suas embarcações pesqueiras, a fim de buscar
seus sustentos com seus honrados trabalhos.
Na colônia que Amelinha morava, todos
moradores ficaram surpresos com o barulho de um veículo que trafegava pelas
ruas estreitas da aldeia, não era de costume alguém transitar de carros por
aquelas vias pequenas.
Chegou nessa tarde alguém de grande estima vista
pela solitária garota que admirava muito, o coração desta menina sonhadora
palpitava em batidas emocionadas em pensar neste seu grande amor. Tratava se do
rapaz que esteve com ela no dia em que houve a grande feira de pescado, o
senhor comprador de peixes trouxe com ele o filho para ajudar nos trabalhos de
negociação, ficaram se conhecendo, essa menina que agora é sua paixão mais
recente, tudo ficaram acertados, agora seriam namorados por um longo espaço de
tempo.
O rapaz indagava a todas as pessoas que
encontrava, perguntava insistentemente sobre o paradeiro de sua linda e meiga
Amelinha, queria vê-la por todas as maneiras.
A moradia de Amelinha ficava um pouco afastada
das casas junto-posta da colônia, seu Jorge construiu uma moradia muito bem
arquitetada, toda de alvenaria, espaçosa com muito conforto e segurança, bem
próximo da praia, lar o qual a garota da praia foi acolhida sobre os cuidados
deste seu grande amigo; pai adotivo desta criatura que outrora vivia
desprotegida sobre as desventuras lastimável, a menina era uma pequena patriota
não reconhecida pela sua terra natal.
Quase ninguém pode informar onde estaria a
menina, depois de ter perguntados a todos ainda restou uma residência, aquela casa que ficava localizada as margens
da praia sobre a sombra de vários coqueiros, aposentos apropriados para
pescadores, residência singela e aconchegante, não havia mais nenhuma pessoa
para informar a respeito da garota e a resposta positiva poderia estar ali nessa
casa.
Ele fez uma curva de uns noventa graus e
redirecionou o veículo para esta casa que estava ali bem próximo a alguns
metros e chegando neste local ele foi recebido pelo o velho pescador que permanecia
por ali; seu Jorge o recebeu com os cumprimentos cordiais desejando boa tarde e
perguntou ao rapaz se podia ajudar em alguma coisa.
- Sim estou procurando por uma moça a qual
conheci no comércio de peixes em um dia desses, o senhor poderia me informar
por onde anda esta pessoa?
- Se você dizer o nome da moça quem sabe
poderei lhe encaminhar para o referido local de onde possa encontrar.
- O nome completa não sei lhe dizer, mas
chamam a de Amelinha estou procurando dês das primeiras horas desta tarde.
- Ela é minha afilhada, filha por
consideração, saiu a algumas horas, disse que iria se expor ao sol da tarde,
neste momento encontra-se naqueles rochedos.
O velho levantou o braço e apontou com
o dedo a direção do local e disse confirmando.
- Deve estar deitada sobre aquela pedra plana
local onde de costume se refugia para meditar e ao sol se bronzear.
Rapidamente despediu do velho pescador,
agradeceu pela informação colhida. e mais que depressa tomou o rumo ao qual o
pai adotivo de sua menina havia lhe informado, e foi a caminho do local
indicado com muita urgência, desejoso de localizar sua garota, agora na certeza
de encontrar, depois de muitas procuras.
Amélia se deliciava dos raios solares, deitada
sobre o lajeado tão sonolenta que quase não ouviu a buzina insistente de um
carro ali estacionado as margens das águas, foi preciso acionar o som da
corneta várias vezes até que ela se despertou ouvindo, olhou, mas não deu muita
atenção, achava que seria algum bisbilhoteiro que de hábito sempre fazia
presença por ali dizendo besteiras desnecessárias.
Em um dado momento ouviu se com muita clareza
que alguém se aproximava fazendo barulhos nas águas no momento que mudavam os
passos, resolveu prestar atenção, pois temia algum perigo, devido vestida
com trajes bem amenos, em um momento inaudito, e não esperava por isto,
mas confirmou com toda a certeza, era o rapaz que abalou a estrutura tão
fragilizada desta menina linda, se atirou bruscamente da pedra que estava
repousando e com o nível da água demarcando a altura dos joelhos, mas insistiu
em caminhar ao encontro deste seu grande amado que ao se aproximar de sua
Amelinha querida, não se conteve, os impulsos destes corações apaixonados, os
levaram aos limites intoleráveis das paixões, os beijos e os abraços seriam
apenas uma pequena mostra do que viera a acontecer com este amor recíproco
cheio de sensualidades.
Antônio Herrero Portilho
09 de novembro de 2011 de Antônio Herrero
Portilho