segunda-feira, 13 de julho de 2026

ALCIDES, O GRANDE AMOR DE SARITA.

 

ALCIDES; O GRANDE AMOR DE SARITA,


Antônio Herrero Portilho

Dona Rosalina vivia em constante preocupação, sempre de olho nos movimentos de sua filha Sarita, ela está próxima de completar a maioridade, mas ainda é motivo de muita preocupação com esses comportamentos de sua filha, não é mimos em formas de amor exagerado, lógico que uma mãe deve amar sua filha, dar carinho e boas orientações

Dona Rosalina pensava em voz alta:

− Nunca vi coisa igual, essa menina não sossega o facho, esses seus gestuais a denunciava apontando muito bem o que ela quer,  tem um ardente fogo sexual, continuadas vezes a surpreendo com a mão em suas partes íntimas, nesses seus dezessete anos, pelo que me parece ainda não namorou, verdade, nunca a vi com um namorado, mas, porém pretendentes não lhes faltam, vejo que esses assédios, quer dizer no bom sentido da palavra, querem com insistência ficar em namoro,  querem namorar com Sarita, enquanto ela só pensa no companheirismo, amizades, sem nenhum fato consumado, mas certeza, existe alguém que povoa aquela mente conturbada dessa tão jovem garota ninfomaníaca, pelo que eu percebo, Sarita é realmente uma garota sexo maníaca compulsiva. (Rosalina; mãe em constante vigilância à sua filha, preocupada com esse comportamento sexual de forma exagerada.)

Dona Rosalina sempre chega de surpresa e flagra ela usando de suas mãos em busca de rápidos prazeres alisando aquelas zonas erógenas, fonte insaciável de prazeres de seu corpo.  

Hoje bem de manhã se levanta para dar início a vida cotidiana, encontrar com a turma, seus amigos estão todos esperando para reviver novas aventuras, Joca é o rapaz mais próximo de Sarita, não é seu namorado, mas, é como fosse, ou talvez seja em segredos, Sarita e Joca passa a maior parte do tempo em maiores entregas, abraços e beijos mesmo que seja, beijos facial, não gosta, até tem nojo de sentir sua boca dentro de outra boca, eles são muitos íntimos apesar de não terem nada com relacionamentos amoroso, pelo menos isso que eles dizem.

Sarita encontra com Joca, o pessoal estavam reunidos na pracinha, todos conversavam colocando o papo em dia, enquanto a turma ficaram por ali se divertindo e tomando refrigerante no quiosque ponto de venda na calçada dessa via pública, Joca e Sarita seguiram rumo a feira de artesanato; arte muito admirada pela Sarita, até tinha alguns amigos artesãos, amigos apesar das idades diferentes, ao chegarem a feira, se dirigiram para a praça de alimentação para depois, os reencontros com os amigos que fazem exposições na feira, conversam muito sobre as habilidades com a arte manual popular, Sarita ainda falou muito sobre sua aptidão, ela praticava o ramo da serigrafia, estampas em camisetas e muitos outros tipos de peças pequenas.

 Depois de algumas visitas Sarita e Joca chegam a banca do senhor Alcides que trabalha no ramo de entalhes em madeiras, mal chegam a barraca de seu amigo Alcides, o telefone móvel de Joca toca, era uma chamada de seu pai, pedindo para que ele volte para casa, o pai de Joca está precisando de uma ajuda no serviço na oficina mecânica, muitas vezes seu pai convoca seu filho para essa ajuda, ele gosta de ajudar na oficina, para ele se vestir das roupas manchadas de graxas é uma grande satisfação se mostrar um rapaz responsável, ele vai ao encontro de seu pai, acha ele que existe hora para trabalhar, e hora para se divertir.

Sarita disse a Joca para que ele vá atender ao chamado de seu pai que é muito mais importante, para os nossos lazeres nunca vai faltar tempo e oportunidades, ela fica nos encontros com os amigos das exposições, com os papos com seus amigos, deixe para depois a companhia nessas visitas.

Sarita chega até o ambiente de Alcides, a porta de seu atelier estava fechado, esse artesão fazia um trabalho especial, não podia ficar expostos a vistas de todos, a menina não pretendia abrir a porta de surpresa, com educação faz um barulho proposital, em seguida o chama pelo nome, perguntou se podia entrar, Alcides deu a permissão, mas, porém correu e jogou uma toalha de mesa em cima da estátua a qual ele estava entalhando, queria ocultar dos olhos da menina, menina pelo jeito de se expressar, essa garota já estava próximo de completar a maior idade, conforme o documento de certidão de nascimento.

Entrou se sentou no banquinho ali bem próximo de Alcides, com a presença da menina, Alcides ficou meio tímido, se envergonhou por alguns instantes, disfarçou se como não estivesse fazendo nada, antes que ela entrasse, rapidamente escondeu a peça que estava confeccionando debaixo de alguns panos para que Sarita não visse o que ele estava entalhando.

− Seu Alcides, porque escondeu a peça que você entalhava... trabalhando? Eu estava curiosa para ver essa sua arte no entalhe, se for algo obsceno, não precisa se preocupar, somos amigos há tantos anos, nada mais é segredo depois daquele último encontro. disse Sarita tentando diminuir o acanhamento do senhor Alcides que no momento entalhava uma peça de um homem nu, pedido encomendado por uma senhora turista espanhola, agora morando no nosso país temporariamente, no momento Alcides se obrigou a mostrar, tinha em mente que aquilo não passava de uma peça de arte, certo que ela já estava em uma idade adulta, nas atuais altura dos acontecimentos, nada mais seria segredo.

Ela ficou pasma com aquela estátua entalhada em madeira de cedro, setenta centímetros de altura, já estava nas finalizações, alguns poucos reparos, vernizes e logo estaria pronta essa peça, ficou acertado para que eu a telefonasse, aliás acho melhor ir já providenciando.

Alcides – Sarita, por favor, pegue esse número de telefone, telefone para ela, diz que já está pronta a peça dela, se quiser poderá vir buscar. Assim feito, Sarita ficou muito emotiva, ela abraçava a estátua entalhada e queria somente para ela e dizia: – Eu quero esse entalhe somente para mim, não a deixe leva−la, me dá para mim, eu a quero para mim.

– Não tem como eu te dar, posso fazer uma para você, mas essa é da espanhola, ela me pagará um bom dinheirinho por essa arte, depois dessa vou tirar por conta própria, uns dias de folgas. (disse Alcides)

Enquanto esse artesão finaliza com os últimos retoque na peça, enverniza a deixando em brilho, realmente Sarita tinha razão, ficou uma bela peça, um primor de arte, uma lástima ter que dispensa lá, gostaria de ficar com ela para sempre, infelizmente logo essa estátua entalhada em madeira de cedro seguirá viagem para a Europa, estará exposta em uma sala muito distante desse país, mas na verdade Sarita não ficará frustrada por muito tempo, Alcides entalhará uma arte somente para ela, desse mesmo tronco que foi extraído esse homem nu, feito para a espanhola, o pedaço daquela madeira estará reservado para uma peça exclusiva para Sarita, Alcides não entalhará uma estátua de homem nu, mas será feito em entalhe aquele pedaço do homem que Sarita tanto venera.

− Fica assim minha querida amiga, vou fazer uma arte somente para você, não será um homem nu, mas uma parte dessas que vive pendurada dentro das calças, imagine bem de que estou falando... pensou... então já sabe.

 

−− Eu estou no aguardo, vou te cobrar sempre esse meu presente especial, promessa é dívida. (disse Sarita em tom de cobrança antecipada.

Der repente Alcides teve a percepção que um carro desses mais modernos já fabricado nessa terra, estaciona no lado de lá da rua, ele já sabe de quem se trata essa figura, olhos claro, cabelos cor de ouro, vindo se aproxima ali perto da barraquinha de artesanato, aquela mulher fantástica a cada vez que ela se apresenta próximo de Alcides, esse senhor fica pasmo diante daquela beleza, ela é muito liberal, tem uma visão moderna no que se trata sexualidade, em papos com suas amigas em que se arranjou por aqui nessas terras, ela bate no peito e diz com galhardia:

−− Não fico um dia sem transar, não dou sossego para essa minha xereca, por enquanto ela não reclamou em nada, então pau nela. Na hora desses meus fogos ardentes, pego o homem que estiver mais próximo, para mim o importante é apagar essas minhas labaredas, caso for um homem compromissado com casamentos, pouco me importa, eu quero é mais e mais, fodas essa esposa traída, sinto prazer até no olhar nas virilhas masculina e sentir aquele volume, caso não tem jeito mesmo, e aparecer uma mulher lésbica, vai assim mesmo. (isso é o que ela comenta com suas amigas nesses bares da vida aqui nessa terra em que ela adotou temporariamente, mais, pelas obras de artes que ela admira, já pode ter uma ideia de quem se trata essa espanhola linda e fantástica, mas muito promíscua.

O artista artesão ao perceber aproximação da dona da peça de arte, a mesma que viera buscar conforme o chamado pelo telefone, a espanhola pega a peça, coloca em pé em cima do balcão, fica admirando por vários momentos, conversa pouco com esse artista, de posse de uma dessas formas de pagamentos e de posse dos dados de Alcides, ela envia uma grana alta para a conta de Alcides que no momento ficou até muito assustado pela quantia, ainda alertou a compradora.

−− A senhora não se enganou no envio desse pagamento, vejo uma quantia alta. Disse Alcides)

−− Não se preocupe pobre homem, isso que estou te pagando é um agradecimento pela minha satisfação, esse total pago pelo seu serviço, a meu ver não passa de um precinho de um refrigerante comprado ali no barzinho da esquina.

−− Tudo bem, muito obrigado pela sua preferência, estarei sempre por aqui para atender essas melhores freguesas, te amo espanhola. (Disse Alcides)

 Ah... já ia me esquecendo, amanhã vou viajar para o Nordeste, gostaria que você viajasse comigo... vamos nessa seu Alcides, prometo que vai acontecer tudo aquilo que aconteceu aquele dia que fomos buscar no sítio o tronco de madeira de cedro que você entalhou essa peça. (Disse a Espanhola prometendo tudo aquilo,) quando a estrangeira percebeu o som da descarga do sanitário, viu que Alcides não estava sozinho, pois o compartimento era de pequenas dimensões, o banheiro ficava bem ali pertinho,  percebeu que havia uma terceira pessoa ali naquele ambiente, ela não sabia que Alcides estava com visita, ou quer dizer, Alcides dizia que Sarita era sua ajudante nesses trabalhos, Havia saído para ir ao banheiro, quando voltou de ponta de pé para surpreender Alcides, pegou Alcides e a Espanhola conversando em altos papos, parece que a menina ficou enciumada de Alcides em apego à Espanhola)

O senhor artesão depois da compra finalizada, acompanhou a estrangeira até o carro, se abraçaram se despedindo, mas ela voltará na manhã mais próxima. Sarita sentiu uma reação negativa em seus sentimentos, era o ciúme que ela sentia pela primeira vez, não conseguia aceitar a condição que Alcides e a estrangeira já tiveram um caso, isso é o que Sarita ouviu quando estava no banheiro muito próximo de Alcides e Espanhola, Sarita também já teve um caso com Alcides, mas de forma que a menina continuava virgem, para Alcides, Sarita abriu uma segunda opção, uma nova vereda em que o artesão vinha pelo costado.

Ela percebeu nesses momentos que seus dias já não são os mesmos, seria muita ingênua de sua parte pensar que ela seria a única na vida de Alcides, mas porém está enganada, ele se relaciona com várias garotas durante a semana, a Espanhola é transa antiga de Alcides, enquanto que Sarita é apenas um simples contato sexual com essa menina, enquanto ela pretende repetir outras vezes, mas com a Espanhola na área, acho que não sobrará oportunidade, repleta de ciúme fica imaginando o tempo todo os dois na cama, Sarita fica entediada, sofrendo em pensar estar no lugar da estrangeira.

Já está chegando as dezessete e trinta horas, ela sabe que sua mãe só lhe dá liberdade para seus passeios até as dezoito horas, sendo assim a pombinha sente a obrigação de levantar voo, voltar para casa, só isso lhe resta, o artesão ainda entrega o molho de chaves para que Sarita abra o ateliê todos os dias e arrume as coisas em seus devidos lugares, ela se compromete com esse pedido de Alcides

Se despedem cordialmente e retorno a antiga morada, quer dizer sua casa.

Enquanto isso sua mamãe Rosalina a aguarda para o café da tarde. como Sarita sempre foi muito mimada, sua mãe deixa tudo arrumado para a princesinha, só se sentar à mesa e saborear tudo aquilo de gostoso que dona Rosalina sempre fez questão de servir a gosto da menina.

Logo ela chega, bateu o portão com um pouco de força, depois bate a porta da sala com bravura, sua mãe vai ao encontro dela, pergunta o que aconteceu, ela não responde nada com a cara cheia de revolta, dona Rosalina fala de seu café da tarde que já posto a mesa, entra no quarto, se joga na cama, deitada de barriga para baixo como se estivesse muito cólera, sua mamãe correu para ela foi perguntando o que aconteceu.

− O que houve de errado minha filha? O que houve para tanta revolta.

− É que meu amigo vai viajar, com uma de suas amigas, estou muito nervosa por isso, maldita turista Espanhola, vai ficar com ele enquanto eu fico aqui nessas condições, com essa eu não contava. Mãe eu gosto muito dele, seu Alcides é meu homem, eu o amo muito, mas a turista espanhola se ofereceu como uma das maiores biscate, eles foram para a região do nordeste, ficarão por lá por mais ou menos uma semana, eu quero que ele volte logo.

O sofrimento de Sarita durou apenas uma semana, Alcides passeou bastante com a turista Espanhola, conheceu várias localidades turística, pernoitavam nos hotéis mais luxuosos de cinco estrelas, mas de surpresa ela recebeu uma mensagem urgente, teria que voltar rapidamente para seu país, aconteceu alguns imprevistos nas suas empresas, houve um desfalque milionário nas finanças de sua empresa, por isso foi chamada a comparecer rapidamente, assim a musa dos cabelos de ouro seguiu na direção de sua tão grandiosa Espanha. Assim feito, Alcides volta novamente para seu ateliê nessa feira de artesanato.

Naquela madrugada do raiar daquele sábado, Sarita resolveu sair bem de manhãzinha, seguiu aquelas ruas desertas na direção do Ateliê do seu Grande e amado Alcides, chegando colocou a chave na abertura, rodou e empurrou a porta e entrou, grande foi a surpresa quando ela acendeu as luzes percebeu as costas nua, mas a certeza já estava confirmado, era Alcides que estava ali dormindo em sua caminha de campanha, de solteiro, Sarita não pensou duas vezes, deixou do lado o balde e material de limpeza, entrou para debaixo das coberta e assim terminou dormindo esse resto de manhã, quando Alcides percebeu que a menina estava ali em seu leito de dormir, ficou muito contente, parece que agora a paz vai reinar.

Joca ainda procurava por Sarita, foi até o ateliê de Alcides, chamou muito pela Sarita, mas quando percebeu que não havia respostas, foi embora, seguiu seu caminho deixando Alcides e Sarita se abrigando do frio daquela manhã.

19 de novembro/24  

 

SEGUNDA PARTE

               Sarita nessa manhã segue em direção ao comércio, chama pelo carro do aplicativo, entra e movimenta destino centro de compras, hoje pretende fazer seus passeios longe da companhia da turma, pelo que parece seus amigos estão todos dispersos, talvez por estar muito cedo, ao ver desses adolescentes preguiçosos preferindo ficar mais tempo na cama, contrário de Sarita que está sempre em movimento, chegando a seu destino já dá início a suas visitações, o cheiro dos lanches da manhã não passa despercebido, ontem sua conta  no aplicativo deu um sinal, parece que ela recebeu um bom dinheirinho, seu pai separado mandou-lhe a mesada de cada mês, agora já pode comprar aquilo que estava em planos, ela gosta de comprar roupas... dessas estravagante assim como jaquetas e calças de tecido azul marinho grosso, brincos e variadas joias de pequenos custos.

Ela se senta sobre a mesa da lanchonete, enquanto segura suas sacolas e pacotes de compras, saboreia seu lanche de sabor ao qual ela escolhe muito bem; paladar refinado.

Sarita é uma moça muito bonita, muito mais agora que de uns seis meses adquiriu um corpão, quem a viu no final do ano recente passado, nos dias atuais precisa de recorrer muito bem a memória para reconhece-la, verdadeira estatura de modelo, sem mencionar o rosto bem delineado dessa lindeza, ainda não completou a maioridade, mas qualquer um que não a conhece olhando para Sarita percebe que aquele corpo é de uns dezenove anos.

Essa formosura de Sarita atrai muitos admiradores, esses da mesma facha de idade da menina, se aproximam a assediam com muitas palavras de conquista elogiosas, se mostrando pretendente a namorado, mas Sarita gosta mesmo é de homens maduros, cinquentões, sempre preferiu os mais experientes, seu Alcides apesar da idade paterna vendo pela idade é realmente seu grande amor, ela não pretende se enriquecer casando com homem rico, não tem essas ambições, tanto é que seu Alcides é uma pessoa muito simples, até trabalha com artesanatos, mas porem Sarita adora ficar por perto dele, não se sabe se trata de amor, amor... mas existe reciprocidade nessa... pode se dizer, vivência apesar de ter havido algumas relações carnais... bem a maneira deles, pois Sarita ainda continua inviolada, mas não pode se negarem que não passa de uma relação.

Nessa manhã, Alcides percebeu a falta de matéria prima para seus trabalhos, a madeira de cedro e cerejeira por serem mole de maneira que facilita os entalhes, Alcides sabe muito bem onde encontrar essa madeira, muitas árvores dessa qualidade se secaram devido o tempo de vida, os troncos de cerejeiras e cedros ainda existem em abundância, seu Alcides poderá extrair esses troncos mais uns cinquenta anos que ainda não acabam, tem muitos, assim muitas peças entalhadas ainda poderão ser feitas.

O homem artista amigo de Sarita pede para que ela aguarda um pouco ali em seu ateliê, vai sair um pouco, só uns minutinhos, diz que vai abastecer seu carro no posto ali bem próximo, terá que buscar madeira para confeccionar seus trabalhos, esse local é um pouco longe, só uns vintes quilômetros, certeza, vai voltar lá pras dezoito horas.

Enquanto Sarita espera o retorno de Alcides quando vai completar o tanque de seu carro, ela fica pensando em ir também, um passeio na beira do rio sobre as cachoeiras vai lhe fazer bem, para esses dias de intenso estresses resta saber se Alcides aceitará essa companhia, isso é o que veremos, ele está chegando aí, lhe fará essa a proposta.

Der pente Sarita ouve o barulho da batida de uma porta de carro, Alcides já estava de volta da ida ao abastecimento da caminhoneta, nesse momento prontinha para pegar a estrada, sobre a ida de Sarita como acompanhante dessa curta viaje nada se comenta, mas, porém, a menina salta a frente das palavras e se oferece como ajudante, Alcides antes de conceder a carona, pensa muito na possibilidade dessa companhia menor de idade, mesmo que esteja nos próximos meses que lhe faltam para completar os dezoitos anos.

-- Eu te levarei comigo com uma condição, com a permissão de sua mãe, se sua mãe me autorizar eu a levo, mas já fica sabendo, terá que pegar no pesado, essas madeiras pesam muito, vamos encher a caçamba da caminhoneta.

- Eu prometo, vou ajudar muito, você vai ver, seu Alcides. Disse implorando com insistência Sarita.

- Tenho que trazer bastante matéria prima para meus entalhes, está agendado cinco grandes trabalhos que me trará aumento na conta, dinheirinho extra, isso é bom.

- Bem... Isso é sua mãe que vai decidir, caso ela liberar, poderá tomar o banco de carona, te levarei comigo, OK? Disse Alcides.

-- Certeza minha mãe vai conceder esse pedido.

-- Mas, porém, preferia que você não fosse, pode me causar problema com a justiça, apesar de você se tratar de uma enorme mulher e bem segura de si, nas vésperas de completar a maior idade... Bem! entre aí no meu carro, vou te levar lá na sua casa, sua mãe é quem decidirá. Disse Alcides.

        Alcides e Sarita se dirige à casa da mãe, chegando à presença de dona Rosalina; mãe de Sarita o pedido é feito, dona Rosalina os recebem, aí começa um longo papo, algo interessante fora descoberto em toda essa questão da idade dessa menina, dona Rosalina, em conversa com Alcides foi revelado uma verdade.

 -- Para o bem da verdade, Sarita, a idade da menina, não está correta, está escrita em registo de forma errada, em registro de nascimento, Sarita está faltando dias e mês, para completar os dezoito anos, ela nasceu em um ano bissexto, o escrivão postergou a data de nascimento de Sarita, poderia anotar vinte e oito de fevereiro, assim ficaria correto, mas não sei por cargas d’águas ele anotou nove de março, já passamos do dia vinte e oito, então ficou assim, na verdade ela já passou dos dezoitos anos, vendo por esse lado, Sarita já pode decidir por si, depois desses descontroles sobre a idade da menina, eu a autorizo a todos os atos que ela vir a praticar, por mim ela já está liberada, disse dona Rosalina com muita convicção.

-- Ouça aí dona Rosalina, não sou eu que estou insistindo para que ela vá comigo, é ela que quer por todas as formas me acompanhar nessas curtas viagens, agora todas as vezes que ela me pedir, a levarei para todos os lugares, sendo assim, já poderemos seguir nossa viagem.

--Lá vamos nós. Thau mamãe, estou livre para voar.

--Depois dos nossos vuco-vuco, difícil será explicar isso para as autoridades, essa idade meio Mandrake. disse Alcides.

--Faltasse poucos dias para Dezoito ou dezessete, pouco se importa, eu e Alcides e dane-se nossos anos de vida, dizia Sarita em proclamação a liberdade enquanto o veículo de Alcides rodava na estrada de terra batida em direção à vila agrícola situado a mais ou menos a uns vinte e cinco quilômetros a contar dês da periferia da cidade, perto, logo chegará lá.

-- Já estamos chegando, vou fazer o contorno na rotatória e seguir a rua que passa a frente da colônia de agricultores, as nossas madeiras estarão lá no fim dessa via de acesso, o rio das corredeiras passa por trás da reserva florestal

primeiro vou pegar as madeiras, deixar a caminhoneta carregada, pronta para o regresso, depois de dar uma passeada pela casa de minha tia, agradecer meu sobrinho por ter separado a madeira para mim depois seguirei em direção da barranca do rio, quero me refrescar.  enquanto isso Sarita se enturma com um grupo de mocinhas e rapaziadas e também segue para as corredeiras, Sarita fica com Alcides enquanto as meninada se dispersa por aqueles matos, ela percebe a  solidão no ambiente, se despe de suas roupas ficando toda nua, se apresenta para Alcides, nesse momento aqueles corpos se aquecem e chegam em temperatura máxima, ela se oferece por inteira, Alcides corresponde à altura, o amor acontece com intensidade, confirmou para que veio, assim o amor acontece, e se esvai por completa de vaidade, nas profundeza de seu ser feminino, agora pode se dizer que independentemente da condição de idade, ficou confirmado definitivamente que Sarita se tornou uma mulher feita, pronta para seguir a vida.

A tarde se aproxima, Alcides e Sarita segue alguns passos até à caminhoneta, despede do pessoal e pega a estrada de volta ao aconchego, as dezoito horas precisamente chega à cidade, leva a moça até sua casa, faz o retorno e vai em direção a seu ateliê, descarrega as madeiras, mal acabou de descarregar voltou o fazendeiro lhe cobrando a encomenda, seu Silva encomendou que Alcides esculpisse a imagem de dois touros e uma vaca Holandesa; as mesmas que tem como criação em pastos lá na sua propriedade.

Alcides alegou que lhe estava faltando madeira, mas que agora já resolveu esse problema, lá pelo fim do mês todas suas encomendas atrasadas serão entregues. amanhã recomeçarei minhas atividades. despediu do senhor Silva, e assim ficou confirmado. Fim do mês entrego os trabalhos em encomendas. Boa noite.

01 de dezembro de 2024/* Antônio Herrero Portilho – autor

 

 

A SEGUNDA FAMÍLIA DE SARITA, ALCIDES A PARTE.

Dona Rosalina trabalhava duro  para levar a comidinha para casa e dar conta das despesas de cada dia, rotina que perdura todo o mês, se sacrificava bastante, mas porém, não lhes faltava nada nem para ela, nem para a menina Sarita, contava com  dois, quatro ou cinco salários baseados nos mínimos referente aos anos daquelas épocas, dos anos de noventa, podia contar todos finais de meses com essa soma, nunca foi uma mulher com um rabicho de filharada,  se colocava como filha única, fruto de um casamento desfeito, Rosalina infelizmente ainda sofreu uns cinco anos com essa união, não por violência doméstica, Romualdo nunca levantou a mão contra Rosalina, a causa das desavenças baseava em infidelidade, apesar de casado, Romualdo continuava com suas transas costumeiras, mas porém tinha Rosalina sua esposa em primeiro lugar para todas as decisões, o pai de Sarita deixou as responsabilidade conjugais para viver na liberdade dos costumes de solteiro, não era nenhum vagabundo, trabalhava nessas indústria de tecelagens, sempre foi bem remunerado, encarregado de uma seção, chefiava uma equipe de uns dez operários, por incrível que pareça, o pai de Sarita era um homem muito responsável, quando se dizia trabalhador  chefe de uma equipe, diferente das condições de casa, correto com suas obrigações, entregava suas peças trabalhada com sua equipe a qual liderava, em tempo hábil .

                Nesse final de ano, Senhor Romualdo ficará fora do trabalho por alguns quinze dias, precisa de descanso e lazer, organiza uma viaje para o litoral, com sua outra pequena família, segundo casamento do senhor Romualdo, pai da menina Sarita, estão quase prontas para pegar a estrada, agora despertou uma nova condição, levar Sarita nesse passeio no litoral, precisa saber se ela aceita essa proposta, não custa tentar. Enquanto isso Marlene segunda esposa do pai de Sarita fica arrumando as malas nos compartimentos do veículo, Romualdo pegou o carro de Marlene para ir à casa de sua filha, perguntar a ela se gostaria de acompanhar nesse passeio de ida a praia. Mas como já era previsto, Sarita havia saído nessa manhã e não voltaria até as quatorze horas da tarde, foi essa a mensagem que a menina Sarita deixou escrita para sua mãe, para ele nem tudo estava perdido, começariam essa jornada lá pelas horas noturna, para ele dirigir sem a luz solar favorece mais as atenções na pista, ou na madrugada do dia seguinte, como faltava pouco menos de trinta minutos para chegar as quatorze horas, Romualdo ficou aguardando a chegada de Sarita, enquanto ainda começa umas namoradinhas, ela sempre criticou  as decisões tomada por esse senhor amaridado por breves tempos de sua vida, mas todas as vezes que Romualdo e Rosalina se encontram frente a frente, rolava aquele clima, logo rendia algumas transas, apesar de separados, certeza, ainda existia uma aderência que ligava esses dois corpos, foi assim que se deu a gravidez da primeira filha; Sarita, foi nessas visitinhas que Rosalina se engravidou de Romualdo,  quando Rosalina estava na área de serviço, Romualdo, passou pelas costas da Rosalina quando dizia que iria ao banheiro, mas logo se vê que toda aquela investida era intencional, passou por aquele corredor e refregou a virilha no bumbum de Rosalina, quando voltava do banheiro repetiu o feito, ainda usou do tato para sentir o calor da pele que parecia uma seda de gostosura, de sua ex-esposa; mãe de Sarita, enquanto aguardava a chegada da menina, Romualdo atentou para umas aventuras, nem foi preciso usar um texto falado de persuasão, aquela atração ainda movia montanhas, Rosalina toma a iniciativa, pega seu ex-marido pela mão, como nos tempos de casados, vão seguindo aqueles fluxos dos bons ares, as afluentes nesses desague terminaria no quarto de Rosalina, Romualdo nunca disse dessa água não beberei jamais, porque a dissolução do casamento não extinguiu todas essas química do amor, ainda existe alguns resquício da alquimia transformadora de antigo amor para brilhantes prazeres.

A maioria dos casais separados quando se encontra longe dos olhos curiosos, atenta para mais uma transadinha, saudade das crianças é apenas uma desculpinha, aí muitas vezes acontece um repeteco de tudo já vividos.

Logo chega a hora marcada do retorno de Sarita, mas esse casal ainda não deu conta do perigo que está para acontecer, e acontece, a menina é muito pontual, entra porta a dentro de sua casa, cuidou para não fazer barulho, achou estranho, as portas e janelas estavam abertas, procurou pela sua mãe no quintal não encontrou, só faltava procurar no quarto, pensou na possibilidade de sua mãe estar doente trancada no quarto e algumas sugestão por não encontrar dona Rosalina, último recurso foi esse;  procurar ela em seu quarto, muito calma e atenta com muitas preocupações, tocou a mão na maçaneta, em seguida empurrou a porta, ela presenciou aquela cena tão imprópria para seus olhos, seu pai e sua mãe estava em meio a uma relação, nem ouve tempo hábil para se cobrir, a menina flagrou toda aquelas vadiagem, Rosalina não conseguiu palavras para se desculpar, depois de presenciado aquela situação, virou as costas e dirigiu se a sala, distraiu um pouco assistindo a televisão até que os dois amantes se vistam e em frente a verdade vistas, difícil é agora os dois encarar Sarita e até fazer o pedido para que viagem juntos para o litoral nesse final de ano, Seu Romualdo sentiu dificuldades para pronunciar qualquer que seja frase ou diálogo com essa sua filha que assistiu tudo, mas porém se esforçou um pouco e aí saiu a voz. Abrindo o jogo disse que estaria viajando para o litoral, pensando assim veio convidar ela para que fosse junto, ela aceitou e em seguida perguntou que hora sairia, Romualdo disse que pela madrugada, quero chegar bem de manhãzinha, arrume suas coisas que na hora que sairemos passarei por aqui, não se preocupe com espaço no carro, você até poderá continuar dormindo, Depois da meia noite, qualquer hora estarei passando por aqui.

Romualdo chegou a uma hora e dez minuto da madrugada, Sarita ouviu o barulho do carro quando parou frente ao portão, nesse momento ela percebeu que estava na hora de partir, sentiu que a beira daquelas abundâncias de águas tinha um caloroso sol brilhando e bronzeando peles, cútis e até epiderme, sobre raios fortes e penetrantes, Sarita despediu-se de sua mãe, jogou a mochila nas costas, sua mamãe ainda recorreu a alguns conselhos, coisa de mãe cuidadosa, ainda arriscou dizendo a sua filha.

– Sarita; se cuide, juízo nessa cabecinha cheia de cabelos, hora despenteada esvoaçada, está me ouvindo, menina?

Sarita parou, olhou para trás e disse em tom de brincadeira.

-- Depois daquela cena que presenciei lá no quarto ontem à tarde no ‘Papai e Mamãe’, olha aí quem me diz Juízo.  Ah.  Stop, pare mamãe...

Nesse instante o carro começa a se movimentar, logo dirigem a rodovia, enquanto vai em direção das águas marítimas forradas de areia feito praias, Sarita dorme, o escuro da madrugada vai aos poucos desvanecendo, logo os raios solares atingem a superfície terrestre nesse hemisfério da América do Sul, trazendo um dia intenso de calor, com as ondas vão chegando de longe o frescor remediando os trinta e nove graus no termômetro, assim fica necessário alguns mergulhos; tudo que os corpos pedem em suplicas por algumas horas encobertos de águas.

Romualdo chegando nessa manhã a esse litoral, trazia como passageiras Sarita e sua esposa Marlene, ambas dormiram quase todo o trajeto, não foi uma viagem tranquila, o congestionamento dos veículos a passeio estavam intensos, parece que todos veraneios resolveram pegar a estrada na mesma hora, mas, porém, apesar dos pesares, chegaram bem.

Estacionou seu veículo de frente a casa adquirida para esses passeios de verão, descarregar as bagagens, arrumar tudo depois de muitos dias fechada e desocupada, Romualdo se apressa para fazer o café, enquanto Marlene e Sarita vão à padaria ali bem próximo para comprar todos alimentos necessário para uma boa refeição da manhã, as duas meninas aproveita para visualizar o cenário que estará pela natureza mostrando o mar verde esmeralda cravado pelos raios intenso de calor, agora essa estação do verão dá passagem  para receber os banhista se expondo ao bronzeamento,  e só abandonarão seus postos depois que o sol esfriar. Marlene e Sarita depois da refeição da manhã dirige-se para os mergulhos se banhando nas primeiras ondas que surge nesse começo de dia.

Enquanto isso Romualdo desaparece em meio aquela multidão que faz presença nessa beira mar, ele vai ao encontro de seus amigos que reside nessa cidade litorânea a qual ele nasceu e cresceu dês de longas datas, bater papo, jogar um carteado, vôlei de arei e outras atividades, enquanto isso Marlene e Sarita se diverte na areia, água e mar, um fato ficou confirmado, as duas garotas se firmaram em uma amizade fenomenal, dês da partida na madrugada, até de manhã, ainda não tiveram conversados, apenas se firmaram em rápidos cumprimentos, depois que chegam para o passeio, começaram longos papos, pode se ver que se tratam de duas amigas muito verdadeiras; Sarita e sua quase madrasta.

         Durante esses três dias, Sarita se divertiu bastante nessa cidade praiana, conheceu os clubes de danças, passeios pelos calçadões, praças de alimentações centro de compras em Shopping. desfrutou de tantas horas de lazer que até esqueceu de seu mais querido namorado cinquentão, artista em entalhe de estatua em madeira, Alcides sempre foi a paixão de Sarita, ela não o troca por nenhum jovenzinho cheio de vigor, mas porém a menina diz sentir saudade de seu par romântico, Alcides está um pouco desaparecido, também viajando, ela só sabe que ele saiu para resolver alguns assuntos de família pai mãe e irmãos, negócios agrários, seu pai estava em negociação uma fazendinha modelo, mas, o artista prometeu que logo voltaria, despediu de Sarita já a quase uma semana.

Ela conheceu outros jovens da sua mesma faixa etária, mas era de Alcides que ela amava de paixão, além de ter o dobro da idade que ela.

Quando chega a segunda feira, já se pode perceber que a cidade ficou bastante vazia, os visitantes de verão já seguiram rumo às suas moradas fixadas em outras cidades, Romualdo, Marlene e Sarita já se prepara para levantar acampamento, se arrumam todas as bagagens no porta mala do veículo, dorme um pouco para pegar a estrada na terça feira, imaginando que o trânsito está mais aliviado fluindo com mais tranquilidade, nas primeiras horas da terça feira seu Romualdo dirige-se a caminho de seu lar doce lar, não esquecendo que dessa vez tem uma passageira muito especial a bordo; sua filha Sarita.

Foram longas horas nessa viagem de volta, o cansaço abateu a menina, enquanto a aquilo que parecia lazer para aliviar das intensas tarefas do dia a dia, agora transformaram em canseira devido a viagem. Depois de longas horas de pernas dobradas no carro, tentando dormir, até que chegaram, Romualdo deixa Sarita no portão de sua casa, logo vai em direção do ponto final, precisa de descansar, esse marido de Marlene está quase em estafa, fadigado por permanecer estático frente ao volante do carro, mas agora chega a hora de desfazer da bagagem, mas, Romualdo não se preocupa com essa descarga, deixa tudo para amanhã bem cedo, ele ainda goza de suas féria, nesse outro dia terá mais tempo para refazer as energias, tudo ficará como antes.

Sarita ao acordar no outro dia, não tinha como esquecer, lembrou de seu namoradão, precisava ir até o atelier para saber se Alcides havia chegado de sua ida às visitas de sua a família em outro estado, desceu a rua em direção da feira de artesanato, ficava um pouco longe da casa de Sarita, enquanto os relógios marcavam as quase noves horas dessa manhã, horário de clima fresco.

Chegando próximo à oficina de trabalho de Alcides, percebeu que tudo estava fechado, até parecia abandonado, mas ainda o carro de Alcides estava lá, parece que ele optou por viajar de ônibus, ela se sentou em uma banqueta que existia ali bem próximo a porta de entrada do artista, Sarita ainda permaneceu por ali, conversando com uns amigos além de folear uma revistinha, para passar o tempo, estava ciente que nesse dia Alcides votaria da viagem, aguardou até um certo tempo.

A menina estava ansiosa para reencontrar seu tão queridíssimo Alcides, daí dentro de alguns minutos estaciona um carro de aluguel, Alcides desembarca ali mesmo na calçada de seu estabelecimento, recolhe as bagagens para o interior de sua oficina de arte, depois dos cumprimentos, como habito, mais que depressa, Sarita faz um saboroso café, enquanto isso direciona seus ouvidos a escutar as novidade trazida de seu Alcides que relata muito sobre sua família que fixava residência nessa região sul desse país, os pais de Alcides possuía algumas propriedades, entre casas, estâncias de gado de raça e vacas leiteiras nessa propriedade produtora de queijos exportação, entre outros embutidos, esse cinquentão namorado de Sarita, logo se vê que tem origens nobres, nunca gostou de viver grudado em seus pais, essa vida de pessoa simples ele escolheu dês dos tempos quando aproximavam os anos noventas, quando começou seguir um grupo de movimentos jovens que se vestiam em trajes extravagantes, protestavam os costumes e comportamentos daquela época dos anos de mil novecentos e noventas

Alcides era um desses jovens rebeldes, que adquiriu influências hippie, de décadas passadas, deixou sua rica família com todos confortos oferecidos pelos seus pais para viver uma vida totalmente desprovido de tudo, ainda Alcides continua com sua forma de pensar, mas vive em outro ambiente e sempre em mudanças de lugar, hoje ele está residindo nessa praça, amanhã não se sabe para onde levantará voo, logo se vê que Sarita: sua namoradinha é apaixonada por ele devido essa sua  vida simples não se preocupando com a cama que dormiria hoje, nem com os banquetes que a muitos anos não repetiu, durante esses vais e vens dessa vida maluca de Alcides, conheceu uma moça que também estava engajadas nesses movimento, namorou alguns tempos, noivou por alguns meses, foi daí que aconteceu esse casamento, esses laços matrimoniais perduraram por alguma meias décadas, a ex-esposa  de Alcides não quis acompanhar nas andanças, se separaram deixando um menino, hoje um rapaz de idade acima de um ano e pouco de Sarita, nessa visita ainda compareceu a casa de sua êx, visitou seu filho, apesar de muitos anos não visto, demostraram elos de união, fizeram alguns passeios nessa cidade localizada no sul do país, foram até as fazendas de seus pais, visitaram as fábricas de Embutidos de carnes animal, ele percebeu esses Laços apertados de união a essa família de Alcides deixada para trás, em meio a essas tantas visitações e companheirismo, fixou acertado que um dia mãe e filho faria uma visita para seu pai, isso não demorará. ...Infelizmente o namorado de Sarita durante essa visita aos seus familiares, não conseguiu rever seus pais, também viajavam, havia ido para o exterior, se consultaria com uma equipe de médicos cientista no campo da oncologia, o pai de Alcides foi diagnosticado por uma doença muito agressiva, sentia que havia uma úlcera de tamanho desproporcional em que aos poucos estava destruindo seu intestino, o milionário industrial, pai de Alcides possuía muito dinheiro, e usando de seus recursos financeiros busca em outros centro de tratamento a cura desse tumor maligno, infelizmente muito difícil reverter para melhoras apesar de muitos exames, pesquisas das mais avançadas tecnologia na medicina, todos os resultados confirmado o mesmo que os médicos do país do pai do namorado de Sarita morava disse, não houve progresso nesse tratamento, foi decidido que o óbito do senhor Alonso está previsto, no mais tardar, um ano e meio, Alcides perderá seu pai, ele será vencido por esse tumor maligno, na verdade as respostas para suas indagações sobre esse mal, por momento continua estável, mas, em breve começará as outras etapas dessa doença, afetando muitas outras células desse corpo, decretando o óbito encerrado, colocando um ponto final na história do senhor Alonso; pai de Alcides o namorado de Sarita.

Seu Alonso o pequeno industrial; pai de Alcides, está vivendo uma fase muito difícil nessa sua vida, arrependido por não ter dado a atenção devida a esse seu filho, passou a vida toda ocupado com seus negócios, nunca chamou seu filho para conversar, bater aquele papo de paizão, diálogo falando da vida, almoço de domingo, reunião de família nos fins de ano, mas porém não lhe cabe um grande arrependimento, foi seu filho Alcides que escolheu essa vida nômade, perambulando de cidade em cidade como uma ave de verão, adquiriu alguns prazeres de viver essa liberdade, enquanto tinha a menina Sarita do seu lado,  só possui duas paixão na vida que leva, uma é Sarita, outra é sua habilidade de esculpir em madeira, é apaixonado pela sua simples arte, as vezes muito admirada por esse ofício, assim fica motivado para trabalhar mais e mais por essas peças de arte.

O rapaz artesão continua com sua vida pacata, mas para ele é cheia de prazer em viver, já se passaram mais de um ano, ele aguarda a qualquer momento a notícia inesperada, seu pai se encontra em estado grave,  momento avançado da doença, Alcides está tentando arrumar uma fórmula para administrar sua vida nesses próximos anos, ele sente que a idade já está lhe incomodando, ele vive um impasse, sua esposa original quer voltar, Alcides não conseguirá apagar Sarita dessa história tão cheia de glórias, si bem que voltar para reconstruir um casamento já esquecido, para Alcides seria a melhor opção, Sarita não existiu na vida de Alcides para casar e construir família, ela até já sabia que um dia terminaria esse namoro, agora ela já está se conscientizando que a hora chegou, Alcides voltará para sua esposa do passado e reerguer essa estrutura que já estava em ruinas, mas o amor reconstrói tudo, nem que seja um casamento desfeito.

Depois de muitos choros e lagrimas a menina Sarita aceita o fim desse relacionamento, o grande amor de Sarita parte para uma nova jornada, Alcides toma rumos opostos das caminhadas da linda garota, ainda cheia de juventude que sempre esboçou os sorrisos de felicidade enquanto sentia a presença de Alcides; o cinquentão, mas possuía um espirito de jovem.

Nesse momento Alcides está partindo para uma outra cidade, não é por expor em feira de artesanato, agora ele terá que adaptar à administração das empresas de seu pai falecido a poucos dias, certo que não será todo o capital, ainda será dividido em partilha de herança, existe mais irmãos nessa família.  Chegando aquela cidade sulista, Alcides vá até a casa de sua esposa e toma seu lugar de chefe de família, agora recomeça a responsabilidade de pai, esposo assim vivendo outros ares.

Autor: Antônio Herrero Portilho/25/01/25

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

  https://www.recantodasletras.com.br/poesiasespiritualistas/4692801